CEMAP

CENTRO DE ESTUDOS EM MEIO AMBIENTE, ÁREAS PROTEGIDAS E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

NOTÍCIAS DO CEMAP - UEMS

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Por: Núcleo de Informação do GEMAP | Postado em: 29 jun. 2018

Pesquisadores de Aquidauana e da Capital promovem monitoramento de animais atropelados

Uems e Agesul fazem um raio-x da situação dos animais atingidos nas rodovias do estado

29 JUN 2018 - 10h06min
Redação com Assessoria
 

Projeto em que são monitorados os atropelamentos de animais silvestres na BR 359, que interliga  o município de Coxim (MS) a Mineiros (Goiás), onde são encontrados, quinzenalmente, um índice de 22 animais mortos, sendo os mais identificados: tamanduá, lobinho, tatu e anta.

Os resultados obtidos, em 29 campanhas de monitoramento, somam cerca de 653 animais atropelados. Observações de campo constataram ainda que a maior incidência de atropelamento se deu em áreas próximas a córregos em fundo de vales, locais com maior concentração de vegetação e de modo continuo, e mesmo próximas a regiões de grande ocorrência de cupinzeiros.

Para o coordenador do Estrada Viva, o professor da Uems, Afrânio Soriano, o Projeto é uma proposta para o estabelecimento de um protocolo de ações para as estradas de Mato Grosso do Sul na prevenção e mitigação de impactos. A ideia é subsidiar a elaboração de uma política pública para que o Governo do Estado, por meio da Agesul, possa implantar um programa permanente, junto às estradas do MS como um todo. Deste modo a perspectiva de se constituir um fórum, reunindo universidades, ONGs, promotores públicos, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para dividir responsabilidades e pactuar soluções concretas e viáveis para prevenção e mitigação acidentes com animais nas estradas”.

O professor ainda ressalta que o Estado, por meio da Agesul, está assumindo um papel protagonista neste caso e que a Uems é parceira, “pois não é possível mais admitir essa ‘catástrofe’ que vemos diariamente em nossas estradas”. O projeto de monitoramento é apenas a primeira fase (diagnóstico), mas com base neste já é possível promover algumas intervenções (segunda fase) como estabelecimento de sinalização educativa e de advertência, redutores de velocidades, campanhas de educação ambiental com usuários e comunidade, colocação de cercas em passagens de fauna, e levantamento de fauna silvestre para definição de risco potencial, etc.

O diretor de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho da Agesul, Pedro Celso de Oliveira Fernandes, destaca que é a primeira vez que a Agência está fazendo este trabalho com qualidade técnica. “Vai melhorar muito a qualidade, com mais segurança para os usuários e a proteção da própria fauna. Tudo começou com uma demanda jurídica, com exigência do Imasul para monitoramento da fauna”.

Ele ainda observa que a parceria com a Uems é um benefício que atingirá diretamente a população. “É benefício para todos os envolvidos: os alunos e professores podem participar de atividade práticas; a Secretaria de Infraestrutura; e diretamente o cidadão que será beneficiado com mais segurança de tráfico, com custo muito reduzido”.

De acordo com o estudo, os fragmentos de vegetação e o tráfego de veículos foram, provavelmente, os fatores que mais contribuíram para esse índice de mortes. “Neste percurso, de Alcinópolis (MS) a Mineiros (GO), há mais áreas agrícolas, tráfego de veículos pesados e pouca circulação de veículos leves”, mostram as análises.

Quanto à composição da fauna atropelada tem se caracterizado pela ocorrência de Canídeos (como o lobo) e outros animais de pequeno porte atropelados. A ocorrência de pássaros atropelados no percurso de Coxim à Alcinópolis foi expressiva devido à presença de espécies da flora que são fontes de alimentos para estes, em especial para Psitacídeos (papagaios, periquitos, araras).

Os atropelamentos de grandes mamíferos, como a anta, foram registrados próximos ao Parque Nacional das Emas (em áreas de corredores, junto a fragmentos isolados de ambos os lados da pista e próximo a córregos). “A rodovia, nesse percurso, não possui sinalização e nem redutores de velocidade, sendo que os veículos pesados trafegam em alta velocidade e como muitos transportam grãos, invariavelmente, deixam cair alguns grãos que acabam por atrair animais para a rodovia”, revela o documento.

