Neste mês de outubro, a professora Dra. Fernanda Cristina Silva Ribeiro, especialista em Pós-colheita de Hortaliças, do programa de Pós-graduação em Agronomia (PGAC), em "Sustentabilidade na Agricultura", Stricto Sensu, em Nível de Mestrado, Unidade de Cassilândia, fez uma visita técnica aos produtores de hortaliças da região do triângulo mineiro.
Por alguns dias, a docente acompanhou a colheita e o beneficiamento da cenoura em Uberaba. No mesmo município também observou o processo de classificação e cultura do alho.
Já na região de Santa Juliana, também em Minas Gerais, a professora se encontrou com produtores de cebola, onde observou o processo de cura em campo - algumas raízes e tubérculos possuem a capacidade de cicatrizar ferimentos quando submetidos a temperaturas maiores que 15º C e sob umidade relativa elevada. Esse processo, associado também a uma maior adesão da casca, é denominado cura, importante porque reduz a incidência de doenças durante o armazenamento.
Ainda no interior mineiro, Fernanda acompanhou o processo de toalete dos bulbos. No caso de bulbos, como o alho e a cebola, o termo cura
refere-se à secagem das escamas e das folhas de proteção e não a cicatrização e suberização. Na cebola, é necessário que o pescoço fique seco internamente. Em seguida, as escamas devem ficar secas e bem aderidas ao bulbo. A cura bem feita do alho e da cebola é mais importante quando esses produtos são comercializados a granel do que quando ficam armazenados em réstias com as palhas. O corte das ramas do alho e da cebola é denominado toalete - é feita deixando no bulbo um coleto com cerca de 3 centímetros.
Percorrendo a região, a professora pode observar algumas cultivares de beterraba e a sua colheita. Essa visita possibilitou conhecer as características de algumas cultivares das referidas hortaliças e proporcionou uma parceria com a empresa de sementes Agristar, que vai oportunizar o desenvolvimento de pesquisas com variedades comerciais quanto ao produtor, gerando impacto positivo para a sociedade local.