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Chamadas para publicações em Periódicos

Chamadas para publicações em Periódicos

CHAMADAS PARA PUBLICAÇÃO - 2026

 

Nome da Revista:  CLIO: Revista de Pesquisa Histórica - UFPE

Qualis (2021-2024): A1

Prazo:  15 de abril de 2026

Site: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaclio/announcement/view/929

Tema: Repensando Concubinato e Escravidão no Mundo Luso-Atlântico

Organizador@s: Selina Patel Nascimento (Lancaster University, Reino Unido) Mariana P. Candido (Emory University, EUA) e Robson Pedrosa Costa (IFPE). 

Ementa: Apesar de uma vasta literatura sobre concubinato no mundo atlântico, reconhecemos que, até hoje, não foi possível desenvolver um conceito analítico concreto sobre a concubinagem, para além de sua aparência de relações não conjugais e assimétricas.

Este dossiê propõe reunir, pela primeira vez, pesquisadores e pesquisadoras sobre as múltiplas formas de concubinato no mundo luso-atlântico, com ênfase nas relações concubinárias no Brasil e na África durante os séculos XVIII e XIX. O objetivo é compreender como a concubinagem luso-atlântica se desenvolveu em um sistema temporal-regional que estruturava relações de gênero e contribuiu para a formação de um complexo global de concubinagem.

A seleção de artigos para este dossiê estará aberta a pesquisadores e pesquisadoras que trabalham com temas relacionados às variações de concubinato nas sociedades escravistas lusófonas no mundo atlântico, incluindo, mas não se limitando a:

  • Manifestações múltiplas de violência
  • Gênero, sexo e patriarcado
  • Racialismo
  • Acesso aos recursos de propriedade, status, sociabilidade, bens etc.
  • Direitos individuais e o Direito
  • Mobilidade (espacial, econômica ou social)
  • Sexualidade, intimidade e agência
  • [I]Legitimidade
  • Maternidade e domesticidade

De preferência, os artigos selecionados debaterão a utilidade do concubinato como conceito analítico e o seu significado como estrutura fundamental do colonialismo no mundo luso-atlântico.

Este dossiê busca contribuir para os debates sobre gênero e escravidão no mundo luso-atlântico, destacando a necessidade de revisitar os estereótipos e interpretações tradicionais sobre o concubinato com um olhar crítico. A ênfase no Brasil e na África lusófona também visa reunir historiografias dispersas sobre escravidão e gênero e incentivar um diálogo mais produtivo entre historiadores e historiadoras acerca dos fluxos de trocas de ideias, dos impactos de experiências e das resistências de grupos marginalizados, escravizados e racializados na construção do mundo atlântico. Ao explorar o concubinato através de uma lente global, pretende-se destacá-lo como uma oportunidade para dialogar e atualizar o campo historiográfico do concubinato colonial.

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Desassossego - USP

Qualis (2021-2024): B2

Prazo: 15 de novembro de 2026

Site: https://revistas.usp.br/desassossego/pt_BR/announcement/view/2061

Tema: A literatura para crianças e jovens no Brasil e em Portugal

Organizador@s: Ana Margarida Ramos (Universidade de Aveiro, Portugal), Francisco Topa (Universidade do Porto, Portugal), Marcia Arruda Franco (Universidade de São Paulo, Brasil), Paulo César Ribeiro Filho (Universidade de São Paulo, Brasil) e Sara Raquel Duarte Reis Silva (Universidade do Minho, Portugal)

Ementa: Os organizadores propõem o dossiê temático "A literatura para crianças e jovens no Brasil e em Portugal" com ênfase em reflexões teóricas sobre a natureza e a função da literatura infantil e juvenil do passado à contemporaneidade e na análise de obras de autores e/ou ilustradores brasileiros e portugueses produzidas nos últimos vinte a cinco anos. As abordagens podem variar conforme os seguintes eixos temáticos:

  • Temas, tendências e desafios da literatura para crianças e jovens no Brasil e em Portugal no século XXI;
  • O livro enquanto objeto: reflexões sobre a materialidade da arte destinada a crianças e jovens no Brasil e em Portugal;
  • Livros e leituras em ambiente escolar no Brasil e em Portugal no século XXI: acervos e políticas de acesso à arte literária;
  • Aspectos formais, temáticos e semânticos de obras literárias cross-age no Brasil e em Portugal;
  • Tendências, desafios e contradições da literatura cross-age no Brasil e em Portugal;
  • Literatura brasileira e portuguesa para crianças e jovens em perspectiva comparatista com a arte produzida nos países e comunidades de língua oficial portuguesa.

Além do dossiê temático, a Revista Desassossego conta com a recepção de texto em fluxo contínuo para a seção VÁRIA, para a qual recebemos artigos científicos relacionados à literatura e cultura portuguesas; e a seção OUTROS DESASSOSSEGOS, na qual publicamos textos poéticos e autorais inéditos enviados por nossos leitores. Ainda podem ser publicadas RESENHAS de livros editados nos últimos cinco anos ou ENTREVISTAS com nomes relevantes para a temática da revista.

Os artigos, resenhas e entrevistas relacionadas ao dossiê temático "A literatura para crianças e jovens no Brasil e em Portugal" serão recebidos até 15 de novembro de 2026. A publicação está prevista para maio de 2027.

 

 

Nome da Revista:  Revista Teoria e Cultura - UFJF

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: 15 de março a 15 de maio de 2026.

Site: https://periodicos.ufjf.br/index.php/TeoriaeCultura/announcement/view/1004

Tema: Drogas, Moralidade e Políticas Públicas: diferenças e convergências das experiências brasileira e portuguesa

Organizador@s: Paulo Fraga (UFJF), Ximene Rego (U. do Porto), Jorge Quintas (U. do Porto) e Luiz Cláudio Lourenço (UFBA)

Ementa:  A Revista Teoria e Cultura convida a comunidade acadêmica para a submissão de artigos originais, que integrem o dossiê temático Drogas, Moralidades e Políticas Públicas: diferenças e convergências das experiências brasileira e portuguesa

As substâncias psicoativas ilícitas ocupam um ponto de convergência crítico entre a saúde pública, o ordenamento jurídico, as políticas estatais e as dinâmicas de classe, espaço, gênero e raça. Longe de serem entidades essencialistas, sua relevância sociológica reside nas reações e significações que provocam em uma diversidade de atores e sistemas (Pin, 1972). Tal fenômeno exige uma lente interdisciplinar que articule saberes da Criminologia, Sociologia, Antropologia, Psicologia, Direito e Assistência Social, sob a égide dos Direitos Humanos (Bergeron, 2009).

Este dossiê busca analisar as tensões entre a urgência de abordagens baseadas em evidências e a persistência de vieses repressivos. No contexto brasileiro, embora o paradigma da Redução de Riscos e Minimização de Danos (RRMD) e as penas alternativas representem avanços, o cenário de encarceramento massivo — que atinge predominantemente jovens negros e negras de periferia (Fraga, 2012) — sinaliza contradições profundas. Paralelamente, a experiência internacional, como o modelo de descriminalização em Portugal, oferece um campo fértil para estudos comparados sobre os limites da regulação, o acesso à cannabis medicinal e as resistências institucionais à agência dos sujeitos que usam drogas.

Eixos Temáticos Sugeridos

Acolhemos trabalhos que dialoguem com os seguintes tópicos, em perspectivas nacionais ou comparadas:

  1. Regulação e Comportamento: Impactos das políticas de controle sobre as dinâmicas sociais, espaciais e individuais;
  2. Cannabis e Sociedade: O debate sobre o acesso medicinal, o autocultivo e as barreiras regulatórias;
  3. Direitos Humanos e Vulnerabilidades: O impacto das políticas de drogas sobre populações historicamente marginalizadas;
  4. Reformas Legislativas e Jurisprudenciais: Análise das mudanças recentes nas leis nacionais e seus efeitos práticos;
  5. Saúde e Cuidado: O paradigma da Redução de Danos frente às políticas de abstinência.

