Docente da UEMS fala de poesia de MS em Programa da FM Educativa - UEMS

Docente da UEMS fala de poesia de MS em Programa da FM Educativa

Docente da UEMS fala de poesia de MS em Programa da FM Educativa

Participou do programa Na Cadeira do DJ, da FM Educativa 104.7 nesta terça-feira (18/04)

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Unidade CAMPO GRANDE
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O docente da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Volmir Cardoso, juntamente com o docente Flávio Nantes, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, participaram do programa Na Cadeira do DJ, da FM Educativa 104.7 nesta terça-feira (18/04). O apresentador, Celito Espíndola, conversou com os autores sobre seus livros de poesia lançados recentemente na capital.

Volmir Cardoso é natural de Batayporã, Mato Grosso do Sul. Ele é doutor em Letras pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e atua como professor na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). Desenvolve pesquisas sobre literatura contemporânea, estudos interartes e crítica materialista.

Enquanto autor, Volmir Cardoso publicou o livro “A Peste e o País que se Perdeu” pela editora Kotter.

Flávio Adriano Nantes é natural de Campo Grande, Mato Grosso do Sul. Ele atua como professor e pesquisador na área de Teoria e Crítica Literária, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Na UFMS ele coordena o COLEGE (Coletivo de Estudos e Pesquisa em Literatura e Estudos de Gênero Federico García Lorca).

Como autor, Flávio Nantes publicou pela editora Penalux o livro de contos “Desejo sitiado” e pela Libertinagem o livro “Palimpsestos de silêncios”. Foi por duas vezes finalista do Prêmio OFF FLIP de Literatura.

Sinopses dos livros

 “A Peste e o País que se Perdeu” de Volmir Cardoso

Volmir Cardoso tenta escavar os escombros da vida contemporânea brasileira com “A Peste e o País que se Perdeu”. Os poemas deste livro foram escritos entre 2020 e início de 2022, período em que o país e o mundo foram flagelados pela pandemia de Covid-19. Não bastasse a “peste” viral, outras seguiram assolando o presente brasileiro, muitas delas advindas de nosso passado histórico, como fantasmas indissipáveis.

O neofascismo militarista, com traços milicianos e religiosos, a violência interminável contra índios, negros, mulheres, sem-terra e gays, a algoritmização da vida, o desamparo que corrói o verniz da sociedade de consumo, enfim, todos esses temas se desdobram em personas líricas, em poemas sem pontuação, cuja leitura leva inevitavelmente à perda do fôlego.

Todavia, nessa dificuldade de respirar e conspirar, o verbo não recusa o desejo revolucionário, vislumbra utopias tecnosselvagens (como se Oswald de Andrade conversasse com Antonio Negri), torce as palavras em arranjos visuais sobre a página, reescreve a Carta de Caminha, sonha fundar um novo país, ainda que os versos indigestos, forjados sob um luto social mal cumprido, sejam inevitáveis.

“Palimpsestos de Silêncios” de Flávio Adriano Nantes

De modo en passant, a proposta do livro de poesia “Palimpsestos de Silêncios” trata, conforme indicação do próprio título, de um amontoado de silêncios perpetrados historicamente contra determinados sujeitos; estes, nos poemas, enquanto entidades líricas, reivindicam vozes silenciadas.

Os poemas se transformam, então, na própria materialização/metaforização do silêncio que ganha significações ao representar sujeitos-corpos invisibilizados. Dividido em três partes – silêncio primeiro, silêncio segundo, silêncio terceiro – que se ligam por um fio est (ético) e se coadunam para completar um sentido global. Na primeira e na terceira partes, os poemas indicam os sujeitos do/para o silêncio; na segunda, que une as outras duas, os poemas elucidam como eles são construídos a partir do/no silêncio.

Confira a entrevista na íntegra no podcast do programa no Spotify da Rede Educativa MS


* Com informações do Portal da Educativa e alterações da ACS/UEMS