Revista Barbaquá lança nova edição com participação de pesquisadores multidisciplinares ao redor do Brasil

Por: Gisleine Rodrigues | Postado em: 03/12/2020

Mais um número da Revista Barbaquá é publicado, fruto de intensa imersão em pesquisas de extensão e cultura do ano de 2018, dessa vez, os leitores terão a oportunidade de conhecer ações de extensão praticadas em diferentes espaços: na roda de conversa, na beira do rio, em um lar de idosos, na periferia, na escola e até em uma casa de apoio à saúde indígena a Universidade se faz presente.

Profissionais multidisciplinares contribuíram para a atual edição, enfermeiras, zootecnistas, cientistas sociais, advogados, biólogos, pedagogos e médicos vinculados a projetos de universidades públicas, distribuídos igualmente em instituições estaduais e federais. Destacam-se as ações de extensão que foram desenvolvidas por alunos de graduação, especialistas, mestres, doutores e pós-doutores.

Considerando a imensidão do Brasil, uma das professoras colaboradoras do Periódico, Profa. Dra. Alessandra Ribeiro de Moraes da UEMS/Mundo Novo explica a contribuição oriunda de várias unidades da federação. Iniciando pelo Mato Grosso do Sul, estado que sedia a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS) e a Revista Barbaquá, o leitor terá a oportunidade de conhecer ações realizadas com pessoas da terceira idade, frequentando a universidade em Dourados (Ações educativas para idosos sobre disfagia e desnutrição) e em um lar de idosos (Em um novo lar? Extensão universitária no lar do idoso Frei Fabiano de Cristo, Amambai/MS). Além do público-alvo – população na melhor idade –, os trabalhos têm em comum o propósito de contribuir para a valorização do idoso, seja por meio do autocuidado com a saúde ou com a percepção que possuem sobre si mesmos, respectivamente.

A Barbáqua foi a Santarém, no Pará e conheceu como a extensão universitária pode ser direcionada para tecnologias sociais (Defumador artesanal como alternativa de transferência de tecnologia do pescado: elaboração e custo de produção). “Os defumadores proporcionam agregação de valor e a conservação do pescado; porém, os defumadores industrializados possuem um custo impeditivo para os pequenos produtores da região contemplada nesse projeto. Assim, a construção de defumadores com materiais de fácil aquisição reduz os custos de produção, oportunizando aos produtores o acesso a um método de processamento alternativo”, detalha a professora Alessandra. 

Contribuição também veio da iniciativa de Feira de Santana/Bahia, com o empoderamento social no projeto “Mediação popular e orientação sobre direitos”: uma experiência de educação para o direito e empoderamento”. Alessandra de Moraes destaca que “a aproximação da universidade com uma parcela da população com características socioeconômicas que retratam a desigualdade social no Brasil foi capaz de contribuir para a participação da comunidade na solução dos seus conflitos. Verifica-se, dessa maneira, como a extensão pode ser promotora de uma educação para os Direitos Humanos”.

E vem de Palotina no Paraná a descrição de um projeto de Educação Ambiental realizado junto a alunos da educação básica tendo a água como tema: A educação ambiental como atividade interdisciplinar em escolas do ensino fundamental. O envolvimento da universidade com a escola se deu por meio de atividades adequadas ao desenvolvimento cognitivo do público-alvo. Organizadores do projeto relembram que é cada vez mais urgente, a reflexão e a mudança de atitudes em relação aos recursos naturais, sobretudo a água, se fazem necessárias para a sustentabilidade, e são as crianças na escola hoje, a próxima geração a ocupar o planeta Terra.

Tendo as crianças também como público-alvo, voltamos a Mato Grosso do Sul, onde na capital do estado, Campo Grande, a extensão universitária foi praticada por estudantes de medicina, com o projeto: Relato de experiência: promovendo saúde em crianças indígenas através de atividades lúdicas. Destacam-se nesse relato, a interculturalidade e a ludicidade, já que as crianças atendidas eram de várias etnias indígenas e as ações tinham o ato de brincar como elemento fundamental para a promoção da saúde. Pinturas, lendas, danças e bordados característicos complementaram a vivência dos futuros médicos na cultura indígena. 

“Quanta diversidade nesse número da Revista Barbaquá! Essa diversidade comprova que a universidade deve avançar para além da sala de aula e dos laboratórios de pesquisa”, comemora a professora Alessandra.

Os leitores são convidados a contemplarem a ação universitária nos diferentes contextos apresentados nesse número.

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