Orientações aos Autores

Prazo de Submissão:  De 15/03/2026 2 15/05/2026

Formatação: Os manuscritos devem seguir as normas e as diretrizes de seção da Revista Teoria e Cultura (disponíveis aqui: Submissões | Teoria e Cultura)

Idiomas: Serão aceitos trabalhos em Português, Francês, Espanhol e Inglês.

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Em Tese - UFMG

Qualis (2021-2024): A2

Prazo: 30/09/2026.

Site: https://periodicos.ufmg.br/index.php/emt/announcement/view/715

Tema: De Dante aos Buracos Negros: Poéticas do Ininteligível e a Crise da Representação da Ciência

Organizador@s: Danilo de Athayde (Universidade Federal de Minas Gerais/Universidade do Porto)

Ementa: Este número temático busca contribuições que operem na fronteira entre a Estética, a Epistemologia e os Estudos da Ciência. Interessam-nos trabalhos que demonstrem como o texto literário ou o objeto artístico pensa através da sua forma, produzindo inteligibilidade e oferecendo tradução ou fricção aos modelos oferecidos pela tecnociência.

Em Tese é um periódico eletrônico semestral do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários da UFMG dedicado a divulgar produções e pesquisas nas áreas de Estudos Literários e de Artes. Para além dos textos do dossiê, a revista aceita, em fluxo contínuo, textos inéditos que contemplem as áreas de Teoria da Literatura, Literatura Brasileira, Literaturas Clássicas e Medievais, Literaturas Estrangeiras Modernas, Literaturas de Língua Inglesa e Literatura Comparada.

Palavras-chave: Literatura, Artes e Ciência; Estudos de Ciência e Tecnologia (STS); Crise da Representação; Estética e Epistemologia; Visualização Científica

 

 

Nome da Revista:  Revista Tabuleiro de Letras - UNEB

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: 30 de junho de 2026

Site: https://www.revistas.uneb.br/tabuleirodeletras/announcement/view/741

Tema: Análise do discurso persuasivo

Organizador@s: Javier de Santiago Guervós, USAL/Espanha e Carla Severiano de Carvalho UNEB

Ementa: Fundado em 2006, o Programa de Pós-Graduação em Estudo de Linguagens da UNEB (PPGEL - UNEB) completa 20 anos em 2026. Ao longo dessas duas décadas, o PPGEL estrutura-se em uma Área de Concentração denominada Linguagens: práticas e contextos. A proposta investigativa dessa Área privilegia o estudo das práticas de linguagem, em seus distintos contextos, que se constituem em experiências, significados e valores de identidades que se expressam, sobretudo, nas margens da cultura dominante. A essa Área articulam-se duas Linhas de Pesquisa: 1) Leitura, Literatura e Cultura; e 2). Linguagens, Discurso e Sociedade.

A Linha de Pesquisa 2 tem sido um espaço central para investigações e produções no campo do discurso, da argumentação e de áreas afins. A partir de seus pressupostos teóricos específicos, a Linha 2 contempla projetos no âmbito dos estudos retóricos e dos processos argumentativos, sob a perspectiva da análise do discurso, das práticas discursivas e da diversidade linguística, tendo como horizonte comum a concepção da linguagem como uma prática que envolve atores sociais em interação discursiva, bem como os grupos aos quais pertencem.

Entretanto, as relações entre linguagens, discurso e sociedade têm experimentado transformações significativas nas últimas duas décadas, especialmente com o avanço das tecnologias digitais e dos ambientes midiáticos em rede. Práticas discursivas que antes se circunscreviam a espaços especializados, como os âmbitos acadêmicos, institucionais ou artísticos, expandiram-se para plataformas de comunicação massiva, reconfigurando modos de interação, construção de sentidos, produção de subjetividades e disputas simbólicas. Nesse cenário, intensificaram-se os processos de circulação, apropriação e ressignificação de discursos, bem como os mecanismos de persuasão, que operam em múltiplas esferas da vida social.

Diante desse panorama, este dossiê temático convida à reflexão sobre as múltiplas interseções entre discurso, persuasão e sociedade nos últimos 20 anos, considerando suas manifestações em contextos políticos, educacionais, midiáticos, culturais e tecnológicos. O dossiê propõe, portanto, os seguintes eixos preferenciais (ainda que não exclusivos):

  1. Persuasão e construção de subjetividades (Ethos discursivo em contextos políticos, científicos, acadêmicos ou culturais; processos de identificação e produção de consenso/dissenso; a persuasão como dispositivo de legitimação ou resistência);
  2. Retórica contemporânea e práticas argumentativas (Atualizações da tradição retórica clássica no cenário digital; argumentação sociodiscursiva - Amossy, Plantin, Maingueneau e casos aplicados; estratégias persuasivas em gêneros discursivos: debates públicos, entrevistas, artigos de divulgação, publicidade, linguagem jurídica, linguagem cidadã, etc.);
  3. Tecnologias, plataformas e ecologias discursivas (Plataformização do discurso - redes sociais, algoritmos, moderação; inteligência artificial generativa e novas formas de produção persuasiva; circulação transmidiática do discurso e seus efeitos argumentativos);
  4. Discurso, poder e políticas de representação (Persuasão e controle simbólico em democracias e contextos autoritários; estereótipos, alteridades e disputas identitárias; processos de censura, silenciamentos e controvérsias discursivas);
  5. Aprendizagem, pedagogia e práticas docentes (Persuasão no ensino de línguas e na comunicação acadêmica; alfabetização midiática e pensamento crítico em sociedades digitais; formação docente e construção argumentativa em sala de aula);
  6. Argumentação, cultura e modos de vida (Persuasão em narrativas culturais - cinema, literatura, séries, música; afetos, emoções e pathos na construção de verdades sociais; gêneros discursivos periféricos e resistências simbólicas).

As contribuições, em forma de artigos completos em português, espanhol ou inglês, devem ser originais e inéditas (não serão aceitas versões ou ampliações de trabalhos previamente publicados) e devem atender às condições de submissão e às diretrizes para autores da Revista Tabuleiro de Letras.

 

 

 

Nome da Revista:  Bakhtiniana. Revista de Estudos do Discurso – PUC/SP

Qualis (2021-2024):  A1

Prazo: 30 de junho de 2026

Site: https://revistas.pucsp.br/index.php/bakhtiniana

Tema: 60 anos de A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento (1965-2025)

Organizador@s: Sheila V. C. Grillo (Universidade de São Paulo / CNPq, Brasil) e Beth Brait (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo / Universidade de São Paulo / CNPq, Brasil)

Ementa: O livro de M. Bakhtin sobre François Rabelais, sem dúvida sua obra mais importante e mais mobilizada, tanto nos estudos linguísticos, discursivos, literários, quanto nas ciências humanas de maneira geral, foi recentemente retraduzido, a partir do russo, por Sheila Grillo e Ekaterina V. Américo: A obra de François Rabelais e a cultura popular na Idade Média e no Renascimento (1965-2025). É justamente esse duplo acontecimento que motiva a organização deste dossiê: comemorar os 60 anos da publicação da obra por M. Bakhtin e o lançamento da nova tradução.

Tendo esse mote como referência, os artigos a serem submetidos a este número devem se orientar pelos eixos temáticos explicitados em: https://drive.google.com/file/d/1H1ZtaN7DXWBeiNa_ERxt2I2M2VYJGcG4/view?usp=sharing.

 

 

Nome da Revista:  Revista ex aequo – APEM/Portugal

Qualis (2021-2024): B2

Prazo: 15 de maio de 2026

Site: https://exaequo-ojs.apem-estudos.org%20/exaequo/pt

Tema: Estudos de Género na Era Digital

Organizador@s:  Lina Coelho (CES/Universidade de Coimbra, Portugal) Eva Aguayo (CIFEX /Universidade de Santiago de Compostela, Espanha)

Ementa:

As tecnologias digitais estão a transformar as relações sociais, económicas e políticas, com implicações profundas para a igualdade de género. As ferramentas digitais, incluindo a IA, podem tanto promover a igualdade como intensificar as desigualdades de género. A subrepresentação das mulheres no setor tecnológico e a presença de preconceitos sexistas nas bases de dados são desafios a serem enfrentados. A economia digital os espaços virtuais e os ciberfeminismos oferecem novas formas de emancipação e resistência. Este dossiê visa explorar as transformações digitais e as suas implicações nas relações de género.

