UEMS/Ponta Porã: Cartografia mostra maior variação no preço da cesta básica em Campo Grande

Por: Liziane Zarpelon | Postado em: 11/05/2022

O Curso de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), unidade de Ponta Porã, traz a público a confecção de uma cartografia temática em que apresenta a variação do preço da cesta básica das 17 capitais brasileiras pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese). Mensalmente o DIEESE realiza a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos. O mapa contém dados referente ao mês de abril de 2022, a elaboração é do coordenador do curso, Prof. Dr. Giovane Silveira da Silveira.

Na representação cartográfica é possível observar que das capitais pesquisadas a maior variação de preço da cesta básica, entre os meses de março e abril de 2022, está a capital de Mato Grosso do Sul.

Entre março e abril, as altas mais expressivas ocorreram em Campo Grande (6,42%), Porto Alegre (6,34%), Florianópolis (5,71%), São Paulo (5,62%), Curitiba (5,37%), Brasília (5,24%) e Aracaju (5,04%). A menor variação foi observada em João Pessoa (1,03%).  

Além disso, Campo Grande também apresentou a maior variação no preço do quilo do pão francês. Uma explicação para esta alta do pão francês deve-se a diminuição da oferta internacional de trigo devido ao conflito entre Rússia e Ucrânia somada a variação do preço do dólar frente ao real, o que encarece a importação do trigo.

Os dados usados na elaboração da representação cartográfica podem ser encontrados neste link: https://www.dieese.org.br/analisecestabasica/2022/202204cestabasica.pdf

Cesta x salário mínimo

Em abril de 2022, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 124 horas e 08 minutos, maior do que o registrado em março, de 119 horas e 11 minutos. Também é superior ao observado em abril de 2021, quando a jornada necessária ficou em 110 horas e 38 minutos. Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em abril de 2022, 61,00% do rendimento para adquirir os produtos da cesta, mais do que em março, quando o percentual foi de 58,57%.  Em abril de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 54,36%. (Informações retiradas da nota à imprensa enviada pelo DIEESE)


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