RESUMO: A crescente demanda por madeira tem impulsionado o setor florestal, especialmente em Mato Grosso do Sul, principal polo de expansão silvicultural do país. Esse crescimento exige informações precisas sobre a disponibilidade de madeira em diferentes horizontes temporais, o que torna o monitoramento e os inventários florestais instrumentos essenciais para o planejamento e a competitividade do setor. Inventários florestais contínuos são fundamentais, sobretudo para estimar variáveis como o volume de madeira, considerado o principal indicador do potencial produtivo de um povoamento. A precisão desses inventários depende de diversos fatores, como objetivo do estudo, características do sítio, tipologia florestal e acessibilidade. A cubagem, por meio da derrubada de árvores-amostra em diferentes idades, permite o ajuste de modelos volumétricos. Modelos clássicos, como o de Schumacher e Hall, são amplamente utilizados, embora devam ser ajustados conforme espécie, idade, espaçamento e manejo. Além disso, equações hipsométricas auxiliam na estimativa de altura, uma variável de difícil medição em campo. Com os avanços tecnológicos, a modelagem florestal tem incorporado ferramentas mais sofisticadas, como a inteligência artificial. Redes Neurais Artificiais (RNAs) se destacam por sua capacidade de reconhecer padrões complexos e processar grandes volumes de dados com maior precisão. Essas tecnologias têm potencial para substituir ou complementar métodos tradicionais, otimizando o planejamento florestal e a estimativa de volume de madeira. Diante disso, explorar o uso de RNAs em inventários florestais representa uma estratégia promissora para o setor, especialmente no Vale da Celulose, em Mato Grosso do Sul.
Palavras Chave: Inventário, RNAs, Volumetria
Coordenador: Prof. Allan Motta Couto
Bolsista: Bruno Cézar Bacin
RESUMO: O envelhecimento populacional exige estratégias que promovam este processo ocorra de forma ativa e saudável, e a horticultura tem se destacado como uma atividade terapêutica que proporciona benefícios físicos, psicológicos e sociais aos idosos. Diante disso, esta ação extensionista visa capacitar idosos residentes na ASSOCIACAO MIGUELOESTINA DE AMPARO AS PESSOAS CARENTES – AMAPEC, na produção de hortaliças utilizando materiais recicláveis e de baixo custo, promovendo o bem-estar, a socialização e a segurança alimentar por meio do cultivo sustentável. O projeto será desenvolvido no asilo, onde serão implementadas hortas adaptadas às condições físicas e cognitivas dos participantes, envolvendo desde a sensibilização inicial até oficinas práticas sobre técnicas de plantio, manejo sustentável e compostagem. A ação contará com a participação de docentes e discentes da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), promovendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. O público-alvo principal será composto pelos idosos residentes na instituição, representando cerca de 80% dos participantes, enquanto os demais serão estudantes e professores envolvidos na execução do projeto. Espera-se que a ação contribua para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, fortalecendo sua autonomia e autoestima, além de incentivar a sustentabilidade ambiental por meio do reaproveitamento de materiais para a produção de hortaliças. O impacto do projeto será avaliado pela participação ativa dos idosos, pela continuidade das práticas aprendidas e pela percepção de bem-estar dos envolvidos, consolidando a iniciativa como uma ação socialmente relevante que alia educação ambiental, inclusão social e promoção da saúde, reforçando o compromisso da universidade com a comunidade.
Palavras Chave: Horticultura Doméstica, Terceira Idade, Sustentabilidade, Autonomia.
Coordenador: Prof. Allan Motta Couto
Bolsista: Bruno Cézar Bacin
RESUMO: A conscientização ambiental e a promoção de práticas sustentáveis no ambiente escolar são fundamentais para a formação de cidadãos críticos e responsáveis. O presente projeto de extensão, vinculado ao curso de Tecnólogo em Silvicultura da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), tem como objetivo implantar uma horta escolar agroecológica na Escola Estadual Chico Mendes, localizada no município de Água Clara – MS, com a participação ativa dos alunos do 8º e 9º ano do Ensino Fundamental II. A iniciativa visa proporcionar um espaço educativo que integre teoria e prática, estimulando o protagonismo juvenil e o contato direto com o cultivo de alimentos. As atividades previstas incluem oficinas sobre compostagem, preparo do solo, plantio de hortaliças, manutenção da horta e colheita, sempre com acompanhamento dos discentes da UEMS juntamente com o coordenador de práticas inovadores Leandro Braz de Oliveira da escola Estadual Chico Mendes. Os estudantes da escola participarão ativamente de todas as etapas do processo, desenvolvendo habilidades socioemocionais, consciência ambiental e noções de segurança alimentar e palestras. O projeto também promoverá rodas de conversa, momentos de sensibilização e ações pedagógicas interdisciplinares, aproximando a universidade da comunidade escolar. O público atendido será composto por cerca de 100 alunos do Ensino Fundamental II da rede pública. Espera-se como resultado o fortalecimento do vínculo entre universidade e escola, a valorização da alimentação saudável, o desenvolvimento de práticas sustentáveis e a formação de uma comunidade escolar mais consciente. A proposta contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente os de número 2, 4 e 15, promovendo transformação social, ambiental e educacional no território atendido.
Palavras Chave: Horta escolar; sustentabilidade; educação ambiental; agroecologia; protagonismo juvenil.
Coordenador: Helém Rízia De Jesus Ferreira
RESUMO: A degradação ambiental e a produção excessiva de resíduos sólidos são desafios contemporâneos que exigem soluções sustentáveis e educação ambiental desde a infância. Nesse contexto, este projeto de extensão visa sensibilizar crianças sobre a importância da compostagem, da coleta de sementes florestais, da produção de mudas e do plantio destas em áreas estratégicas da região. A iniciativa busca introduzir conceitos básicos de ecologia e sustentabilidade de forma lúdica e interativa, incentivando desde cedo o respeito e o cuidado com o meio ambiente. Os objetivos do projeto incluem ensinar, por meio de atividades práticas e participativas, como os resíduos orgânicos podem ser reaproveitados na compostagem para enriquecer o solo; mostrar a importância da coleta de sementes como parte do ciclo de vida das árvores; e demonstrar o processo de produção e plantio de mudas nativas. Para isso, serão realizadas oficinas com experimentações sensoriais, contação de histórias, brincadeiras ecológicas e atividades de plantio, permitindo que as crianças aprendam de maneira concreta e prazerosa. O público-alvo são crianças (150 aproximadamente), atendendo escolas da educação infantil e comunidades locais. Com essa abordagem, espera-se que os participantes desenvolvam uma conexão emocional com a natureza e adquiram hábitos sustentáveis que poderão ser fortalecidos ao longo da vida. A relevância do projeto reside na sua capacidade de integrar a comunidade acadêmica com a sociedade, promovendo educação ambiental desde a infância e contribuindo para a restauração ecológica da região. Além disso, o impacto esperado inclui a formação de cidadãos mais conscientes e o aumento das áreas verdes locais, reforçando o compromisso da universidade com a sustentabilidade e o desenvolvimento social.
Palavras Chave: Educação Ambiental, Compostagem, Sustentabilidade, Mudas florestais, Infância.
Coordenador: Prof. Allan Motta Couto
Bolsista: Gilmara Aparecida Prates