Possíveis temas incluem:

Transformação digital e desigualdades de género: Impactos no acesso à tecnologia e literacia digital.

Relações de género em espaços virtuais: Representações de género em redes sociais, jogos e comunidades online.

Inteligência Artificial: Desafios e Oportunidades: O impacto da IA nas relações de género e nas estruturas de poder.

Ciberfeminismo(s): Práticas e teorias feministas em resposta aos desafios digitais.

Outras propostas relacionadas ao tema são bem-vindas.

A ex aequo é uma revista interdisciplinar, publicada semestralmente desde 1999 pela APEM — Associação Portuguesa de Estudos sobre as Mulheres e Edições Afrontamento. A revista é avaliada por pares e visa avançar o conhecimento nas áreas de estudos feministas, de género e sobre as mulheres (https://exaequo-ojs.apem-estudos.org /exaequo/pt).

Submissão: Para submeter contributos, crie uma conta na plataforma OJS (exaequo OJS) e siga as instruções. Os artigos devem ser enviados no formato do template fornecido.

Prazo de submissão: 15 de maio de 2026

Publicação: Até dezembro de 2026

Mais informações no site da Revista ex aequo.

 

 

Nome da Revista: Catedral Tomada (CT), Revista de crítica literaria Latinoamericana -  Universidad de Pittsburgh- EUA

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 01 de julio de 2026

Site: https://catedraltomada.pitt.edu/ojs/catedraltomada/about/submissions    

Tema: FEMINISMOS CANINOS EN LA LITERATURA LATINOAMERICANA DEL SIGLO XXI

Organizador@s: Marta Pascua Canelo - Universidad de Alcalá - marta.pascua@uah.es,  Iris de Benito Mesa - Université de Lille - idebeme@gmail.com e Andrea Carretero Sanguino - Universidad Complutense de Madrid - ancarret@ucm.es

Ementa: La relación entre los movimientos feministas y la animalidad ha poblado cada vez con más fuerza el campo cultural latinoamericano durante las últimas décadas. Si históricamente las mujeres han sido vinculadas con lo animal de un modo negativo, las manifestaciones culturales más recientes están subvirtiendo esta analogía. Para la cultura patriarcal las mujeres comparten con los animales la vinculación con lo bajo, lo perverso, la amenaza, la indomesticación, la seducción y el pecado. Desde esta perspectiva, los lazos entre lo animal y lo femenino resultan claves para entender la construcción hegemónica del no-deber-ser de la mujer. Sin embargo, los feminismos de la cuarta ola han acudido a figuraciones de la animalidad femenina a fin de resignificar estos preceptos tradicionales. En este marco, nos centramos en aquellas propuestas que han explorado e interrogado los límites entre lo animal y lo humano desde una perspectiva de género.

       Los estudios animales tienen muchos puntos de conexión con los estudios feministas; el par jerárquico humano/animal ha sido tradicionalmente entendido como hombre/animal, en continuidad con los de hombre/mujer y cultura/naturaleza. En ese sentido, el carácter subalterno al que ha sido sometido el reino animal frente a la supuesta supremacía humana es análogo a aquel al que han sido sometidas las mujeres. En consecuencia, estas han sido históricamente asociadas a la naturaleza y particularmente al reino animal, de tal forma que han sido consideradas, por ende, “menos humanas”. En este contexto, diversas autoras han utilizado este paradigma como materia de subversión y resignificación desde la literatura feminista. Son numerosas, por ejemplo, quienes han apostado por la creación de figuraciones de perras de todo tipo, instalando en este híbrido humanimal y en las metáforas de lo canino una potente senda de los feminismos contemporáneos que combaten los estatutos tradicionales de lo humano y las diversas jerarquías y binarismos del régimen patriarcal.

      Textos como El coloquio de las quiltras (2024) de Lina Meruane, Perras de reserva (2022) de Dahlia de la Cerda, La perra (2017) de Pilar Quintana, El cielo de la selva (2023) de Elaine Vilar Madruga, Perras (2019) de Zel Cabrera o Casi perra (2023) de Leila Sucari no han dejado de alimentar progresivamente este nicho cultural, bien sea desde la propuesta de nuevas formas de parentesco y relación humano-animal o bien desde la asunción de una subjetividad o corporalidad canina. Por tanto, teniendo en cuenta que la animalidad es uno de los elementos constitutivos más recurrentes y relevantes en la construcción hegemónica y patriarcal de la identidad femenina, proponemos ahondar en los feminismos caninos apelando a esa resemantización que están experimentando términos como perra, zorra o lagarta en las expresiones literarias recientes.

    Desde este planteamiento, nos ubicamos en el punto de encuentro entre los estudios de género, la teoría feminista, los estudios críticos animales y el pensamiento interespecie. Con ello, pretendemos hacernos eco de la crítica antiespecista que se está integrando progresivamente en multitud de movimientos feministas, antirracistas o anticapitalistas, como un eje más al que atender desde una perspectiva interseccional y como un nuevo enfoque metodológico cada vez más relevante para la crítica y la teoría feminista.

Líneas temáticas:

Metamorfosis e hibridaciones humano-animales

Sexualidades perras: placeres y deseos abyectos

Parentescos multiespecie y diversidades afectivas

Activismos y/o reapropiaciones de lo animal desde las políticas feministas

Zorras, perras, víboras y lagartas: resignificaciones artivistas del vínculo mujer-animal

 

El envío de los artículos se debe realizar a través de nuestra página web:

 

 

Nome da Revista:  Revista Porto das Letras - UFT

Qualis (2021-2024):  A3

Prazo: 10 de junho 2026

Site:https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/announcement/view/469

Tema: Cornélio Penna: Intérprete Impensado do Brasil

Organizador@s:  Luiz Eduardo Andrade (UFAL) – luiz.andrade@fale.ufal.br, Simone Rossinetti Rufinoni (USP), Viviane Cristina Oliveira (UFT) e Júlio França (UERJ)

Ementa: Gostaríamos de convidá-los a submeterem uma contribuição ao dossiê "Cornélio Penna: Intérprete Impensado do Brasil", organizado no âmbito da Revista Porto das Letras (ISSN 2448-0819), periódico vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Letras da UFT, qualis A3.

Coordenado Luiz Eduardo Andrade (UFAL), juntamente com os colegas Simone Rossinetti Rufinoni (USP), Viviane Cristina Oliveira (UFT) e Júlio França (UERJ), este dossiê tem como objetivo reunir leituras renovadas sobre a produção literária, visual e biográfica de Cornélio Penna (1896-1958), celebrando seu legado como intérprete singular do Brasil. A iniciativa ocorre em um momento significativo: em 2024, completaram-se 70 anos da publicação de A menina morta (1954), e em 2028 serão 70 anos da morte do autor, cuja obra vem sendo progressivamente relida, republicada e redescoberta por pesquisadores nas últimas décadas.

A fortuna crítica de Cornélio Penna revela um autor incontornável para se pensar o modernismo brasileiro pós-1930. Seja pela atmosfera noturna e fantasmal de seus romances, seja pela abordagem de temas como a memória dos dispositivos coloniais, o trauma do patriarcado, a condição feminina, o fantasma da escravidão e o questionamento das formas literárias hegemônicas, sua obra se impõe como reflexão profunda sobre o país e sua literatura – muito além do "antiquário apaixonado".

Para este dossiê, são bem-vindas análises dos romances Fronteira, Repouso, Dois romances de Nico Horta  e A menina morta, bem como pesquisas sobre o arquivo biográfico e a produção visual do autor.

 Além de artigos, também aceitamos resenhas de livros e entrevistas que contribuam para ampliar o debate em torno de sua obra.

