UEMS/Mundo Novo: Curso de Ciências Biológicas realiza aulas de campo no Refúgio Biológico da Itaipu

Por: Eduarda Rosa | Postado em: 28/06/2022

Acadêmicos da 3ª. e 4ª. séries do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS),  unidade de Mundo Novo, realizaram no último sábado (25) uma aula prática de campo no Refúgio Biológico Binacional de Maracaju (RBM) da Itaipu Binacional. 

O RBM é uma área de proteção ambiental situada entre o território brasileiro (em Mundo Novo, no Mato Grosso do Sul) e paraguaio (em Salto del Guairá, no departamento de Kanindeyu). É o único refúgio binacional da empresa e se caracteriza por ser uma área (1.356 hectares) com reflorestamento iniciado na década de 1990 e hoje figura como um fragmento florestal pertencente a Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (Parque Nacional de Ilha Grande MS/PR). 

Por se tratar de um ambiente heterogêneo (floresta, áreas úmidas, riachos e várzeas), permitiu aos alunos o contato com diversos ecossistemas. A estrutura física presente no lado paraguaio dá suporte para aulas práticas técnico-científicas e estradas internas facilitam o acesso aos ambientes de destino. Por conta dessas qualidades, o RBM foi escolhido para a realização das aulas práticas de campo das disciplinas de Ecologia de indivíduos a populações e Sistemática Vegetal I, ministradas pela Professora Dra. Elaine Antoniassi e pelo Professor Dr. Marcelo Bueno, respectivamente. Na disciplina de Ecologia, os acadêmicos(as) vivenciaram o uso do Protocolo de Avaliação Rápida (PAR) para analisar qualitativamente os habitats de ecossistemas hídricos superficiais, de modo a diagnosticar as informações de qualidade ambiental. 

A Professora Elaine destacou que “os PARs são ferramentas de análise integrada que capta as características físicas do sistema aquático, sendo uma metodologia simples, visual e rápida”. 

Na disciplina de Sistemática Vegetal I, o Prof. Marcelo apresentou no ambiente natural os grupos taxonômicos ministrados durante o semestre, como fungos, líquens, briófitas e pteridófitas. “A experiência prática de comunidades vegetais, em especial de fragmentos florestais, é essencial para a formação dos futuros biólogos(as), pois apresenta de modo empírico as atividades que servem de base para a proteção e a reabilitação destes remanescentes florestais'', ressalta Marcelo. 

Para as acadêmicas Aline Guedes, Ana Elisa Rios e Lidiane Pessi (3º. Série), a aula foi muito interessante e divertida, “uma experiência muito legal. Tudo que estava lá chamou a atenção tanto a mata, como rio, e ainda mais sabermos que tudo aquilo não existia a pouco anos atrás, que o parque é um lugar de reflorestamento. É essencial qualquer visita a campo, porque nós precisamos desta interação e da vivência com esses ambientes para sempre lembrar da importância da preservação. Foi uma experiência incrível, ainda mais depois de ficar dois anos de ensino remoto... será uma atividade que sempre vamos lembrar”, enfatiza Aline. 

Os alunos Arino Lopes e Cleyton Jardim disseram que a prática foi uma grande experiência. “Gostamos muito de conhecer o refúgio e de complementar os conteúdos teóricos com a prática, não fazíamos ideia de que tínhamos um local de beleza tão exuberante tão perto de casa”, destacam. 

Para os acadêmicos(as) do 4º. Ano (Ivan Farias, Rafaela Martins, Maria Eduarda Fernandes e Tiago Ramos) as aulas de campo facilitam o aprendizado, conciliam a teoria com a prática e ressalta a importância do ensino presencial.

A Unidade de Mundo Novo e o Curso de Ciências Biológicas agradecem a Itaipu Binacional pela parceria e a prefeitura de Mundo Novo por disponibilizar transporte e motorista.

Informações: Prof. Elaine Antoniassi


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