UEMS institucionaliza programa que incentiva protagonismo de mulheres na ciência - UEMS

UEMS institucionaliza programa que incentiva protagonismo de mulheres na ciência

UEMS institucionaliza programa que incentiva protagonismo de mulheres na ciência

Confira um panorama da atuação das mulheres na Universidade

UEMS institucionaliza programa que incentiva protagonismo de mulheres na ciência
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 A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) tem reafirmado seu compromisso com a promoção da equidade de gênero e o empoderamento feminino na ciência. Aprovado em 2024, o Programa Institucional Mulheres e Meninas na Ciência busca criar um ambiente acadêmico mais inclusivo, incentivando a participação de mulheres e meninas em diversas áreas do conhecimento.

Com iniciativas que vão desde a formação de estudantes até o apoio a pesquisadoras e docentes, a UEMS tem implementado políticas públicas para enfrentar desafios históricos, como o efeito-tesoura — fenômeno que reduz a presença feminina em cargos de liderança e destaque acadêmico. A universidade também segue as diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, priorizando a igualdade de gênero como um pilar estratégico para o avanço científico.

Nesta reportagem, apresentaremos histórias inspiradoras de mulheres que têm transformado seus trajetos acadêmicos e profissionais na UEMS, além de um panorama das ações institucionais que visam ampliar o protagonismo feminino na ciência.

Mulheres na Ciência: Protagonismo e Inclusão na UEMS

O Programa Mulheres e Meninas na Ciência tem como objetivo fomentar um ambiente acadêmico inclusivo, incentivando a participação e o protagonismo de mulheres e meninas nas diversas áreas científicas. A iniciativa tem ações voltadas para estudantes de graduação e pós-graduação, além de servidoras do corpo docente e técnico, buscando ampliar o acesso, a permanência e a participação na ciência. Como parte de seus alinhamentos estratégicos, o Programa Mulheres e Meninas na Ciência considera os debates nacionais e internacionais sobre equidade de gênero, bem como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), com destaque para o ODS 5, que trata da igualdade de gênero.

De acordo com os dados dos últimos 10 anos da Divisão de Pesquisa, da Pró-reitora de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI), não existe diferença significativa na participação de homens e mulheres como coordenadores de projetos de pesquisa da UEMS. No entanto, nas áreas de exatas, chamadas de STEM (sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), os homens são maioria como coordenadores. Já em áreas como Enfermagem e Pedagogia, o oposto é observado, com mulheres à frente da maioria dos projetos. Esse contexto da UEMS é semelhante ao observado nos indicadores nacionais.

Em relação à participação de meninas na Ciência, a média da participação feminina na última década na UEMS foi maior em projetos de Iniciação Científica (IC) do que a participação masculina, o que corrobora com os dados brasileiros. Em 2024, o percentual de meninas com projetos de IC era de mais de 60%.

Dentre os Grupos de Pesquisa da UEMS cadastrados, apenas 38% são liderados por pesquisadoras mulheres. Outro indicador relevante é em relação aos pesquisadores bolsistas produtividade Fundect/CNPq: Dos 23 bolsistas da UEMS, somente 17% são mulheres. Esses dados comprovam o efeito tesoura presente na Instituição. 

Diante desse cenário, a Divisão de Pesquisa realiza algumas ações permanentes como o mapeamento da participação de alunas e mulheres em projetos e lideranças de grupos de pesquisa, apoio à projetos de incentivo às meninas nas STEM em escolas públicas, além da implantação de critérios em editais de PIBIC para estimular meninas, bem como, a ampliação do período de pontuação do currículo Lattes para orientadoras com licença gestante ou adotante.

A ciência tem mudado vidas e dentre elas Juliana Ferraz, que é egressa da UEMS, com formação em Química Industrial (2011-2014) e Química Licenciatura (2017-2018) na UEMS Dourados e Mestrado profissional em Educação Científica e Matemática (2019-2022) - UEMS Dourados.

Ela ressalta também que acha muito importante as políticas de incentivo para mais mulheres na Ciência. “Acredito que a falta de referência faz com que as meninas/mulheres pensem que a Ciência não é área para elas, por essa razão é necessário que mais mulheres ocupem espaços de poder. Além disso, é importante pensar em políticas públicas para as universitárias que são mães, pois o caminho é muito mais desafiador”, disse Juliana Ferraz. 

Raquel  Loureiro ainda deixa um recado: “Neste dia 8 de março, agradeço a todas as mulheres que lutaram e lutam pelo nosso espaço na universidade. Sem elas, eu não estaria aqui”.

Nos últimos anos, as mulheres têm ganhado destaque cada vez maior no avanço da Ciência, da Pesquisa e do Ensino no Brasil. Dados da CAPES revelam que, dos 407 mil alunos de mestrado e doutorado no país, em 2024, 224 mil são mulheres, representando 55% dos matriculados na Pós-graduação stricto sensu. Esse número evidencia a crescente participação feminina na produção do conhecimento e na inovação científica em nosso País.

A UEMS segue essa tendência, com uma crescente presença feminina em seus Cursos e Programas  de Pós-graduação. No ano de 2024, dos 1350 matriculados na Pós-graduação, 948 foram de mulheres, ou seja, cerca de 70% de todas as vagas.  A acadêmica do Mestrado Profissional em Educação (PROFEDUC), Nilzilene Paiz, relata que encontrou na UEMS um espaço acolhedor e de crescimento.

          

Ela também destaca o papel fundamental da UEMS em sua trajetória profissional:  “Atualmente sou professora efetiva 40 hrs em CG na rede Municipal de Ensino, fui abençoada e assumi os dois concursos no ano passado em 2024. Isso devido a formação na UEMS!”, ressalta Nilzilene Paiz, na Escola de Tempo Integral Ana Lúcia de Oliveira Batista. 

Pamella Yulle, produtora cultural e professora, acadêmica do mesmo Programa de Pós-graduação,  considera a UEMS como um espaço de aprendizado e fortalecimento. Ela deixa uma mensagem de incentivo para quem deseja ingressar na Pós-graduação: 

Diante desse cenário, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI) atua para fortalecer e consolidar os Programas de Pós-Graduação da UEMS, contribuindo para a promoção da equidade de gênero e o avanço da participação feminina na produção científica. A PROPPI desenvolve ações de incentivo à participação na Pesquisa e na Pós-graduação e estimula a promoção da equidade por meio da formulação de seus editais que, por exemplo, reservam modalidades de premiação e/ou financiamento de recursos voltados exclusivamente para mulheres. Na construção do Programa de Incentivo à Produção Científica Qualificada, por exemplo, foi reservada uma faixa de financiamento voltada para Mães Pesquisadoras.

O Edital do V Prêmio Inova, é um dos exemplos do incentivo institucional à participação feminina, com uma modalidade de premiação voltada para mulheres que coordenam projetos de pesquisa. O Edital estabeleceu, ainda, a participação feminina nos projetos de inovação como um dos critérios de desempate, no intuito de estimular a presença das mulheres. No mesmo sentido, o Edital do Prêmio Talentos em Pós-graduação 2024 (Edital TAL-PG) estabeleceu uma categoria de premiação voltada especificamente para mães pesquisadoras em qualquer área do conhecimento.

Dessa forma, a Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (PROPPI) atua para fortalecer e consolidar a Pesquisa e Pós-Graduação da UEMS, contribuindo para a promoção da equidade de gênero e o avanço da participação feminina na produção científica.