Prazos e informações importantes:

•          Submissões até: 10 de junho de 2026

•          Publicação prevista: setembro de 2026

•          Idiomas aceitos: Português, Espanhol, Inglês

•          Formato: artigo ou ensaio acadêmico (diretrizes disponíveis no site da revista)

•          Link para submissão e mais informações:

https://sistemas.uft.edu.br/periodicos/index.php/portodasletras/announcement/view/469

Será um prazer contar com sua contribuição para este número que será o primeiro dossiê já feito sobre a obra de Cornélio Penna.

Pedimos, por gentileza, que compartilhe esta chamada com outros colegas e grupos de pesquisa que possam ter interesse no tema.

Agradecemos desde já pela atenção e ficamos à disposição para quaisquer esclarecimentos.

 

 

 

 

Nome da Revista:  Fronteiraz – PUC/SP

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 10 de junho de 2026

Site: https://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/announcement/view/813

Tema: 50 anos do golpe militar na Argentina: literatura e experiência autoritária no Cone Sul

Organizador@s: Amanda Lacerda de Lacerda - Universidade Estadual de Campinas, Leonardo da Silva Claudiano - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Valéria Gomes Ignácio da Silva - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Ementa: Em 2026, completam-se 50 anos do golpe civil-militar que instaurou na Argentina um dos regimes mais violentos e sistemáticos de repressão política da história latino-americana. A efeméride convida não apenas à rememoração, mas à reflexão sobre as formas pelas quais a literatura tem se constituído como espaço privilegiado de denúncia, elaboração simbólica da violência e resistência ao apagamento imposto pelos Estados autoritários.

A tradição intelectual argentina voltada para a interpretação deste período e suas reverberações é amplamente reconhecida por meio do trabalho de autores como Beatriz Sarlo, Ricardo Piglia, Josefina Ludmer, Elizabeth Jelin, Nora Strejilevich, entre outros, que desenvolveram textos críticos, ensaísticos, testemunhais e literários sobre a memória e seus trânsitos pelo passado e o presente da ditadura militar.

As ditaduras do Cone Sul — Argentina, Brasil, Chile e Uruguai — revelam-se um território fértil para investigar os modos de inscrição da experiência histórica extrema na linguagem. A literatura latino-americana, com especial destaque a partir dos anos 2000, tem se debruçado sobre essa “nuvem insidiosa” (Sarlo, 2005, p.9) para dar-lhe contorno, atribuir-lhe um sentido que contribua para a compreensão do presente.

Nas obras de escritores como Félix Bruzzone, Nona Fernández, Marcelo Rubens Paiva, Renato Tapajós, Mário Benedetti, Fernanda Trías, Alejandro Zambra, Marta Dillon, entre outros, o real não se apresenta como dado transparente, mas como construção tensionada por traumas, silêncios, fragmentações e disputas de sentido. As diferentes formas do realismo — em suas variações, impasses e fraturas — operam como estratégias narrativas capazes de desmascarar o discurso do poder e reelaborar a memória traumática.

Este dossiê propõe reunir artigos que abordem a literatura como forma de denúncia e rememoração das ditaduras latino-americanas, considerando tanto obras produzidas sob o regime quanto aquelas elaboradas no pós-ditadura, quando a memória, o testemunho e a reescrita do passado se tornam campos centrais de disputa simbólica.

Neste número da Revista FronteiraZ, esperamos receber contribuições que problematizem e atualizem o debate sobre as representações do trauma relacionado às ditaduras latino-americanas. Nesse sentido, acolheremos propostas transdisciplinares que abordem as seguintes temáticas (mas não se limitam a):

- Cruzamentos entre história, memória, esquecimento, imaginação e afetos experienciados sob regimes ditatoriais via literatura e/ou outras artes;

- Aproximações entre obras literárias que realizam trabalho de memória, desde os anos 1960 até o presente, e os discursos institucional, jornalístico, cultural, entre outros, que produzem tensionamentos e releituras da história das ditaduras;

- Experiências de linguagem (escritas de si, montagem, biografia, ensaio, encenação, performance, dramatização etc.) na representação do trauma produzido pelas ditaduras do Cone Sul via literatura e/ou outras artes;

- Produções narrativas e/ou poéticas contemporâneas no âmbito dos relatos de filiação e das dinâmicas de transmissão geracional da experiência sob regimes autoritários;

- Abordagens comparadas entre literatura brasileira, argentina, chilena e/ou uruguaia a partir de uma perspectiva crítica e interdisciplinar.

 

 

Nome da Revista:  Revista Texto Poético – GT/Anpoll

Qualis (2021-2024): B1

Prazo: de 01/06/2026 a 30/09/2026.

Site: https://textopoetico.emnuvens.com.br/rtp/announcement/view/57

Tema: Motivos fúnebres na poesia contemporânea

Organizador@s: Fadul Moura (Universidade Federal de Minas Gerais), Joana Meirim (Universidade NOVA de Lisboa) e Rodrigo Barbosa (Universidade Federal de Lavras)

Ementa: A observação do circuito de publicações português e brasileiro dos últimos anos desperta nossa atenção para o fato de que autores e autoras com estilos e projetos poéticos muito diferentes vêm se dedicando à elaboração criativa de elementos fúnebres. Em Portugal, Jorge Sousa Braga, em O Novíssimo Testamento e Outros Poemas (2012), guia-nos até à morada fúnebre, o cemitério: “Quem passa o portão de ferro / do lado esquerdo estão os teus pais / e alguns irmãos No talhão de / cima a minha avó  e tu / numa sepultura simples”; Inês Dias, por sua vez, escolhe a casa como emblema do luto presente e futuro em Em caso de tempestade este jardim será encerrado (2011); já Manuel de Freitas renova um topos antigo ao concebê-lo como orientador de sua proposta em Ubi sunt (2014). No Brasil, Natália Agra deposita em Noite de São João (2020) um poema chamado sugestivamente de “Epitáfio”, texto que, longe de funcionar como uma celebração aos mortos, profere: “destruam logo esta casa,/ está cheia de fantasmas”; Marília Garcia empresta de Emmanuel Hocquard um novo conceito de elegia, dedicado não mais a “choramingar”, mas a “invoca[r] a memória / para trazer algum elemento para o presente” em Expedição: nebulosa (2023); por fim, Mariana Godoy estabelece um jogo entre as palavras inglesas “dead” e “daddy”, simulando no corpo do poema um tipo de ato falho que expõe a dor da perda do pai em Holograma (2023).

Em Que emoção! que emoção?, Georges Didi-Huberman (2016) observa que “as imagens transmitem, e ao mesmo tempo transformam, os gestos emotivos mais imemoriais”. No caso específico de elementos fúnebres, o conjunto das imagens acima demonstra uma inclinação da poesia do presente para tradições antigas – sem que, com isso, sejam reduzidas à replicação de fórmulas. Elegias, epitáfios e epigramas são estratégias clássicas de elaboração da perda. No entanto, quando retomadas por poetas do século XXI, não obedecem à mesma lógica operativa nem aos antigos princípios organizadores. A expressão de motivos fúnebres coloca em evidência que “o sentimento da morte, envolto, na intimidade dos seres, a todos os outros sentimentos, só pertence à consciência coletiva por uma espécie particular de fenômeno social”, como destaca Georges Duthuit (2009). Trata-se de uma estratégia que revela o luto como um trabalho dos vivos, forma pela qual podem instalar “um processo de interiorização do defunto”, segundo Françoise Dastur (2002). Quando elementos fúnebres são elaborados pela via estética da poesia contemporânea, simultaneamente transmitem e transformam o quadro geral dos gêneros e dos topoi literários, dando-lhes novas dicções históricas. Ora mergulhando no domínio íntimo ou familiar, como nos livros finais de Adília Lopes, ora realizando um salto para dimensões coletivas, como na obra poético-imagética de Leila Danziger, as expressões poéticas do luto demonstram um solo fértil para debate.

