Ciências Sociais

Licenciatura

Apresentação

IDENTIFICAÇÃO

 

Curso: Curso de Ciências Sociais, licenciatura

Modalidade: Licenciatura

Habilitação: Licenciado em Ciências Sociais.

Turno de Funcionamento: Noturno. Sábado: Matutino.

Local de Oferta: Unidade Universitária de Amambai

Regime de Oferta: Presencial

Forma de Organização: Seriado: Anual

Período de Integralização: mínimo 04 anos e máximo 07 anos

Total da Carga Horária: 3.420 horas

Tipo de Ingresso: Processo Seletivo vigente da UEMS

Número de vagas: 40

   

Reconhecimento:

A Deliberação CEE/MS nº. 9366, de 17 de setembro de 2010, reconheceu o Curso de Ciências Sociais da UEMS, oferecido pela Unidade Universitária de Amambai.

O Curso de Ciências Sociais - licenciatura,da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul foi criado por meio da Resolução CEPE-UEMS Nº 634 de 13 de julho de 2006 e implantado no ano de 2008. Funciona no período noturno, com oferta de 40 vagas anuais.

CONCEPÇÃO DO CURSO

A formação do profissional de Ciências Sociais, formado em um curso de Licenciatura, é de caráter humanístico e inclui conhecimentos histórico-sociológicos e culturais de natureza teórico-científica. Seu objeto de estudo é a sociedade, a educação e a cultura: de forma ampla, as relações sociais em que o ser humano está inserido. Com atuação crítica e participativa, o professor cientista social revela-se como agente na busca de direitos sociais, no horizonte da educação.

Nessa perspectiva, se pressupõe que o corpo docente do Curso de Ciências Sociais – licenciatura, da UEMS deva ser formado por profissionais compromissados não apenas com as questões acadêmicas como a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, mas também e acima de tudo com a construção de uma sociedade justa, soberana e democrática.

O Projeto Pedagógico do curso de Ciências Sociais - Licenciatura, oferecido pela Unidade de Amambai, busca definir diretrizes para o fortalecimento dos eixos que formam a identidade do curso (Antropologia, Ciência Política e Sociologia), assim como fornecer instrumentos para estabelecer relações entre a docência, a pesquisa e a práxis, propiciando aos estudantes uma formação teórico-metodológica consistente em torno desses eixos. Busca definir uma estrutura curricular que estimule a autonomia intelectual e a capacidade analítica dos estudantes, a partir de uma formação que considere a relação entre pesquisa, ensino e extensão enquanto princípios indissociáveis. Neste sentido, trata-se de uma proposta também política.

Como o ato de educar é consciente e planejado, este projeto tem o compromisso de nortear linhas que direcionarão os trabalhos docentes e discentes priorizando a formação, no que diz respeito ao ensino, à pesquisa e à extensão, no sentido de formar profissionais críticos, reflexivos, comprometidos e habilitados a lidar com a diversidade cultural, social e étnica existentes.

A formação de Licenciados em Ciências Sociais exige previamente um compromisso dos proponentes institucionais com a realidade social brasileira, bem como um desafio assumido com realidade local e regional. No contexto regional há carência de profissionais habilitados nas áreas de Ciências Sociais, e é na Universidade que se formam os profissionais para trabalhar nas escolas de ensino fundamental e médio e organizações da sociedade civil. Há que se considerar ainda, que os conhecimentos advindos das áreas das Ciências Sociais contribuem para a compreensão do cenário das transformações que acontecem de forma exacerbada no contexto fronteiriço no qual se situa.

O desenvolvimento econômico provoca novas dinâmicas sociais, que requerem capacidade de reflexão e ação perante essas novas relações, exigindo compreensão do ponto de vista sociológico, econômico, político, antropológico, metodológico e educacional.

  Uma sociedade em processo de intensa transformação exige do licenciado em Ciências Sociais, a compreensão dos aspectos didático-pedagógicos e que esteja preparado para atuar de maneira compromissada na educação, a partir de sólidos referenciais epistemológicos (MARTINS, 2014).

Para isso, necessário se faz uma proposta curricular que busca articular o pensamento social em seus vários momentos, correntes, autores e áreas de conhecimento, com a área de educação/formação de professores, com objetivo de formar profissionais reflexivos, conhecedores das diversas linhas teórico-ideológicas que circulam na sociedade, prontos para a busca contínua de novos conhecimentos, acompanhando as transformações sócio-culturais e que possam atuar dentro dos princípios éticos, profissionais e científicos com competência e compromisso social.

