UEMS recebe palestra com professor Antonio Mangrich no dia 26 de setembro

Por: Rubens Urue | Postado em: 14/09/2017

Mangrich possui mais de 150 trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Recursos Naturais (PGRN) e o Centro de Desenvolvimento de Tecnologias Químicas (CDTEQ) da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul promove no dia 26 de setembro, às 14h, no Anfiteatro central da Unidade de Dourados, a palestra "A Química na recuperação de solos para a Agricultura", do prof. Dr. Antonio Mangrich, do Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná. Mangrich também é pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT - Energia e Ambiente).

No evento serão apresentados os resultados da produção de biochar, imitando as Terras Pretas de Índios da Amazônia, tanto para fins energéticos, quanto agrícolas, e para o melhor aproveitamento da água no solo, atendendo a programação do INCT E&A. Será abordado ainda o projeto de integração UFPR-UFS para aplicar rejeitos pirolisados da agricultura e da agroindústria no melhoramento da retenção de água nos solos do semiárido Nordestino.

Sobre o Palestrante

Antonio Salvio Mangrich é professor titular sênior da Universidade Federal do Paraná e professor sênior visitante nacional (CAPES) da Universidade Federal de Sergipe. Pertence ao Comitê Gestor do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (CNPq) de Energia e Ambiente (INCT E&A). Sua formação teve início nos Grupos Escolares José Boiteux (Estreito/Florianópolis) e Gama Rosa (São Pedro de Alcântara), Santa Catarina. Foi tecnologista de Química pelo Instituto Militar de Engenharia (1960), Rio de Janeiro, RJ. Licenciado e bacharel em Química pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1970), mestre (1974) e doutor (1983) em Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Possui mais de 150 trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional. Orientou diversos estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado. Foi vice-diretor do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 1988-1989 foi transferido, a pedido, para o Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná. Em Curitiba organizou o grupo de professores com os quais criou o Programa de Pós-Graduação em Química da Universidade Federal do Paraná, hoje conceito 6 na CAPES.

O DQ/UFPR possui atualmente excelentes condições para o ensino e a pesquisa em Química. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Química no período 2006 - 2008. Foi assessor da Secretaria de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior do Estado do Paraná, coordenador do Comitê de Química da Fundação Araucária daquele Estado e membro do Comitê de Química da CAPES. Foi consultor da Petrobras para o projeto Xisto Agrícola que, através da Embrapa Clima Temperado e do Instituto Agronômico do Paraná desenvolveu a aplicação de subprodutos da industrialização do xisto na agricultura. É autor de patentes de fertilizantes de liberação lenta de nitrogênio e de potássio, sendo que uma delas foi a primeira a ser licenciada pela UFPR, para uma indústria. Possui o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia - Pesquisador Cientista - para Ciências Exatas e da Terra, versão 2007, concedido pelo Governo do Estado do Paraná.

Na pós-graduação do Departamento de Química da UFPR foi criado o prêmio Antonio Salvio Mangrich de Produtividade Científica para estudantes de graduação ou pós-graduação que publicaram no ano anterior, juntamente com seus orientadores, trabalhos em periódicos com maiores fatores de impacto. Em maio de 2012 foi honrado com a Medalha "Simão Mathias", SBQ, um tributo ao seu patrono e primeiro presidente, para homenagear químicos de destaque na comunidade nacional e internacional.