Diante do exposto, a presente chamada acolherá trabalhos dedicados a explorar formalizações estéticas do luto no contexto da produção poética brasileira e portuguesa dos últimos 25 anos. Essas poderão ter como norte algumas linhas a seguir:

Luto e história na poesia e nas artes;

Dramas interiores: dinâmicas subjetivas;

Gêneros e matérias fúnebres: atualizações;

Presenças espectrais, retornos intempestivos;

O luto na poesia: lamentação, consolação e reflexão.

 

 

Nome da Revista:  Manuscrítica: Revista de Crítica Genética - USP

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: 30 de junho de 2026.

Site: https://revistas.usp.br/manuscritica/pt_BR/announcement/view/2065

Tema: Teorias e críticas do arquivo

Organizador@s: Henrique Júlio Vieira (UFMG/U. Coimbra), José Francisco Guelfi Campos (UFMG) e Luiz Henrique Oliveira (CEFET-MG).

Ementa: “A história é a variação dos sentidos. [...] Não existe sequer um acontecimento, um fenômeno, uma palavra, nem um pensamento cujo sentido não seja múltiplo” (Gilles Deleuze, Nietzsche et la Philosophie).

Nas dissertações que integram a Genealogia da Moral [Zur Genealogie der Moral], Friedrich Nietzsche apresenta uma das mais instigantes questões sobre a produção do conhecimento: a história de uma “coisa” é a de quantas forças e quantos nomes assenhoram-se dela e interpretam-na. O mesmo pode-se dizer, por efeito, que uma palavra terá tantos sentidos quantos contextos e interpretações lhe sejam aplicadas.

As duas últimas décadas evidenciaram o interesse crescente pela temática do “arquivo” nas ciências humanas e nos estudos artísticos/literários, assim como em processos de criação nas diversas linguagens e suportes. Ao mobilizarem representações materiais e simbólicas de documentos, acervos, coleções e dispositivos de organização da informação, fazem do “arquivo” uma palavra que desliza de um campo a outro no pensamento contemporâneo.  Significando, por vezes, diferentes “coisas”, tornou-se um objeto teórico polissêmico,  não circunscrito  a uma única disciplina, à medida que se multiplicam os saberes e se diversificam as apropriações  do arquivo.

            O repertório atual sobre o tema é enriquecido pelas diversas contribuições dos campos das letras e artes, ciências humanas e sociais aplicadas, assim como de contextos plurais de produção de saber. Acreditamos, portanto, na constituição  de uma polifonia em torno  dessa palavra,  em que diferentes  vozes possam abordá-la sem que qualquer  delas se imponha como instância  de autoridade sobre as outras.

            Serão bem-vindas propostas que não somente apliquem a bibliografia, mas que apresentem uma abordagem metacrítica sobre teorias, métodos e interpretações do arquivo e dialoguem com os seguintes temas:

Teoria arquivística moderna e pós-moderna.

Princípios arquivísticos e tratamento documental: desafios práticos à teoria.

Interdisciplinaridade no processamento técnico de arquivos.

Noções de “documento”, “arquivo”, “documento arquivístico”, “documento de arquivo”, “ego-documentos”, dentre outras.

Transição digital de arquivos físicos/analógicos e documentos nato-digitais.

Curadoria, custódia e gestão documental na sociedade contemporânea.

Fundamentos éticos e jurídicos do trabalho arquivístico.

Teorias e críticas da edição de documentos: filologia, crítica textual e crítica genética.

Obras e processos de criação que teorizam esteticamente sobre o arquivo.

Críticas do arquivo no pensamento contemporâneo.

Epistemes não ocidentais, o viver comunitário e a teoria arquivística.

Estatuto do arquivo nos estudos históricos e (auto)(sócio)biográficos: fabulação, memória e informação.

O arquivo nos estudos linguísticos e discursivos (sincrônicos e diacrônicos).

 

 

Nome da Revista:  REVELL – Revista de Estudos Literários da UEMS – UEMS           

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: 01 de julho de 2026.

Site: https://periodicosonline.uems.br/REV/about/submissions

Tema: Poesia e imagem na literatura portuguesa dos séculos XX e XXI

Organizador@s: Rita Novas Miranda (Sorbonne Université), Joana Meirim (Universidade Nova de Lisboa) e André Luiz do Amaral (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul)

Ementa: Conforme aponta Rosa Maria Martelo (2012), podemos pensar dois modos predominantes de compreensão da imagem na poesia portuguesa a partir da década de 1960: um de cariz retórico e figural, amparado pelos usos da metáfora e ligado à noção de imagem mental; e outro mais associado aos experimentalismos, à materialidade do texto e à visualidade. Essas tendências, complementares e por vezes sobrepostas, remontam ao surgimento da própria ideia de modernidade poética em Baudelaire e Mallarmé. Seus efeitos são identificáveis em manifestações contemporâneas que exploram práticas interartísticas e pensam a poesia como campo expandido. Assim, este dossiê pretende reunir artigos que se preocupem com essas e outras formas de diálogo entre Poesia e Imagem na literatura portuguesa contemporânea.  

 

 

Nome da Revista:  Revista ContraCorrente - UEA

Qualis (2021-2024): B1

Prazo: 05/05/2026

Site: https://periodicos.uea.edu.br/index.php/contracorrente/announcement/view/79

Tema: Direitos Humanos, Memória(s) e História das lutas sociais na Amazônia

Organizador@s: Profa. Dra. Monica Dias de Araújo e Prof. Dr. Tiago Fonseca dos Santos, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, no Centro de Estudos Superiores de Tefé.

Ementa: edição de número 26 (2025.2) da Revista ContraCorrente será dedicada ao tema "Direitos Humanos, Memória(s) e História das lutas sociais na Amazônia", tendo como organizadores os professores: Profa. Dra. Monica Dias de Araújo e Prof. Dr. Tiago Fonseca dos Santos, do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, no Centro de Estudos Superiores de Tefé.

A chamada para o dossiê objetiva aglutinar pesquisas sobre temáticas inerentes ao campo dos direitos humanos, políticas públicas, diversidade e inclusão no contexto amazônico; a sociedade contemporânea vivencia grande tensão em relação aos direitos fundamentais, ao retrocesso de políticas públicas específicas para grupos sociais marginalizados, bem como de um gradual processo de dilapidação do Estado de Bem-Estar Social.

Assim, o presente dossiê convida aos pesquisadores/as e professores/as para somarem esforços no sentido de refletir sobre os direitos fundamentais em contexto amazônico no período contemporâneo; as lutas sociais por direitos; a implantação de políticas para pessoas com deficiência; a representatividade de pessoas historicamente invisibilizadas, problematizando o processo de exclusão/inclusão educacional e social.

Trabalhos para esta edição, sobretudo, nos seguintes temas serão bem-vindos:

Diversidade e inclusão;

Politicas linguísticas;

Educação Especial;

Educação Bilíngue de surdos;

Políticas Públicas;

Direitos humanos;

História e Memória de lutas populares;

Movimentos sociais na Amazônia.

Os trabalhos deverão ser enviados pelo sistema da revista, seguindo as diretrizes estipuladas, impreterivelmente, de 15/12/2025 a 05/05/2026 (prazo prorrogado), com previsão de publicação no segundo semestre de 2026.

*Dúvidas e outras informações, comunicar-se exclusivamente via internet, através do e-mail a seguir: contracorrente.uea@gmail.com

 

 

Nome da Revista:  Revista A palavrada - UFPA

Qualis (2021-2024): sem qualis

Prazo: 30 de setembro de 2026

Site: https://periodicos.ufpa.br/index.php/apalavrada/about/submissions#onlineSubmissions

Tema: Circulações do português na França: linguagem, literatura e artes

Organizador@s: Mireille Garcia (Sorbonne Université) e Luciane Boganika (Université Rennes 2)

Ementa: A afirmação “Yo vivo aquí, de tránsito, acordándome del porvenir” (Carpentier, 1953, p. 285) condensa, de modo exemplar, uma experiência de existência marcada pelo deslocamento e pela transitoriedade, que se projeta não apenas sobre o presente, mas, também, sobre a memória e sobre o futuro. Essa condição de trânsito atravessa sujeitos, narrativas e formas estéticas, configurando experiências de exílio, deslocamento, diáspora e errância que tensionam noções de pertencimento, território, identidade e cultura. A literatura, ao elaborar essas experiências, torna-se um espaço privilegiado de reflexão sobre vidas em movimento e a maneira de ser dos sujeitos moventes: o emigrado, o exilado, o renegado, o transplantado. Nesse contexto, emergem as formas literárias marcadas pelas mobilidades, sensíveis às problemáticas da desterritorialização e atentas às tensões produzidas pelos processos culturais derivados do exílio e da errância, voluntários ou forçados. Como observa Pizarro (2004), os processos culturais contemporâneos estruturam-se a partir da multiplicidade e da articulação de um espaço cultural dinâmico, associado a novas formas de relação entre indivíduos e culturas. Zilá Bernd (2010, p. 18), agrupa os conceitos de Deslocamento, Diáspora, Migrância/Errância, como mobilidades migratórias transculturais, e conceitualiza-os como as “várias possibilidades de deslocamento em que comunidades étnicas são compelidas ao trânsito, aos processos muitas vezes traumáticos de emigração/imigração”. Segundo Maria José de Queiroz (1998, p. 20): “o exílio vincula-se, por interação, ao largo espectro dos males da ausência. Vinculados à ideia de perda e desarraigamento”. Nesse sentido, no âmbito dos percursos literários americanos, delineiam-se horizontes possíveis de deslocamento do olhar, conforme elucida Pligia (2001), um deslocamento interpretativo em direção às margens, às bordas e às formas híbridas decorrentes da diáspora, fruto das migrações e das fricções culturais, do encontro com o Outro. A literatura, assim, não apenas representa o migrante, o diaspórico e o errante, mas dá visibilidade à multiplicidade de sujeitos e à pluralidade cultural. Para este dossiê, interessam-nos trabalhos que investiguem como narrativas e poéticas contemporâneas elaboram experiências de mobilidades como exílio, diáspora, errância, desterritorialização e reterritorialização, problematizando identidades em movimento. A revista A Palavrada, da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Pará, campus de Bragança, receberá artigos que dialoguem com essas questões, bem como resenhas, contos, poemas, traduções e crônicas, em português, inglês e espanhol. Os manuscritos devem seguir as diretrizes da revista, disponíveis em nosso site.

 

 

Nome da Revista:  Revista de Estudos Camonianos - Rede Camões na Ásia & África/PT

Qualis (2021-2024): sem qualis

Prazo: fluxo contínuo

Site:  https://camonianos.pt/sobre-a-revista/

Tema:

Organizador@s: Rede Camões na Ásia & África,

Ementa: A Revista de Estudos Camonianos (R.E.C.), em edição digital alojada em www.camonianos.pt, convida os pesquisadores, filiados academicamente ou independentes, a submeterem as suas propostas de artigos para o número 2, que sairá em fluxo contínuo ao longo do ano de 2026. Cada número anual considera-se completo no final do ano civil.

A R. E. C. publica trabalhos originais de investigação sobre camonística e estudos afins – literatura, história, retórica, biografia, humanidades, ciências, e artes visuais e cénicas dos séculos XV a XVII, Ásia e África portuguesas, e os modelos da Antiguidade e da Idade Média com relevância para o Renascimento.

A política editorial e as instruções de envio dos artigos constam deste site da Revista.

Os artigos, em português ou bilingues – em qualquer língua asiática ou africana desde que acompanhados pela versão portuguesa – serão publicados pela ordem de chegada e de revisão.

O título, resumo e palavras-chave dos artigos são propostos pelos autores em português, e traduzidos pela Redação numa língua asiática ou africana.

A Redação confirmará a boa receção das propostas de artigos no prazo de uma semana.

A Revista de Estudos Camonianos rege-se pelos mais exigentes padrões de qualidade, de integridade, e de originalidade. Todos os textos da secção «artigos» têm dupla revisão científica sob duplo anonimato. Outras secções incluem inquéritos, entrevistas, edição de fontes, traduções de textos históricos e literários, e recensões, para quais são também solicitadas propostas.

A política editorial e as instruções de envio dos artigos constam do site da Revista.

•          Os artigos, em português ou bilingues – em qualquer língua asiática ou africana acompanhados pela versão portuguesa – serão publicados pela ordem de chegada e de revisão.

•          O título, resumo e palavras-chave dos artigos serão propostos pelos autores em português, e traduzidos pela Redação numa língua asiática ou africana.

•          A Revista confirmará a boa receção das propostas de artigos no prazo de uma semana.

•          Cada número anual considera-se completo no final do ano civil.

A R.E.C. está em vias de indexação nos repertórios científicos de Humanidades, com efeitos retroativos.

Mais informações: https://camonianos.pt/sobre-a-revista/

 

 

Nome da Revista:  Brazilian Journalism Research - UnB

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: até 15 de julho de 2026.

Site: https://bjr.sbpjor.org.br/bjr/announcement/view/47

Tema: O jornalismo irreverente

Organizador@s: Maombi Mukomya (Université Libre de Bruxelles, Bélgica) e Jacques Mick (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil).

Ementa: A Brazilian Journalism Research tem o prazer de anunciar a chamada de trabalhos para o dossiê “O jornalismo irreverente”.

O jornalismo irreverente pode ser compreendido como uma forma de contrapoder essencial ao funcionamento das democracias contemporâneas, especialmente em contextos marcados pela desconfiança nas instituições políticas e midiáticas. Mais do que um estilo provocativo, trata-se de um conjunto de posicionamentos profissionais, estratégias editoriais e condições de exercício do ofício que questionam os fundamentos da autoridade jornalística, sua legitimidade social e sua relação com o poder.

Inserido na tradição do jornalismo combativo, o jornalismo irreverente se constrói em oposição a modelos associados à neutralidade ou à deferência às elites políticas, econômicas e culturais. Em contextos autoritários ou de crise estrutural do campo jornalístico, pode assumir relevância política e também caráter inovador, seja no plano editorial, seja no plano linguístico.

O dossiê convida pesquisadoras e pesquisadores a examinar as condições de emergência, persistência, resistência e resiliência do jornalismo irreverente; as trajetórias dos profissionais que se identificam com essa postura; as estratégias adotadas para desafiar diferentes formas de autoridade; bem como os riscos, restrições e formas de repressão enfrentadas. Também são bem-vindas contribuições que proponham avanços conceituais para a melhor definição e compreensão do fenômeno.

 

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Lusófona de Estudos Culturais – Uminho/PT

Qualis (2021-2024):  A4

Prazo: De 10 de março a 15 de maio de 2026

Site: https://rlec.pt/index.php/rlec/announcement/view/122

Tema: Colonialismo e Espaço Público: Memórias em Disputa

Organizador@s: Pedro Menezes (CECS, Universidade do Minho, Portugal), Alana Castro de Azevedo (CegeSoma/State Archives of Belgium, Bélgica) & Sebastian Zuñiga (CES, Universidade de Coimbra, Portugal)

Ementa: O colonialismo europeu costuma ser tratado como um período histórico, quer dizer, um capítulo com começo, meio, fim e fronteiras muito bem delimitadas. Contudo, uma análise mais atenta do fenômeno revela que o colonialismo se alastra para fora, para antes e para depois de si mesmo, com desdobramentos, ecos e legados que emergem após o suposto encerramento deste capítulo. Trata-se de um corpo de silhueta imprecisa e mutante que pode ser visto ainda hoje, convivendo com festas de independência que comemoram o fim oficial desse projeto (Mbembe, 2017).

É claro que o colonialismo tem consequências, que emergem tardiamente, após o suposto desaparecimento dos episódios que originaram tais resultados. Mas, quando dizemos que o colonial está entre nós — ou nós é que estaríamos entre ele, cercados por ele? — não nos referimos apenas a essas ondas, mas ao seu epicentro, ao marco zero de onde elas reverberam. Em outras palavras: não são só as consequências do colonialismo que se marcam em nossos dias, mas o colonialismo propriamente dito está aqui, agora.