Segundo o coordenador do projeto, com os dados existentes já seria possível iniciar a segunda fase, principalmente, para identificar e localizar as grandes populações de risco e estabelecer um plano de manejo/contingencial, “queremos pesquisar novos métodos utilizando VANTs [Veículos Aéreos Não Tripulados) e sensores térmicos”, acrescenta.

“Queremos propor uma maneira de compatibilizar a área de vida dos animais silvestres e a produção agrícola. A população da fauna está diminuindo e a estrada acaba sendo um fator muito antrópico, de muita interferência para a população silvestre. Estradas se não forem bem manejadas no ponto de vista da fauna, são fontes de morte, tanto para os seres humanos, por conta do perigo de acidentes, como para os animais”, ressalta.

Uma importante conquista obtida recentemente – neste mês -, embora de modo indireto, foi a aprovação da construção do Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres de Mineiros, que será o terceiro do estado de Goiás e que segundo seu idealizador, o engenheiro florestal, André Luiz de Oliveira, da Secretaria de Meio Ambiente de Mineiros, os dados do monitoramento foram um dos principais fatores para a aprovação do Projeto.

Todas as informações obtidas nas campanhas/levantamentos, como espécie, localização geográfica, tamanho e sexo estão sendo adicionados a um banco de dados (planilha adaptada do SISBio) para análise estatística com o programa Siriema (Nerf – Núcleo de Ecologia de Rodovias e Ferrovias da URGS). Também estão sendo confeccionados mapas de distribuição de atropelamentos e ocorrência de fragmentos florestais, entre outros elementos de interesse com o emprego do programa ArcGis. A equipe do Gemap/Cemap conta com um veterinário, um ajudante, dois alunos bolsistas (Pibex e PiBIQ) e colaboradores voluntários.

Fonte: http://www.opantaneiro.com.br/geral/pesquisadores-de-aquidauana-e-da-capital-promovem-monitoramento-de/140715/

Por: Núcleo de Informação do GEMAP | Postado em: 09 ago. 2016

Alunos da Escola Estadual Geraldo Garcia realizam visita orientada ao CEMAP

  Alunos visitam o CEMAP-2016-08-03

Foto: Marielen Arguelho/GEMAP, 03 ago. 2016.

Alunos do 2º e 3º anos do ensino médio da Escola Estadual Geraldo Garcia, juntamente com o professor da disciplina Terra, Vida e TrabalhoDiego Aparecido Cafola –, visitaram o Centro de Estudos em Meio Ambiente, Áreas Protegidas e Desenvolvimento Sustentável (CEMAP - UEMS) e receberam orientações dos pesquisadores João Carlos Raimundo Júnior (Engenheiro Florestal) e Minéia Moimáz Anselmo (Engenheira Florestal) do Grupo de Estudos em Manejo de Áreas Protegidas, Desenvolvimento Ambiental e Educação Ambiental (GEMAP - UEMS), bem como de José Eduardo Costa de Freitas (Mestre em Zootecnia) do Grupo de pesquisa em Carcinologia, Carcinicultura e Organismos Aquáticos para uso Ornamental ou Iscas Vivas do Cerrado e Pantanal (CARCIPANTA - UEMS).

Os pesquisadores explicaram o funcionamento do CEMAP, as principais atividades de pesquisas realizadas nos laboratórios LAGEAAP - Laboratório de Gestão, Educação Ambiental e Áreas Protegidas e CARCIPANTA – Laboratório de Carcinologia, Carcinicultura e Organismos Ornamentais do Cerrado Pantanal, no Espaço Natureza e na Trilha do Tamanduá (GEMAP - UEMS).

Foto2-Alunos visitam o CEMAP-2016  Foto3-Alunos visitam o CEMAP-2016

Fotos: Marielen Arguelho/GEMAP, 03 ago. 2016.

