Unidades de Campo Grande e Maracaju recebem Agenda de Trabalho Docente - UEMS

Unidades de Campo Grande e Maracaju recebem Agenda de Trabalho Docente

Unidades de Campo Grande e Maracaju recebem Agenda de Trabalho Docente

Plano da gestão para repensar o ensino superior na UEMS foi explanado por Vice-reitora e Pró-reitor de Ensino

Unidades de Campo Grande e Maracaju recebem Agenda de Trabalho Docente
Flexibilização
Ampliar
Unidade CAMPO GRANDE e MARACAJU
Por
Publicado em

A vice-reitora da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), profa. Dra. Luciana Ferreira, e o pró-reitor de Ensino, prof. Dr. Walter Guedes, realizaram visitas às Unidades Universitárias de Campo Grande e Maracaju, respectivamente nos dias 14 e 15 de agosto, apresentando a “Agenda de Trabalho com os Docentes da UEMS”. O objetivo desta iniciativa é discutir o modelo de formação do ensino universitário, promovendo debates e reflexões para aprimorar e aperfeiçoar uma nova proposta para oferta de ensino superior na universidade. A ação é uma iniciativa conjunta da Pró-reitoria de Ensino (PROE), Reitoria e Conselho Gestor.

As reuniões promovidas junto aos docentes da UEMS Campo Grande e UEMS/Maracaju tiveram a participação das chefias de Núcleo de Ensino e a pauta abordou os Eixos Estratégicos de Atuação atual Gestão da UEMS. Foram apresentados e discutidos os principais avanços e desafios enfrentados pela instituição, bem como as iniciativas em andamento para fortalecer o ensino superior ofertado pela Instituição.

Para a profa. Dra. Luciana Ferreira, vice-reitora da UEMS, o Programa “está alinhado diretamente com um dos objetivos do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI), que trata do fortalecimento dos cursos de graduação. Então, repensar o currículo universitário para além dos componentes curriculares meramente de disciplinas vai preparar melhor o profissional formado pela UEMS para as demandas da sociedade atual. Além disso, vai propiciar um currículo universitário mais atraente pros nossos jovens porque a partir do momento que você pensa um currículo”. 

Docentes da UEMS/Campo Grande receberam comitiva da PROE e vice-reitoria no Auditório da Unidade Universitária.

De acordo com ela, esse trabalho tem sido ancorado numa discussão coletiva ampla e com bastante diálogo com a comunidade acadêmica. Em uma primeira etapa, a apresentação e envolvimento com os docentes foi realizada. “Esse primeiro mês de visita às unidades universitárias está sendo muito importante pra poder fazer uma discussão com todos os docentes e pra pensar cenários e possibilidades pra essas unidades que tem sido visitadas”, informa Luciana.

O pró-reitor de Ensino, prof. Dr. Walter Guedes detalha que “esta segunda etapa de visita às unidades universitárias têm oportunizado discussões com os docentes em torno da proposta de construção de um currículo integrado, flexível e internacionalizado. O diálogo constante e colaborativo entre a gestão e os professores é fundamental na construção de uma universidade que possibilite uma educação pautada nos princípios da diversidade, inclusão e acessibilidade, que promova o desenvolvimento e a cultura regional, e que fomente a pesquisa, a inovação e a internacionalização”.

Depoimentos de docentes das Unidades visitadas

“A visita da vice-reitoria e da PROE à Unidade da UEMS/Maracaju para trazer o debate sobre flexibilização curricular foi muito importante uma vez que, conforme a apresentação realizada, o corpo docente confirma que essa ação abre possibilidades de trabalharmos a interdisciplinaridade dando possibilidade de oferta de cursos diferenciados para diferentes pessoas, uma vez que o Ensino Superior nos dias de hoje, é procurado por pessoas com objetivos diversos. Nesse sentido, a flexibilização do currículo, com viabilidade de reformulação nas formas de ingresso auxilia bastante no levantamento de pessoas que possam ter a possibilidade de concluir cursos em um tempo diferenciado.

Ao passo que os discentes que fizerem cursos, tradicionalmente de longa duração, poderão ter uma formação mais diversificada. Reconheço que há desafios a serem superados frente a essa proposta. No caso de Maracaju, cabe destacar que o curso de Agronomia está localizado num município que possui um PIB muito importante para o Agronegócio e, desse modo, a flexibilização agrega bastante à qualidade deste curso que resultará na melhoria do índice de desenvolvimento das pessoas localmente e no seu entorno”. Prof. Dr. Marcos Antônio Camacho (coordenador do curso de Agronomia, da UEMS/Maracaju).