O espaço público de antigas potências coloniais europeias e dos territórios que elas invadiram é marcado por um conjunto de traços simbólicos e materiais que remetem ao colonialismo: são monumentos, estátuas, edifícios, praças, ruas, bairros e toda sorte de equipamentos urbanos que, mais do que referir, celebram e afirmam a expansão colonial europeia e os seus legados (Peralta & Domingos, 2023). Parte desses traços foram construídos durante o período colonial e sobreviveram após o acreditado encerramento desse capítulo histórico, permanecendo no espaço público não por inércia ou esquecimento, mas por um ativo e deliberado trabalho de manutenção e atualização desses objetos e da façanha que exaltam. Entretanto, para além dessas reminiscências, cuja perpetuação até nossos dias é tudo menos acidental, é possível elaborar um extenso inventário de honrarias ao colonialismo erguidas após o fim oficial desse evento, quando pensávamos que a condenação desse empreendimento estava pactuada e pacificada (Guardião et al., 2022; Knudsen et al., 2021/2022).

Todavia, se essas reverências petrificadas são sempre visíveis, o mesmo não pode ser dito acerca da violência e da exploração inerentes ao projeto colonial europeu. Dito de forma explícita: os traços materiais e simbólicos persistem, mas a referência ao colonialismo não, ou não necessariamente. Nesses casos, menos do que figuras soltas recortadas contra a paisagem, esses totens coloniais se tornam a paisagem propriamente dita: escondida porque explícita, camuflada em sua onipresença.

Nos últimos anos, entretanto, ações diretas contra traços coloniais tornaram-se cada vez mais frequentes. Pululam notícias de derrubadas ou descaracterizações de estátuas, demandas por alterações na toponímia urbanas, abaixo-assinados pedindo a inauguração de placas informativas e campanhas voltadas à criação de anti- e contra-monumentos. Impulsionadas por grupos que visam o resgate de memórias até então invisibilizadas nas narrativas oficiais, tais ações não se dão sem encontrar resistências. Em resposta, erguem-se vozes que se apresentam como guardiãs dos valores, mitos e ideias propagadas por esses símbolos e que podem ser ouvidas nos mais diferentes setores da sociedade: do poder público, passando por associações formais, chegando até a grupos clandestinos de extrema-direita. O que anima essas posições antagônicas a entrar em confronto não é apenas nostalgia ou o saudosismo, mas um interesse pragmático em agendas candentes do século XXI, dado que a memória colonial — sempre em disputa — é estrategicamente instrumentalizada como uma instância de legitimação de discursos acerca de questões do presente (Haraway, 2013; Hobsbawm & Ranger, 1983; Quijano, 2000), principalmente no que se refere à migração e aos direitos de pessoas racializadas (Mbembe, 2017). Colocando em termos weberianos, há uma luta pelo monopólio da definição legítima do significado do colonialismo e, longe de ser um fim em si mesmo, esse confronto é uma parte de um todo formado por outros confrontos travados em torno da definição de outros conceitos: dizer o que é colonialismo é dizer o que é migração e, em última instância, é dizer o que é a Europa.

Objetivo do Número Temático

Esta chamada convoca artigos que discutam a relação entre colonialismo, espaço público e memória evidenciando de que maneira esses debates e ações se inscrevem em dinâmicas de disputa de poder entre narrativas dominantes e contra-hegemônicas. Procuram-se análises que considerem as controvérsias e conflitos em torno de traços coloniais no espaço público, bem como as respostas formuladas pelo poder público e pela sociedade civil, em diferentes contextos nacionais e políticos. Pretende-se também promover reflexões críticas sobre os modos pelos quais traços materiais do passado colonial são mobilizados e ressignificados por distintos atores sociais, passando a operar como plataformas para a articulação de discursos progressistas e/ou conservadores em torno de questões do presente.

Temas Sugeridos

São esperados trabalhos teóricos e empíricos, gerais, baseados em estudos de caso específico, comparativos e decorrentes de intervenções artísticas oriundos de diferentes áreas das humanidades, ciências sociais, artes e atividades criativas: comunicação, sociologia, antropologia, ciência política, história, geografia, estudos culturais, filosofia, arquitetura, urbanismo, patrimônio, linguagens artísticas e áreas afins, explorando questões como: 

Artivismo e memória colonial

Afinidades e tensões entre ativistas, artistas, sociedade civil, acadêmicos e poder público

Conflitos entre memória oficial e memórias alternativas

Espaço público entre memórias hegemônicas e contra-hegemônicas

Políticas de gestão, tombamento e patrimonialização de espaços públicos coloniais e suas controvérsias

Teorias, conceitos e debates anticoloniais, pós-coloniais e decoloniais

Continuidades e rupturas entre teorias anti, pós, decoloniais e tradições teóricas mais canônicas

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Desassossego - USP

Qualis (2021-2024): B2

Prazo: 01 de junho de 2026

Site: https://revistas.usp.br/desassossego/pt_BR/announcement/view/2061

Tema: Fernando Pessoa, 90 anos de posteridade

Organizador@s: Rui Sousa (Universidade de Lisboa, Portugal), Carlotta Defenu (Universidade de Parma, Itália), Maria Silva Prado Lessa (Universidade de São Paulo, Brasil)

Ementa: O mito de Fernando Pessoa é consensualmente reconhecido como um dos mais importantes da literatura em língua portuguesa, construído num ritmo de disseminação continuada ao longo do século XX por parte de sucessivas gerações de escritores, ensaístas, tradutores, intérpretes e biógrafos de diversas nacionalidades. Recentemente, António Sáez Delgado sugeriu que Pessoa pode considerar-se uma espécie de santo cultural, com apropriações pelos mais diversos meios, incluindo as artes plásticas, o cinema, a criação a partir da inteligência artificial e uma profusão de objetos de marketing. Este dossiê convida a uma análise do momento fundador de todo esse percurso, de acordo com duas vertentes que condicionam muito do que viria a ser o discurso dedicado ao poeta dos heterónimos.

Por um lado, interessa-nos abordar a etapa final da vida e da obra de Pessoa, com especial incidência para as peculiaridades criativas desse período e para o modo como nele as leituras interpretativas do poeta a respeito do seu próprio projeto autoral foram conhecendo novas configurações e sofrendo o influxo de novas linguagens. Nesse campo, destaca-se o número 17 da revista presença, de 1928, no qual Pessoa publicou a «Tábula Bibliográfica» que apresentava sinteticamente a sua obra, introduzindo pela primeira vez as noções de «obras heterónimas» e de «obras ortónimas», dando também a ver um pouco da sua interpretação sobre o que era de conservar da produção em nome próprio. Nos anos seguintes, o poeta daria a conhecer outros documentos vitais para a intervenção criativa na construção de uma posteridade, incluindo cartas célebres para João Gaspar Simões (11 de dezembro de 1931) e para Adolfo Casais Monteiro (13 e 20 de janeiro de 1935). É também este o momento de uma série de gestos e movimentos criativos e vivenciais, entre os quais a consolidação do projeto de Mensagem, o regresso ao plano do Livro do Desassossego, a produção do Barão de Teive, os esboços de romances policiais, o encontro e complexa interação com Aleister Crowley, a elaboração de leituras estruturantes sobre o drama em gente, o segundo romance com Ofélia, no qual escreveu algumas das mais insólitas cartas de amor, a escrita de parte dos seus textos sobre as condições de acesso à posteridade, com Heróstrato, o súbito interesse pelas quadras populares e uma profusão de textos políticos, incluindo os que criticaram os regimes de Mussolini, Hitler e Salazar.

