Parceria da UEMS com EUA e União Europeia rende projeto aprovado em Edital da rede BiodivERsA

Por: Gisleine Rodrigues | Postado em: 07/02/2022

Os pesquisadores da UEMS, prof. Dr. Marcelo Leandro Bueno, profa. Dra Valéria Flávia Batista da Silva e profa. Dra Vanessa Pontara, docentes da Licenciatura em Ciências Biológicas da UEMS de Mundo Novo que atuam no Laboratório de Macroecologia e Evolução (LAMEV) da Unidade, têm projeto aprovado no edital internacional da BiodivERsA, resultado da parceria com pesquisadores da União Européia (Alemanha, França e Portugal), Estados Unidos e outros pesquisadores do Brasil. 

A BiodivERsA, é uma rede composta por 39 parceiros de 25 países europeus e associados que financiam pesquisas voltadas à biodiversidade, serviços ecossistêmicos e soluções baseadas na natureza. No contexto de sua ação BiodivRestore COFUND, a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect), em parceria com o Conselho Nacional das Fundações de Amparo a Pesquisas Brasileiras (CONFAP), o Water JPI, BiodivERsA e a União Europeia, lançaram a Chamada Transnacional Conjunta - BiodivRestore 2020-2021, com o objetivo de apoiar pesquisas  sobre “Conservação e restauração de ecossistemas degradados e sua biodiversidade, com foco em sistemas aquáticos”.

O projeto ForestFisher - Priority areas for conservation and restoration of Amazonian forest-frugivorous fish interactions and associated fisheries, coordenado pelo Prof. Dr. Pablo Tedesco (Laboratoire Evolution et Diversité Biologique, Tolouse, França), possui recurso de 29 milhões de reais para ser executado em 36 meses, com início em abril de 2022. Segundo a professora Valéria, “esta foi uma chamada altamente competitiva, com 174 propostas apresentadas mundialmente e somente 22 foram recomendados para financiamento pela BiodivRestore Call Steering Committee, com valor superior a 21,4 milhões de euros. Apenas três projetos contendo pesquisadores brasileiros foram aprovados e a UEMS de Mundo Novo faz parte deste grupo”.

Para o grupo de pesquisadores do Projeto, o desafio principal é identificar áreas adequadas para a conservação e restauração das interações entre peixes frugívoros da floresta amazônica e serviços ecossistêmicos relacionados, usando uma abordagem interdisciplinar. Para definir refúgios climáticos conservados e degradados e identificar potenciais necessidades de deslocamento para as comunidades de pescadores, as áreas climaticamente adequadas para espécies de peixes frugívoros, vegetação ribeirinha, conectividade dentro da rede hidrográfica e a localização das atuais áreas de pesca, serão integradas na maior bacia hidrográfica do mundo.

Com grande valor agregado, o Projeto viabiliza a existência de um consórcio de cientistas de diferentes países europeus, Brasil e Estados Unidos, que proporcionará um fórum de coordenação e interação sinérgica entre vários projetos de pesquisa nacionais e internacionais. “O nosso projeto segue na direção da missão de internacionalização da UEMS, promovendo intercâmbio com pesquisadores de outros países, principalmente com ida dos professores para Portugal e França, prevista para 2023”, destacou o professor e coordenador do curso de Ciências Biológicas, Marcelo Bueno.

Para conhecer mais sobre a rede BiodivERsA, acesse o site https://www.biodiversa.org/1587