  Nesse sentido, cabe não só à Universidade, mas também a outras instituições, discutir e apresentar propostas de mudanças que contribuam para a ampliação dos conhecimentos sócio-culturais dos grupos aos quais atende. Neste contexto, abrimos parênteses para destacar a importância da pesquisa e da extensão como áreas através das quais se atinge o objetivo de produzir conhecimento em conjunto, a partir dos processos sócio-históricos contemporâneos e proceder à sua análise crítica, possibilitando a elaboração de subsídios aos diversos setores sociais, vislumbrando, assim, as necessidades e demandas locais, regionais e nacionais.

   O projeto pedagógico consiste em uma diretriz para a oferta do curso; enquanto processo dinâmico deve refletir as demandas locais, com suas variações. Neste sentido, os docentes e discentes que fazem parte do curso se integram ao processo educativo, estabelecendo a relação entre teoria e prática.

    Para além desses aspectos, é importante destacar a relação com a comunidade e a observação constante dos aspectos supralocais, que permitam, de fato, promover uma formação a partir da qual os egressos do curso estejam prontos a atuarem no nível local e supralocal. A Universidade deve oportunizar a formação não só da comunidade interna, como também da externa, propiciando a democratização do saber de forma contínua e sistemática, no intuito de alcançar uma sociedade mais justa, com oportunidade, igualdade social e acesso aos bens culturais a todos.

    Nesse cenário, o Curso de Ciências Sociais, a partir da inserção de seus docentes e egressos em Programas de Pós-Graduação da UEMS e outras Instituições de Ensino Superior, tem desencadeado um efeito de atuação e produção em rede, contribuindo, a partir dos espaços nos quais esses profissionais estão inseridos, para o desenvolvimento humano e social do estado de Mato Grosso do Sul (CAVALCANTE, DEFFACCI, SILVA, 2016).

   O cenário multiétnico característico da formação social sul mato-grossense requer ações de ensino, pesquisa e extensão que visem contemplar os múltiplos grupos que o constituem. A ocupação recente desses territórios requer estudos para a devida dimensão do processo histórico em curso, para a formação de uma sociedade justa e igualitária.

   Nesse contexto, é importante destacar a demanda por formação de jovens, entre eles os indígenas, com presença significativa na Unidade Universitária de Amambai de forma geral e no curso de Ciências Sociais de forma específica. Essa presença decorre do fato de que, percentualmente, Amambai é o município de Mato Grosso do Sul com maior contingente indígena, contando com cerca de 30 por cento da população representada por integrantes do povo Kaiowá e Guarani.

   O que se refere aos estudantes indígenas, o Curso deve se valer de estratégias pedagógicas e investigativas, atuando em conjunto com as políticas de acesso e permanência desse público na universidade, através da oferta de projetos e programas que valorizem a presença e a cultura indígena, de maneira a formar professores indígenas que estejam aptos a promoverem o diálogo em suas comunidades e demais grupos sociais, fortalecendo seus conhecimentos, valores e cosmovisão (CNE, 2015).

   Está intrínseca à concepção do curso a percepção de que as diversas áreas de conhecimento das Ciências Sociais contribuem para a compreensão dos processos e relações de poder que constituem a sociedade. Nesse horizonte, na Unidade Universitária de Amambai, a presença dos cursos de História e de Ciências Sociais permite a diversificação, ampliação e potencialização da formação docente a partir do diálogo interdisciplinar.

   As diferenças étnicas, de gênero, assim como as questões históricas, ambientais e econômicas são o cenário a partir do qual partem as premissas para a formação do profissional docente em Ciências Sociais e para o qual convergem as preocupações, reflexões e ações para as quais esse profissional estará habilitado. Para tanto, é necessária uma sólida formação pedagógica, que favoreça ao docente cientista social refletir e atuar na sociedade a partir do lugar de professor e da escola. Nesse sentido, as disciplinas do núcleo de formação pedagógica serão ofertadas conjuntamente, entre os Cursos de Ciências Sociais e História.

Dos objetivos do Curso

    O Curso de Ciências Sociais - licenciatura, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul pretende formar profissionais com habilitação técnica e autonomia intelectual, na condição de Licenciados em Ciências Sociais.

    A partir dessa diretriz, são objetivos específicos:

  • desenvolver atividades de docência;
  • desenvolver atividades de pesquisa em educação e nas áreas das ciências sociais, considerando que todo professor deve ser um pesquisador;
  • formular, acompanhar e desenvolver políticas e projetos pedagógicos na área;
  • atuar na área de formação junto ao setor público e privado;
  • prestar assessoria especializada a órgãos governamentais e não-governamentais, bem como a setores da sociedade civil (sindicatos, partidos políticos, associações, organizações com fins educacionais);
  • desenvolver projetos sociais, através de ações de extensão.

