UEMS: Construída por Mulheres!

Por: Eduarda Rosa | Postado em: 06/03/2020

A atual equipe gestora da UEMS (Reitoria, Pró-reitorias e Diretorias) é composta por onze pessoas, sendo sete mulheres

O quadro funcional da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) conta, atualmente, com mais de 670 mulheres, dentre elas, 53% são professoras e pesquisadoras, 46% exercem cargos técnicos e 1% exerce serviços terceirizados na Universidade. No âmbito da gestão, temos uma mulher à frente da Vice-reitoria da Instituição, além disso, dentre as cinco pró-reitorias da Universidade, três são comandadas por mulheres e três das quatro Diretorias da Universidade também são chefiadas por elas.

A UEMS é construída por mulheres desde sua fundação, com a primeira reitora eleita, Leocádia Aglaé Petry Leme. Ela também participou da concepção da ideia da Universidade que é da interiorização do educação superior de Mato Grosso do Sul, com foco inicial na formação de professores da educação básica.

A vice-reitora da UEMS, Celi Corrêa Neres, ressalta que a ex-reitora, Leocádia, foi uma das educadoras que teve um papel marcante, não só na criação da UEMS, como no estabelecimento da Instituição, uma Universidade Pública no Mato Grosso do Sul. “A professora Leocádia foi fundamental na luta e no enfrentamento para que a UEMS se tornasse a Universidade que ela é hoje, diante de uma ameaça de fechamento por parte do governo em 1995. Uma Universidade que mais da metade do seu corpo docente e quase metade do técnico-administrativo é formado por mulheres.  Com presença destacada tanto em atividades acadêmicas como ensino, pesquisa, extensão e nas atividades de gestão da Universidade”, salientou.

Leocádia Aglaé Petry Leme foi a primeira reitora eleita da UEMS

Na extensão universitária da UEMS, as mulheres também são protagonistas, de acordo com a Pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, Márcia Alvarenga, em janeiro de 2020, a PROEC tinha 181 projetos de extensão em andamento e cerca de 60% deles coordenados por mulheres (entre docentes, discentes e técnicas administrativas).

 

 

“Outra característica importante é que estes projetos estão distribuídos em todas as oito áreas da extensão. Destaco as áreas de Educação e Saúde como as que concentram o maior número de projetos. Estas informações ressaltam a importância da visão e determinação feminina em desenvolver ações que atendam às demandas da sociedade sul-mato-grossense. As coordenadoras destas ações têm a sensibilidade de escutar os anseios da comunidade e levar até ela o conhecimento produzido na UEMS de forma participativa e integrativa”, demonstrou Márcia Alvarenga.

 

 

 

---

Na pesquisa e na pós-graduação, as mulheres também estão em destaque. De acordo com a Pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Luciana Ferreira da Silva, dos matriculados em 2020 nos mestrados da Instituição 62,17% são mulheres e nos doutorados elas são 62,5%. “Na liderança dos grupos de pesquisa as mulheres chegam a quase 45%. E um destaque é que a única patente já registrada na UEMS em colaboração é de uma mulher, a pesquisadora Cláudia Cardoso, atualmente, chefe da Divisão de Pós-graduação – patente que trata de um processo de produção de um produto em pó para aplicação e controle larvicida do Aedes aegypti”, pontuou Luciana.

 

 

---

A Pró-reitora de Ensino, Maria José de Jesus Alves Cordeiro, pesquisadora também da área de gênero, raça e etnia, enfatiza que o dia 8 de março conhecido como Dia da Mulher, na verdade, sofreu uma alteração do nome original que representa o “Dia Internacional de Luta pelos Direitos da Mulher”. “A palavra ‘luta’ e a palavra ‘direitos’ foram retiradas desta data. Então é importante lembrar que o dia não é para ganhar flores, abraços e etc, mas para somarmos na luta pelos nossos direitos enquanto mulheres, enquanto acadêmicas, pesquisadoras, docentes, mães e todas as demais funções que nós acabamos exercendo no contexto das nossas vidas e do lugar que ocupamos”, frisou a Pró-reitora de Ensino.

 

 

---

A vice-reitora, Celi Corrêa Neres, ressalta que a educação tem papel fundamental no combate a violência contra as mulheres. “A educação é fundamental na construção de ferramentas para esse enfrentamento, junto com esse movimento de desconstrução do preconceito e da desvalorização da mulher enquanto protagonistas nesse processo. A questão da violência contra a mulher precisa ser debatida pela sociedade e não pode fugir dos espaços educacionais, desde a escola básica até a educação superior”, finaliza.

 


Anexos: