DRI/UEMS conclui ação de internacionalização para capacitação de estudantes estrangeiros - UEMS

DRI/UEMS conclui ação de internacionalização para capacitação de estudantes estrangeiros

DRI/UEMS conclui ação de internacionalização para capacitação de estudantes estrangeiros

Os formandos/as são vinculados ao curso de pós-graduação em Português Língua Estrangeira

DRI/UEMS conclui ação de internacionalização para capacitação de estudantes estrangeiros
Ampliar
Unidade DOURADOS
Por
Publicado em

Nesta última semana o Setor de Idiomas para Internacionalização da Diretoria de Relações Internacionais concluiu com êxito a primeira ação formal de capacitação de estudantes estrangeiros da pós-graduação em Português Língua Estrangeira ofertada pela instituição. O curso foi ministrado pelos Prof. Dr. Lucas Araujo Chagas e Profa. Dra. Agnes Iara Domingos Moraes e enfocou aspectos gerais das práticas discursivas acadêmicas e textualidades pertencentes às práticas científicas de publicação e divulgação do conhecimento.

O Curso foi ministrado para oito estudantes da pós-graduação oriundos de vários países que vieram para a UEMS através dos programas de cátedra do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (CGUB). O desafio de conduzir um curso para falantes de mais de 6 línguas diferentes também foi bastante desafiador, pois requer uma preparação hercúlia das aulas e estratégias de aprendizagem. Ademais, como comenta o Prof. Dr. Lucas, especialista em Ensino de Português Língua Estrangeira e Cultura Brasileira pela Universidade Federal de Uberlândia, “o processo de aprendizagem desses estudantes é totalmente diferente do modelo de aprendizagem formal do Português Língua Materna que temos em mente. É preciso provocar afetações subjetivas e processos identificatórios que permitam os estudantes se apropriarem da língua-outra e fazer dela uma tecnologia de pertencimento à comunidade local à que imergiram. O ensino está muito mais voltado para uma possibilidade de sociointeração e sociocognição a partir de propósitos específicos, do que para o ensino de estruturas gramaticais e funcionais da língua”.

Para a Profa. Dra. Agnes, “é um desafio ensinar o Português para esse público-alvo, porque temos que ser flexíveis, compreensivos e, em muitos casos, fazer comparações fazendo o uso de suas línguas maternas. Isso exige um alto gral de preparação e capacitação profissional e preparação das aulas, pois são muitas saias justas que enfrentamos no momento da aula em si. É preciso também estar aberto à improvisação e, principalmente, respeitar as diferentes culturas e modos de pensar”.

Para o estudante Genesio da Conceição Alves Nana, do Timor-Leste, o curso possibilitou “conhecer mais sobre os linguajares formal e informal, a cultura acadêmica e local e sobre as escritas acadêmicas que direcionam os estudos na faculdade”. Para a estudante Augusta Ermelinda Abel Mendes, “a forma paciente que recebemos orientações para fazer as atividades me tocou bastante. Eu gostei de aprender a fazer o pôster, pois é muito prático para apresentar um projeto. Fiquei mais feliz ainda por participar num evento em Marília/SP e fazer uma apresentação com a minha orientadora através de um poster que aprendi a fazer na aula. Além disso, foi muito bom ter feito as atividades propostas. Aprendi com cada uma delas”.

Embora satisfeitos com a ação, na autoavaliação que fizeram do curso, os estudantes, de um modo geral, demandaram uma continuação periódica das aulas de Português. Segundo eles o estudo formal da língua portuguesa com propósitos acadêmicos é essencial para o sucesso nas atividades que desenvolvem na pós-graduação. Embora sejam acolhidos linguisticamente e socialmente por docentes e discentes, a demanda pelo falar e escrita padrão do idioma que é exigido deles nas disciplinas e vida acadêmica é algo que requer um processo rigoroso de educação linguística para que as práticas de internacionalização sejam, de fato, inclusivas para eles e os programas de pós-graduação que os acolhem.  Além disso sugeriram que pudessem ter aulas todos os semestres. Essa também é uma demanda dos cursos de pós-graduação que têm recebido esses estudantes estrangeiros que vêm cursar integralmente seus estudos na UEMS.

O Setor de Idiomas (DRI) reconhece a importância de um processo contínuo de educação linguística em Português para os Estudantes Estrangeiros e possui uma série de planejamentos desenhados para implementar ações. Trabalha, contudo, para a implementação permanente de recursos para executar programas de acolhimento linguístico, custear bolsas para docentes e estagiários de apoio acadêmico-linguístico para os estudantes estrangeiros, e a formação continuada dos docentes universitários quanto às especificidades de se acolher linguisticamente alunos de outros países em suas salas de aula. 

Cabe lembrar que ações e investimentos em capacitação linguística para a internacionalização é um investimento a longo prazo para se obter resultados efetivos, pois requer a transformação, desde elementos de infraestrutura adequada para o desenvolvimento das aulas, à organização do currículo universitário e a mudança de concepção coletiva do corpo acadêmico sobre a importância do ensino formal de línguas estrangeiras para o sucesso dos processos de internacionalização em casa, mobilidade e intercâmbio acadêmico, e fortalecimento da identidade institucional.  

 


 

Tags relacionadas