UEMS/Cassilândia: Mestrado em Agronomia realiza estudos em parceria com a USP

Por: Tatiane Queiroz | Postado em: 03/10/2019

Alunos do Doutorado da Esalq/USP: Arodí Prado Favaris, Fernando Zanotti Madalon e Amanda Carlos Túle

O Mestrado em Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade de Cassilândia, está realizando estudos em parceria com a Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

De acordo com o professor Sérgio Roberto Rodrigues, responsável pelo laboratório de Manejo Fitossanitário, a Unidade da UEMS está recebendo três alunos do Doutorado da Esalq/USP para o desenvolvimento de experimentos relacionados à atratividade de compostos voláteis envolvidos na comunicação química de besouros do cerrado.

O docente integra o grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Semioquímicos na Agricultura, que tem viabilizado parcerias com profissionais de várias universidades do Brasil e do exterior, unindo linhas de pesquisa complementares para identificar compostos químicos naturais provenientes de plantas e insetos, especialmente, aqueles, relacionados às pragas de importância agrícola.

Os doutorandos devem ficar na Unidade da UEMS até o dia 10 de outubro. Os estudos conduzidos pela doutoranda Arodí Prado Favaris confirmam o potencial de voláteis de plantas como atraentes de besouros da família Melolonthidae em condições de campo. Várias espécies pertencentes a esse grupo de besouros são relatadas como insetos-praga. Desse modo, avanços sobre a descoberta de compostos químicos atraentes podem contribuir para o desenvolvimento de futuras tecnologias no contexto do manejo integrado de pragas.

“Os trabalhos que desenvolvemos em parceria com a UEMS, em Cassilândia, são muito importantes, pois o estado de Mato Grosso do Sul possui uma diversidade significativa de besouros melolontídeos associados a pastagens e cultivos agrícolas. As densas revoadas desses insetos viabilizam a experimentação em campo utilizando armadilhas contendo compostos químicos sintéticos para avaliar sua atratividade", destacou Arodí.

Dentre esses compostos, conforme afirma a pesquisadora, estão os voláteis de plantas e os feromônios sexuais que os insetos produzem para o seu acasalamento. Se confirmada sua eficiência de atração em campo, tais compostos podem ser formulados comercialmente visando sua aplicação em armadilhas para o monitoramento de pragas, por exemplo.

"Os avanços envolvendo a parceria entre a UEMS e a Esalq/USP, por meio do INCT, têm sido promissores e importantes para alavancar estudos sobre a ecologia química de melolontídeos do cerrado, bem como a formação de futuros pesquisadores na região no Mato Grosso do Sul, nessa linha de pesquisa tão relevante para a agricultura brasileira", enfatizou o professor Sérgio.

Informações: Professor Sérgio Roberto Rodrigues - UEMS/Cassilândia