UEMS integra primeiro estudo registrado no Brasil sobre baixo letramento em saúde - UEMS

UEMS integra primeiro estudo registrado no Brasil sobre baixo letramento em saúde

UEMS integra primeiro estudo registrado no Brasil sobre baixo letramento em saúde

Os dados poderão subsidiar políticas públicas nacionais voltadas à comunicação em saúde

UEMS integra primeiro estudo registrado no Brasil sobre baixo letramento em saúde
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A UEMS, em parceria com as universidades federais do Rio Grande do Sul (Ufrgs), de Santa Maria (UFSM) e de Pelotas (UFPel), realizou o primeiro e mais abrangente levantamento já registrado no Brasil sobre o baixo Letramento em Saúde (LS). O objetivo é chamar a atenção da sociedade como um todo para o que é o letramento em saúde, sobre a importância de se conhecer o grau de entendimento do povo brasileiro e para propor ações educativas nesse sentido.

O letramento em saúde nada mais é que a capacidade das pessoas de localizar, entender e usar informações relacionadas à saúde e aos serviços de saúde. Ter o domínio dessas habilidades contribui para que o indivíduo tenha maior confiança para cuidar e gerenciar sua saúde e de seus familiares.

As evidências registradas pelos pesquisadores brasileiros fazem parte de um levantamento mais amplo, que estimou a prevalência de baixo Letramento em Saúde na América Latina e Caribe (ALC). Ao todo, foram reunidos dados de quase 24 mil participantes, em 15 países — revelando que quase metade da população da região apresenta dificuldade para compreender informações de saúde essenciais.

No Brasil, a pesquisa de campo em domicílios entrevistou 1.181 pessoas, nas cidades-sede das instituições, sendo Campo Grande, Dourados, Santa Maria, Porto Alegre e Pelotas, com perguntas sobre as características das pessoas, incluindo situação socioeconômica, condições de saúde, como entendem as informações obtidas e como usam a internet para obter essas informações.

O estudo é o maior já realizado no país e foi publicado na Revista Gaúcha de Enfermagem 2025 (https://seer.ufrgs.br/index.php/rgenf/article/view/150065), com participação dos Profs. da UEMS, Ruberval Franco Maciel, Márcia Alvarenga e Rogério Renato, no corpo de autores. Os dados incluem Campo Grande e Dourados, consolidando a UEMS como referência nacional em letramento em saúde.

Segundo o coordenador do estudo pela unidade universitária da UEMS de Campo Grande, Prof. Dr. Ruberval Maciel, a limitação do letramento em saúde compromete desde a interpretação de exames e rótulos de medicamentos, até decisões clínicas e prevenção de doenças. O levantamento também acendeu um alerta sobre o ambiente digital, haja vista que a maioria das pessoas não sabe identificar, por exemplo, se um site de saúde é seguro, tornando-se alvo fácil de desinformação.

“O resultado desse estudo reforça a necessidade de campanhas educativas e materiais simplificados para a população em geral. Também, fortalece o papel da UEMS como produtora de dados científicos úteis para a gestão pública, especialmente para a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MS) e secretarias municipais e redes interinstitucionais. Para enfrentar a desinformação, nós, pesquisadores das universidades brasileiras, produzimos ainda um guia prático, que demonstra de forma simples o que o público deve observar antes de acreditar ou compartilhar um conteúdo”, afirmou.

O projeto Letramento em Saúde foi aprovado em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e tem a coordenação geral das Professoras Doutoras, Tatiane da Silva Dal Pizzol e Patricia Romualdo de Jesus, ambas da Ufrgs.

 

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Colaboração: Diana Gaúna - PROEC/UEMS NA COMUNIDADE