UEMS convida voluntários para ensinar Português a migrantes internacionais - UEMS

UEMS convida voluntários para ensinar Português a migrantes internacionais

UEMS convida voluntários para ensinar Português a migrantes internacionais

Colaboradores voluntários receberão capacitação online para a execução das aulas

UEMS convida voluntários para ensinar Português a migrantes internacionais
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A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com inscrições abertas para voluntários interessados em atuar no Curso de Português para Migrantes Internacionais. O requisito para ser um voluntário é ter o desejo de colaborar, pois não existe obrigatoriedade de graduação específica e/ou formação pedagógica em língua portuguesa. Todos os colaboradores voluntários receberão capacitação online com subsídios teóricos e práticos para a execução das aulas. O curso será ministrado nas cidades de Campo Grande, Dourados, Nova Andradina, Cassilândia, Sidrolândia, Naviraí e Corumbá.

 

O coordenador do UEMS Acolhe, Prof. Dr. João Fabio Sanches, destaca que o programa tem atuado como instrumento de dignidade, autonomia e reconstrução de vidas. “Em um contexto nacional de crescimento nos fluxos migratórios, Mato Grosso do Sul se destaca por manter políticas públicas de acolhimento que unem universidade, comunidade local e instituições parceiras. As aulas destinadas ao ensino de língua portuguesa para refugiados, migrantes em situação de vulnerabilidade e apátridas têm sido uma ferramenta importante para os recém-chegados ou aqueles que queiram aprimorar seus conhecimentos da língua”.


Em 2025, o programa contou com 237 colaboradores voluntários, que atuaram diretamente no ensino, mediação cultural e suporte comunitário. O módulo Português como Língua de Acolhimento (PLAc) é uma ação de extensão realizada por meio da PROEC e será realizado no primeiro semestre de 2026. Ao todo serão 60h/aula. O programa conta com colaboradores de áreas diversas, incluindo Letras, Pedagogia, Enfermagem, Direito, Administração, Economia, Medicina Veterinária, Turismo, Geografia e História.

 

A Pró-Reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários (PROEC), Profa. Dra. Erika Kaneta Ferri, explica que o UEMS Acolhe vai além das aulas de português, oferecendo ainda uma série de ações de extensão para promover diversos atendimentos à comunidade migrante internacional no estado. “Essas ações impactam a vida de milhares de pessoas, promovendo acesso ao conhecimento, direitos linguísticos, diversidade étnica e cultural, além do fortalecimento da cidadania ativa.

 

Informações sobre a chamada:

Período de atuação: março a junho de 2026.

Carga horária: 60 horas.

Certificação: Será emitido certificado de extensão universitária aos voluntários.

Cidades participantes: Campo Grande, Dourados, Nova Andradina, Cassilândia, Sidrolândia, Naviraí e Corumbá.

Prazo de inscrição: até 22 de fevereiro de 2026.

Formulário de inscrição: https://forms.gle/8FsiNWkGm3ZnQqMC9 .


Mais informações podem ser solicitadas:

Telefone/WhatsApp: (67) 3901-1888.

E-mail: uemsacolhe@uems.br 

Site: https://www.uems.br/pro-reitoria/proec/UEMS-Acolhe 

Instagram: @uemsacolhe .


 

Reconhecimento

Em 2024, o UEMS Acolhe foi incluído ao programa de auxílio ao acesso à regularização migratória junto à Polícia Federal para solicitar ou renovar o Registro Nacional Migratório (RNM) e Receita Federal para solicitar o Cadastro de Pessoa Física (CPF), procedimentos importantes, haja vista os desafios linguístico e documental serem os maiores enfrentados por esse público na chegada ao Brasil.


O programa foi reconhecido ainda com menção de boas práticas pelo TCU, no relatório nacional sobre o acompanhamento de ações e programas relacionados a pessoas refugiadas no Brasil. O relatório trouxe menções ao UEMS Acolhe, junto a outras entidades nacionais.


Desde 2017, o UEMS Acolhe já atendeu mais de cinco mil migrantes e é referência nacional, oferecendo cursos de português, oficinas de integração, apoio humanitário, formação de agentes de acolhimento e ações binacionais, incluindo atividades realizadas na Bolívia.

 

Colaboração Diana Gaúna /PROEC

 

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