UEMS/CG: 8º Seminário Estadual da Guavira fortalece diálogo sobre bioeconomia e mudanças climáticas - UEMS

UEMS/CG: 8º Seminário Estadual da Guavira fortalece diálogo sobre bioeconomia e mudanças climáticas

UEMS/CG: 8º Seminário Estadual da Guavira fortalece diálogo sobre bioeconomia e mudanças climáticas

Programação destaca o diálogo entre universidade, governo e comunidade na promoção da biodiversidade e da economia local

UEMS/CG: 8º Seminário Estadual da Guavira fortalece diálogo sobre bioeconomia e mudanças climáticas
Biologia
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Unidade CAMPO GRANDE
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Na manhã deste quinta-feira, dia 13, aconteceu no auditório da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) a solenidade de abertura do 8º Seminário Estadual da Guavira, evento tradicional que celebra, debate e incentiva o uso sustentável da Guavira (Campomanesia spp.), fruto símbolo oficial de Mato Grosso do Sul desde a promulgação da Lei Estadual nº 5.082/2017.

Com o tema “Bioeconomia e Mudanças Climáticas: cultivando biodiversidade e fortalecendo comunidades”, a edição deste ano promove um amplo espaço de diálogo entre pesquisa científica, saberes tradicionais e práticas sustentáveis, reforçando o papel da biodiversidade na construção de futuros mais resilientes e socialmente justos.

Abertura destaca identidade, sustentabilidade e desenvolvimento regional

A solenidade de abertura reuniu autoridades, pesquisadores, estudantes, produtores rurais e representantes de diferentes setores da sociedade.

O deputado estadual Renato Câmara, autor da lei que instituiu a guavira como símbolo do Estado, destacou a relevância cultural e econômica do fruto. Para ele, o seminário reforça a identidade sul-mato-grossense ao valorizar riquezas nativas que carregam memória e pertencimento. O parlamentar ressaltou o papel da UEMS na transformação desse potencial em inovação, produtos e oportunidades para a população.

O Secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico da Semadesc, Rogério Bereta, parabenizou a realização do evento e apontou a guavira como destaque dentro do potencial frutícola de Mato Grosso do Sul. Ele enfatizou que a Semadesc tem priorizado o fortalecimento de culturas como laranja, goiaba, maracujá e caju, e reforçou a importância da parceria entre universidades, governo e centros de pesquisa para ampliar a produção comercial da guavira.



 

A professora Zildamara Holsback, coordenadora do curso de Biologia da UEMS e uma das organizadoras do seminário, defendeu a relevância do evento para a valorização do Cerrado e do diálogo entre ciência e comunidade. Segundo ela, a guavira simboliza não apenas o Estado, mas também o vínculo entre economia local, tradição e conservação ambiental.

Já o superintendente do Ministério da Agricultura em Mato Grosso do Sul, José Antonio Roldão, celebrou a trajetória de crescimento da iniciativa e ressaltou a importância da união entre diferentes instituições. Ele destacou a necessidade de promover reflexões sobre gestão ambiental e conservação, reforçando o papel da comunidade e da pesquisa técnica na construção de soluções.

O reitor da UEMS, professor Laércio de Carvalho, enfatizou o protagonismo da agricultura familiar e a participação ativa de produtores na cadeia da guavira. Para ele, o seminário integra múltiplas gerações — do ensino médio à pós-graduação — e demonstra como a valorização de produtos regionais pode transformar vidas. O reitor agradeceu o apoio das equipes envolvidas e do Governo do Estado, reforçando o compromisso da UEMS com a pesquisa, a extensão e o desenvolvimento regional.
 


A programação do primeiro dia contou, pela manhã, com o Painel 1 – Mudanças Climáticas e Impacto na Biodiversidade, realizado das 9h às 11h30, com participação de Vinicius Banda Sperling, do Eng. Agrônomo e Deputado Estadual Renato Câmara e da Profa. Dra. Camila Aoki (UFMS). Já no período da tarde, das 14h30 às 17h, acontece o Painel 2 – Bioeconomia: um agente da inovação e conservação da biodiversidade, ministrado pela Profa. Dra. Vanderlan da Silva Bolzani (Unesp Araraquara) e pelo Prof. Dr. Ricardo Senna (Semadesc). Paralelamente aos painéis, o público pôde acompanhar as atividades tradicionais do evento, como o Brota Guavira, com apresentação de trabalhos científicos; a Feira Pé di Guavira – Sabores e Aromas do MS; e o Concurso de Fotografia e Poemas “Guavira Sou Fã”.

Nesta sexta-feira, dia 14 de novembro, as atividades serão realizadas no Centro de Pesquisa da AGRAER (CEPAER), com uma série de oficinas práticas voltadas à culinária, fitocosméticos e industrialização da guavira. A programação inclui ainda um dia de campo sobre o cultivo da fruta, conduzido no campo experimental do CEPAER.
 


Guavira: símbolo de identidade e sustentabilidade

Desde 2018, o Seminário Estadual da Guavira tem se consolidado como uma iniciativa que integra ciência, cultura, extensão e economia solidária, fortalecendo políticas públicas voltadas à valorização da guavira e dos guavirais em Mato Grosso do Sul.

Segundo a professora Cláudia Cardoso, coordenadora de Pesquisa da UEMS, o evento tem ampliado o diálogo entre universidade e sociedade. “O seminário é um exemplo de como a ciência pode dialogar com a comunidade e contribuir para valorizar nossa biodiversidade e nossos saberes locais”, destaca.

A edição anterior reuniu mais de 600 participantes, entre agricultores, estudantes, professores, empreendedores e pesquisadores, consolidando o seminário como referência nacional em bioeconomia, sociobiodiversidade e desenvolvimento sustentável.

 

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