UEMS estreia as comemorações em MS do “Ano da França no Brasil” - UEMS

UEMS estreia as comemorações em MS do “Ano da França no Brasil”

UEMS estreia as comemorações em MS do “Ano da França no Brasil”

A parceria com a Embaixada da França e a Aliança Francesa de Campo Grande comemora 200 anos de relações diplomáticas entre os países

UEMS estreia as comemorações em MS do “Ano da França no Brasil”
Ampliar
Por
Publicado em

Estreou a Temporada França-Brasil 2025 no estado de Mato Grosso do Sul, com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) recebendo no dia 21 de agosto (quinta-feira), a exposição “Caruru: Ecos e saberes dos territórios guianenses”, uma parceria entre a Diretoria de Relações Internacionais (DRI/UEMS) e o Núcleo de Ensino de Línguas da UEMS (NEL) junto à Embaixada da França e a Aliança Francesa de Campo Grande.

A temporada celebra os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e França, promovendo atividades cruzadas, nas áreas da cultura, ciência, educação e meio ambiente. 

Realizada no Curso de Letras da UEMS de Campo Grande, a exposição de fotos foi acompanhada pela projeção sonora do artista Thomas Tilly e um bate-papo com a mediadora cultural da comunidade Quilombola ndjuka e gerente de missão para o departamento do Patrimônio Cultural Imaterial na Guiana Francesa, Clarisse Antoe-Tareau, e o antropólogo Guillaume Odonne, do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS). Propondo um olhar artístico e sensível sobre as relações multi e interculturais da Guiana, a exposição possibilitou uma experiência imersiva e reflexiva sobre a diversidade étnica, linguística e ambiental do maior território francês ultramarino. 

Profa. Izabella - Profa. Camila - Clarisse - Guillaume - Prof. Neurivaldo Jr. - Márcia Saddi - Profa. Aline Saddi Chaves - Prof. Lucas Chagas


A professora Dra. Aline Saddi Chaves, chefe do Núcleo de Ensino de Línguas da UEMS e Cônsul honorária da França em Mato Grosso do Sul, abriu o evento, ressaltando os laços históricos que unem o Brasil à França, país que sempre acolheu pesquisadores brasileiros, em vista de sua reconhecida tradição científica. Segundo ela, “o francês é uma língua de partilha, que permite não somente se comunicar com os nativos, mas também entrar em contato com uma cultura que valoriza a literatura, as artes, a filosofia e tantas outras manifestações do espírito humano”. 

Para o professor Dr. Neurivaldo Campos Pedroso Junior, coordenador do Curso de Letras Português-Inglês, a iniciativa de trazer este evento para Campo Grande enriquece a formação dos acadêmicos, colocando-os em contato com outras realidades linguísticas e culturais. 

Exposição de fotos

Responsável por trazer o evento, a Diretora da Aliança Francesa de Campo Grande, Márcia Saddi, destacou o protagonismo desta entidade no ensino do francês, em todo o mundo, uma história de quase 150 anos. Ela explicou que “o evento é importante porque marca, através de dispositivos culturais, um entendimento das fronteiras, um olhar humano de escolhas políticas daquela região”. 

Lucas Chagas, professor do Setor de Idiomas da Diretoria de Relações Internacionais da UEMS, salientou que “a atividade foi ao encontro da proposta da UEMS de fomentar a interculturalidade entre os estudantes, de modo que eles passem a interagir com os diferentes povos e, com os saberes que eles compartilham, ressignificando nossas culturas estudantis, científicas, institucionais e linguísticas”.

Clarisse Antoe-Tareau (Ministério da Cultura da França), Acadêmico indígena Sérgio da Silva Reginaldo da UEMS (cacique Terena), e Antropólogo francês Guillaume Odonne (CNRS)

A equipe da DRI e do NEL destacam que a ação também foi um grande avanço para a UEMS, que recebeu “uma exposição característica de Museu na sala de aula para que os estudantes pudessem viver a arte, no seu teor antropológico, de perto”.