“A iniciativa de flexibilização curricular realizada pela gestão atual é importante pois abre a possibilidade de espaços de discussões coletivos que possam promover o desenvolvimento de propostas curriculares menos engessadas e alinhadas às demandas sociais que perpassam a atualidade. Essa questão foi debatida na unidade, e entendemos que a proposta vai para além de uma formação calcada em grades de conteúdos disciplinares. Ela busca articulação entre os campos da Pesquisa e da Extensão de forma a atender as especificidades locais, além de dar visibilidade e legitimidade aos professores que trabalham nesse campo de forma tão marcante. Nesse sentido, e entendendo que a fase de implantação requer mudanças estruturais profundas, haja vista a realidade multicampi da UEMS, fiquei motivada com a iniciativa.

É hora de buscarmos alternativas e fazermos experimentos. A flexibilização é uma das possibilidades e entendo que deva ser testada, dada a chance que dá ao estudante de refinar sua formação conforme seus interesses, além de ampliar o escopo de sua formação. A possibilidade de vivências junto aos discentes para além do contexto da sala de aula, propicia uma ampliação de visão de mundo e acolhimento ao ambiente universitário que por vezes é muito distante da sua realidade objetiva. A oportunidade de estudos por meio de movimentos junto a Internacionalização, Extensão e Pesquisa, aumenta significativamente a perspectiva de formação humana ampla e agregadora, tornando os cursos mais atraentes.”. Profa. Dra. Kelly Sakata (curso de Pedagogia – Licenciatura, da UEMS/Maracaju).

Docentes da UEMS Maracaju puderam conhecer em detalhes os eixos a serem trabalhados na Flexibilização Curricular

“Esta iniciativa torna o ensino mais adaptável às necessidades dos alunos e da atualidade. Oportunizando maior autonomia para o estudante construir o seu saber de acordo com interesses e objetivos individuais, permitindo a inclusão de conteúdos interdisciplinares e ajustáveis às demandas, preparando melhor os estudantes no desenvolvimento de competências como pensamento crítico, resolução de problemas, comunicação e trabalho em equipe que são cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho.

Adultos são mais motivados a aprender quando veem a relevância imediata do conteúdo para sua vida pessoal, trabalho ou objetivos. Eles buscam a aplicação prática dos conhecimentos e, muitas vezes, preferem aprender habilidades que possam usar no curto prazo. Além disso, eles preferem ter controle sobre o que aprendem, quando e como, dando muito valor a formatos adaptáveis de ensino (tanto de tempo, como de estratégia metodológica). Nesse sentido, essa mudança de paradigma se aproxima mais de um modelo de ensino tido como mais adequado pela andragogia”. Profa. Dra. Zildamara Holsback (coordenadora do curso de Ciências Biológicas – Licenciatura, da UEMS/Campo Grande).

“A iniciativa seria de grande ousadia se o verbo “flexibilizar” o currículo fosse sinônimo para que todos os estudantes/ todas as estudantes desenvolvessem suas potencialidades. No entanto, aqui reside o ponto central: a locução “flexibilizar” significa que, ao invés de se ter uma grade curricular rígida, reflete-se a possibilidade de implementar uma rede interconectada que possibilite ao aluno/à aluna compor o seu percurso (curso) dentro da sua formação universitária.

Estamos abertos a diálogos e aguardando mais informações para uma resposta adequada diante de tantas dúvidas que surgiram. Pensamos ser muito cedo para um apontamento final que resuma a opinião completa de toda a equipe de docentes. Todavia, Repensar o ensino superior no Brasil é algo urgente e necessário. Uma Universidade mais atraente para os jovens é uma instituição comprometida com a efetiva implementação do art. 207 da Constituição de 1988 (ensino, pesquisa e extensão). A atual gestão tem ótimas intenções para a UEMS, tomara que possamos construir com as propostas e que estas possam nos levar a um projeto estável, onde os exemplos a serem testáveis passe pela eliminação de erros a fim de atingir a maior potência de ensino. Essa sim seria uma Universidade atrativa”. Profa. Dra. Kátia Figueira (Docente do Curso de Pedagogia e Coordenadora do Lato Senso em Gestão Universitária, da UEMS/Campo Grande.