      O profissional formado pelo Curso além da capacidade de entendimento da realidade sócio-antropológica e política, deve contribuir para a experimentação e a interdisciplinaridade, o que é fundamental para a adaptação a diferentes situações e possibilidades profissionais, bem como para a criatividade no equacionamento de situações complexas e diversificadas. Ou seja, trata-se de formar um profissional capaz de um olhar prospectivo, com possibilidade de ser e agir na sociedade.

      O licenciado em Ciências Sociais é o profissional habilitado a desenvolver atividades de docência (Ensino Médio), bem como formular, acompanhar e desenvolver políticas e projetos pedagógicos na área, devendo, portanto, possuir sólida formação nos conteúdos relacionados aos eixos de formação e também nas matérias didático-pedagógicas, além de desenvolver atividades de pesquisas.

      É importante ressaltar que o licenciado poderá também atuar como técnico especializado da área educacional junto ao setor privado ou prestar assessoria especializada a órgãos governamentais e não-governamentais, bem como setores da sociedade civil (sindicatos, partidos políticos, associações, projetos sociais).

      Seguindo o art. 8 das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior (CNE, 2015, p. 8), egressos e egressas do Curso de Ciências Sociais – Licenciatura, deverão: compreender as dinâmicas sociais da relação ensino/aprendizagem, estando aptos e aptas a atuarem em diversos contextos; demonstrar domínio de tecnologias da informação e comunicação para facilitação da aprendizagem e análise social; compreender o seu papel na formação dos estudantes da educação básica a partir de concepção ampla e contextualizada de ensino e processos de aprendizagem e desenvolvimento destes, incluindo aqueles que não tiveram oportunidade de escolarização na idade própria; valer-se de postura investigativa para identificar problemáticas socio-culturais, ambientais, educacionais e ter atitude propositiva para a superação dos diversos tipos de exclusão que atingem grupos e minorias políticas, no que se refere às questões étnico-raciais, econômicas, culturais, religiosas, de gênero, sexuais, ambientais e outras; atuar em diversos níveis das instituições educacionais e outras instituições sociais, planejando, executando, acompanhando e avaliando políticas, projetos e programas, tanto aqueles do âmbito das áreas das Ciências Sociais quanto os educacionais; atuar junto a grupos sociais e comunidades, entendendo a instituição educativa como locus de promoção de vínculos sociais.

 Os egressos indígenas deverão estar aptos a atuarem junto ao seu povo e outros grupos sociais, fortalecendo o conhecimento, modo de vida e cosmovisão próprios, valendo-se dos conhecimentos oriundos do curso de Ciências Sociais – Licenciatura na produção da interculturalidade e valorização da diferença cultural (CNE, 2015).

   Os cursos nas áreas das ciências humanas têm como desafio encontrar novos fazeres pedagógicos que busquem superar os limites dados na fragmentação das ciências, através de uma prática interdisciplinar, supondo, necessariamente um novo conceito para a interdisciplinaridade. Este deve contemplar a diferença, supor a alteridade presente no pluralismo e a flexibilidade no tratamento das ambiguidades presentes na relação intercultural. Ou seja, aquém de questionar o óbvio da etimologia da palavra “interdisciplinar” – que já supõe a divisão da ciência em saberes específicos – o novo conceito deve extrapolar a monofonia da Ciência, e abrir para a polifonia dos diferentes saberes, através da relação entre as culturas e seus saberes, que, por serem diferentes, são também específicos, sendo que o diálogo e a relação entre (inter) suas especificidades é o que podemos chamar de interdisciplinar, enquanto método de construção de novos conhecimentos e de novas formas de relacionamento. O sufixo “inter” supõe a ideia de “movimento”, isto é, para construir algo novo é preciso abrir-se para a mudança, abrir-se para a inter-ação (Silvestre et al, 2009).

    No curso, a interdisciplinaridade se concretiza a partir do diálogo entre os saberes das diversas áreas, que convergem para estudos dos aspectos sociais, políticos e culturais. É concretizada a partir do diálogo constante entre os professores e estudantes, envolvendo o Curso de História, culminando em planos de ensino, atividades práticas e complementares, que refletem a preocupação com a interlocução entre saberes.

     Acontece, através da formulação de conteúdos curriculares, que dialoguem entre si, expressos nos eixos ensino, pesquisa e extensão. É importante enfatizar que a interdisciplinaridade supõe um eixo integrador, o objeto de conhecimento, um projeto de investigação, um plano de intervenção, sempre partindo da necessidade da comunidade acadêmica de explicar, compreender, intervir, partindo de novos olhares.

     É importante ressaltar que a interdisciplinaridade deve se ocupar, também, dos conhecimentos tradicionais que chegam à universidade através das políticas de expansão de suas fronteiras, agregando a ela setores populacionais até então excluídos, como os povos indígenas, levando ao caminho da interdisciplinaridade.

 

 






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