Em comemoração ao Mês do Estudante, a Escola Municipal Franklin Luiz Azambuja (Dourados/MS) promoveu o III Concurso de Desenho para os alunos da pré-escola ao 5º ano do Ensino Fundamental I. Neste ano, a obra escolhida como tema para as releituras artísticas foi “Meu chapéu emprestado”, de autoria do Prof. Me. Flávio Zancheta Faccioni, docente dos cursos de Letras e Pedagogia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Dourados.
A obra utilizada no concurso foi escrita pelo professor em 2021 e tem como público-alvo os pequenos leitores. Com ilustrações de Thamires Soares, o livro foi publicado pela editora ‘Historinhas pra contar’. Segundo o autor, os primeiros rascunhos nasceram em 2017, no final de sua graduação, mas só se tornaram livro digital em 2021, quando já estava no doutorado.
O concurso propicia que os alunos tenham contato com autores regionais, conheçam sobre os processos de criação de textos e essa relação os incentiva a ler, escrever e sonhar. A convite da Diretora Adjunta, Adelia Aparecida da Silva, o Prof. Flávio Faccioni visitou a escola em dois momentos: primeiro leu a história com os alunos e discorreu acerca de sua trajetória pessoal e acadêmica; depois participou da premiação dos desenhos selecionados para compor o Calendário Letivo 2024 da escola.

Ao todo 600 estudantes, matriculados nos períodos matutino e vespertino, participaram deste processo criativo e cultural cujo objetivo, segundo a Diretora, “foi possibilitar outros olhares para o livro e mostrar as janelas que os alunos terão em suas vidas”. Conforme Janaína Romero, Coordenadora Pedagógica, “o encontro do autor com os estudantes é importante para a compreensão de que texto e escritor são realidades próximas deles e isso é transformador”.
O Professor Flávio salientou que as atividades desenvolvidas pelos programas institucionais dos Cursos de Letras estão focadas na formação de professores e de leitores críticos, “o que gera para as comunidades escolar e universitária reflexões e discussões sobre os processos de ensino e aprendizagem. Portanto, contar histórias aos alunos oportuniza, além de uma (re)leitura, diferentes olhares para os textos, já que para nós, professores de língua(gens), não há um único sentido, ou uma só verdade, mas vários efeitos de sentidos que propiciam ao texto tornar-se outro e outro”.
Texto: Profa. Dra. Angela Karina Manfio - coordenadora do curso de Letras Espanhol