Nas manhãs de 17 e 18 de fevereiro a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), Unidade de Campo Grande - Santo Amaro, recebeu a primeira turma dos novos cursos de Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional para o início do ano letivo. Esse momento é um marco para a UEMS e para o estado de Mato Grosso do Sul (MS) por trazer esses cursos para a sociedade do estado por meio de uma universidade pública.
Uma equipe de 13 docentes, que atenderão as duas ou uma só das graduações, apresentou-se, destacando esse momento como um marco para a história da Universidade, dos professores e acadêmicos dos cursos, onde todos os envolvidos farão o seu melhor para formar profissionais de excelência.
Nas páginas dos cursos é informado que as aulas serão ministradas no período matutino, de segunda à sábado, e sua matriz curricular de divide em 4 séries.
Nesse primeiro dia de acolhimento, a acadêmica de Terapia Ocupacional, Sarah Borges Pereira, enfermeira, que tem um filho de 8 anos diagnosticado com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), TOD (Transtorno Opositivo Desafiador), deficiência intelectual e TEA (Transtorno do Espectro Autista) em investigação, pediu a palavra e expressou sua gratidão por poder fazer esse curso gratuito, pois se fosse pago não conseguiria fazer. Segundo ela, seus estudos vão colaborar ainda mais para o tratamento do filho, ela lembra com carinho que a fonoaudióloga do seu filho foi uma inspiração para ela voltar a estudar.
Durante o segundo dia de recepção, os acadêmicos participaram de oficinas práticas em seus respectivos cursos. As atividades tiveram como objetivo aproximar os calouros da prática profissional.
A coordenadora do curso de Fonoaudiologia, Profa. Dra Inesila Montenegro disse que a expectativa para o curso é formar novos profissionais para atender uma demanda carente, pois há mais de dez anos não tem faculdade de fonoaudiologia em Campo Grande. “Há escassez para atender em diversas áreas de atuação e em vários ciclos da vida, da infância à velhice, faltam fonoaudiólogos em hospitais, escolas e instituições do terceiro setor”, concluiu.
Cristielle Martinez Cardoso, estudante de Fono, como é carinhosamente chamado o curso, está encantada com o que o curso oferece e surpresa com o fato de poder participar de oficinas que permitem ver a prática profissional. “As ações propostas aqui facilitam a aprendizagem e ampliam a visão do trabalho futuro, abrindo novas perspectivas no ramo escolhido”, completou.
Da mesma opinião compartilha o seu colega, Mateus Loureiro Farias. Segundo ele, as atividades práticas fazem com que os alunos se apaixonem mais pelo curso e tornam as aulas mais interessantes.
Para a coordenadora do curso de Terapia Ocupacional, Profa. Dra. Lidiane Figueiredo Santana, as tarefas propostas na prática servem para que os estudantes conheçam melhor o curso, promovendo interação entre os alunos e professores. “A perspectiva do curso é sanar a falta de profissionais da área, pessoas que podem tratar diferentes patologias, Mato Grosso do Sul está precisando muito de terapeutas ocupacionais”, enfatizou.
Rafael Jorge Sousa Pereira está dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA) e decidiu fazer a faculdade de Terapia Ocupacional poque sonha em atender adultos autistas como ele. “Pretendo me especializar na área porque sei as dificuldades pelas quais passam as pessoas autistas e poder ajudá-los será pra mim, uma realização enquanto pessoa e profissional”, completou.
Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional são cursos com 32 alunos cada e com 16 módulos em comum, por isso terão várias atividades conjuntas.