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Por: Núcleo de Informação do GEMAP | Postado em: 09 ago. 2016

Acadêmicos do Mestrado Profissional em Educação Científica e Matemática da UEMS e pesquisadores do GEMAP participam de palestra sobre Marco Legal para C, T & I e realizam visita técnica ao Parque Estadual do Prosa

Foto: Raphael Batista/GEMAP, 21 jul. 2016.

Acadêmicos do Mestrado Profissional em Educação Científica e Matemática da UEMS – Unidade Universitária de Dourados/MS e pesquisadores do Grupo de Estudos em manejo de Áreas Protegidas, Desenvolvimento Ambiental e Educação Ambiental (GEMAP - UEMS) participaram de palestra sobre Marco Legal para C, T & I e visita técnica ao Parque Estadual do Prosa, em Campo Grande/MS.

 

9h às 11h30 – Palestra na UEMS/Unidade Universitária Campo Grande

Palestra: Discutindo o Novo Marco Legal para Ciência, Tecnologia, e Inovação no Brasil
Palestrante: Prof. Dr. Gesil Sampaio Amarante Segundo (Coordenador de Transferência de Tecnologia da Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC e Diretor Técnico do FORTEC - Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia)

 

Foto: Raphael Batista/GEMAP, 21 jul. 2016.

 

14h às 16h30 – Visita técnica orientada ao Parque Estadual do Prosa em Campo Grande/MS

Visita Técnica: Parque Estadual do Prosa (em Campo Grande/MS)
Responsável técnica: [Guarda Parque] Katiuscia Balbuena (Responsável técnica e orientadora da trilha no Parque Estadual do Prosa)

 

Foto: Raphael Batista/GEMAP, 21 jul. 2016.

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Por: Emmanuelly Castro - UEMS/Notícias | Postado em: 13 jul. 2016

GEMAP/UEMS e IMASUL discutem projetos de Manejo

 

Foto: Raphael Batista/GEMAP, 07 jul. 2016.

Na última semana, equipes do GEMAP (Grupo de Estudos de Manejo em Áreas Protegidas) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), de Aquidauana e da Gerência de Unidades de Conservação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (GUC/IMASUL) estiveram em reunião para discutir os Projetos Demonstrativos de Manejo (PDMs) que estão em desenvolvimento por meio de parceria entre as duas instituições (UEMS e IMASUL) e executados pelo GEMAP.

Um dos membros do GEMAP, Maria Izabel Manes conta que na reunião foram apresentados os andamentos e as sequências dos planos de trabalho de cada um dos oito PDMs que possuem temas ligados à implantação e manejo de parques no Estado de Mato Grosso do Sul.

Maria Izabel explica que o PDM 1 lida com as questões fundiárias e bolsas de compensação, estudando metodologias para a solução de conflitos de território; o PDM 2 é a criação de uma ouvidoria e comunicação ambiental para mobilizar a comunidade vizinha do parque e tornar a convivência harmônica entre comunidade e parque; o PDM 3 propõe uma metodologia com o objetivo de reduzir conflitos no processo de criação de unidades de conservação, como desapropriação e atividades de impacto; o PDM 4 está relacionado à conservação da biodiversidade nas unidades de conservação no Mato Grosso do Sul e propõe o emprego de metodologias de monitoramento e erradicação de espécies exóticas, assim como a recuperação de áreas degradadas; o PDM 5 propõe um plano de uso ecoturístico e parcerias público privadas no Mato Grosso do Sul; o PDM 6 tem o objetivo de intercambiar a escola e o parque, estreitando a relação entre os mesmos; o PDM 7 trata de estratégias para implementação de políticas de PSA (Pagamento de Serviço Ambiental) e REDD (Redução de CO2 por desmatamento e degradação evitada) nas unidades de conservação de Mato Grosso do Sul; e o PDM 8 estuda a criação de novas unidades de conservação no estado, levantando áreas prioritárias e estratégicas. “Como são projetos demonstrativos, cada um teve sua área de atuação estrategicamente selecionada e relacionada com seu objetivo”, comentou Maria Izabel.

Foto: Raphael Batista/GEMAP, 07 jul. 2016.

 

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