Por outro lado, importa-nos investigar os primeiros anos da elaboração póstuma de Pessoa, reunindo também trabalhos que explorem o seu impacto na gestação poética dos nomes maiores da cultura portuguesa da segunda metade do século XX. O início do movimento de progressiva afirmação póstuma da sua figura pode ser visto em 1936, no número 48 da presença, em homenagem ao poeta recém falecido. Já no número seguinte, Casais Monteiro dava a conhecer a carta de 13 de janeiro de 1935, talvez o documento basilar de toda a mitologia pessoana desde então, acompanhando a publicação com uma nota crítica que revela as ambiguidades da recepção do que Pessoa ali transmite. Por volta de 1942, concentram-se alguns marcos editoriais e críticos decisivos, como a antologia Poesia de Fernando Pessoa, de Adolfo Casais Monteiro (1942; 1945), a primeira sequência de publicações promovidas pela Ática (1942-1946), a composição, por Mário Cesariny de Vasconcelos, de Louvor e Simplificação de Álvaro de Campos, longo poema escrito 1946 e publicado em 1953, e, finalmente, a edição da biografia de João Gaspar Simões, Vida e obra de Fernando Pessoa: história duma geração (1950).

Tendo em vista a etapa final da vida e da obra de Pessoa, na qual se consolidam as leituras interpretativas do poeta a respeito do seu próprio projeto autoral, e os primeiros anos da sua recepção póstuma, fundamentais para a construção do mito pessoano, serão aceitos artigos visando os seguintes eixos temáticos:

1.    Fernando Pessoa como editor de si mesmo: gestos finais de autoexegese, de autolegitimação e a construção da posteridade

2.    As primeiras leituras críticas e biográficas e a fundação do mito-Pessoa

3.    Pessoa nas gerações seguintes: apropriação e reescrita até os anos de 1950

4.    Reconfigurações contemporâneas da figura pessoana

5.    Articulações entre arquivo, edição e canonização autoral

6.    Mito e cultura de massas: apropriações visuais, cinematográficas e digitais e a fetichização do autor

Além do dossiê temático, a Revista Desassossego conta com a recepção de texto em fluxo contínuo para a seção VÁRIA, para a qual recebemos artigos científicos relacionados à literatura e cultura portuguesas; e a seção OUTROS DESASSOSSEGOS, na qual publicamos textos poéticos e autorais inéditos enviados por nossos leitores. Ainda podem ser publicadas RESENHAS de livros editados nos últimos cinco anos ou ENTREVISTAS com nomes relevantes para a temática da revista.

 

 

Nome da Revista:  Revista Convergência Lusíada - Real Gabinete Português de Leitura

Qualis (2021-2024): B1

Prazo: até 31 de dezembro de 2026

Site: https://convergencialusiada.com.br/rcl/announcement/view/24

Tema: Cartas, Leituras e Redes Poéticas: Correspondências Luso-Brasileiras no Século XX

Organizador@s: Solange Fiuza (UFG/CNPq) e Ida Alves (UFF/CNPq)

Ementa: Este dossiê propõe reunir estudos dedicados à correspondência entre poetas e críticos brasileiros e portugueses ao longo do século XX, compreendendo a carta como espaço privilegiado de reflexão estética, negociação intelectual e construção de vínculos literários entre os dois países. Mais do que simples documentos biográficos, as correspondências constituem arquivos decisivos para a compreensão das dinâmicas de leitura, circulação e legitimação da poesia em língua portuguesa.

Interessa-nos examinar de que modo a troca epistolar entre poetas e críticos contribui para a revisão da história literária das relações poéticas Brasil–Portugal no século XX, iluminando processos que muitas vezes escapam aos discursos críticos consolidados e às narrativas historiográficas mais estáveis. As cartas revelam debates em formação, juízos provisórios, afinidades eletivas, dissensos estéticos e estratégias de inserção no campo literário, permitindo uma leitura mais matizada dessas relações.

O dossiê acolhe artigos que abordem, entre outros aspectos:

a correspondência entre poetas e críticos brasileiros e portugueses como espaço de diálogo estético, crítico e institucional;

o papel das cartas na reavaliação de interpretações consagradas sobre influências, filiações e rupturas entre as poesias brasileira e portuguesa no século XX;

as formas de leitura e avaliação mútua de poetas brasileiros e portugueses expressas em cartas trocadas diretamente ou dirigidas a terceiros (editores, críticos, escritores, instituições culturais);

os modos como as correspondências registram tensões, negociações e assimetrias nas relações literárias luso-brasileiras;

outros aspectos revelados pelos arquivos epistolares, como redes de sociabilidade intelectual, circulação de livros e revistas, mediações críticas, projetos editoriais, censura, exílio, amizade e rivalidade literária.

Ao privilegiar abordagens que articulem análise textual, crítica genética, história literária e estudos de arquivo, este dossiê busca contribuir para uma compreensão mais complexa das relações poéticas entre Brasil e Portugal, destacando o papel das correspondências na construção e na reconfiguração do campo literário em língua portuguesa no século XX.

 

 

Nome da Revista: Pandaemonium Germanicum - USP

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: 30 de maio de 2026

Site: https://revistas.usp.br/pg/pt_BR/announcement/view/2043

Tema: Afropolitanismo. A literatura afro-diaspórica alemã e as demais literaturas afrodescendentes – diálogos críticos

Organizador@s: Catarina Caldeira Martins - catarina.martins@fl.uc.pt, Erica Schlude Wels - eswels@letras.ufrj.br e Cleydia Regina Esteves - cleydia@letras.ufrj.br

Ementa: É na década de 1980 que as pessoas afrodescendentes na Alemanha começam a identificar-se como afro-deutsche Community (Eggers, 2006). A designação Afro-Deutsche foi incentivada pela poeta feminista afro-americana Audre Lorde para mulheres negras, de ascendência africana ou afro-americana, que tinham nascido na Alemanha, mas se sentiam excluídas naquela sociedade por motivos racistas. Na mesma época, teve lugar a publicação do volume Farbe bekennen. Afro-deutsche Frauen auf den Spuren ihrer Geschichte (1986), organizado por May Opitz, Katharina Oguntoye e Dagmar Schultz, Trata-se de uma coleção de estudos sobre a História das afrodescendentes na Alemanha desde a época colonial, complementada por registos autobiográficos e entrevistas. Hoje, proliferam escritores negros e, sobretudo, escritoras negras que escrevem em alemão, constituindo já um campo de estudos que se insere nos Black Studies, em geral, bem como nos Black Studies in Europe. Dentre entre eles/as, destaca-se a já falecida poeta May Ayim (1960-1996), com o livro de poesia blues in schwarz weiss, publicado em 1995, bem como a prosaísta Sharon Dodua Otoo, que venceu o Ingeborg-Bachmann-Preis em 2016, com o texto Herr Gröttrup setzt sich hin. O seu romance Adas Raum (2021) consolida-a como figura de proa nesta literatura.

 

 

Nome da Revista:  DADOLIN: Línguas e Literaturas – UNTL/Timor Leste

Qualis (2021-2024): sem qualis

Prazo: 30 de abril de 2026 

Site: https://dadolinuntl.com/index.php/rev/announcement/view/5

Tema: Português como língua pluricêntrica: desconstrução de conceitos e legitimação de línguas-culturas

Organizador@s: Prof. Roberval Teixeira e Silva (Universidade de Macau / Cátedra UNESCO PLM), Prof. Caio César Christiano (Universidade das Bahamas/ Instituto Guimarães Rosa), Profa. Tânia Ribeiro Marques (Universidade de São José / CLUP) e Profa. Camila Oliveira Macêdo (Universidade de São José / Instituto Guimarães Rosa)

Ementa: O contexto sociocultural contemporâneo, globalizado, superdiverso, multilíngue e pós-colonial, tem obrigado a sociedade em geral e a academia, em especial, a rever conceitos e perspectivas forjadas nos séculos XIX e XX. Uma das mais fundamentais revisões repousa sobre o conceito de língua. O conceito monolítico de língua tem sido desafiado por novas perspectivas que a veem como prática social dinâmica, híbrida e situada, refutando noções fixas de pureza e com centros normativos únicos. Esta edição da DADOLIN: Línguas e Literaturas busca oferecer uma plataforma aberta para reflexões teórico-práticas cujo eixo norteador gire em torno da concepção do Português como Língua Pluricêntrica, que legitima todas as variedades linguísticas e culturas geradas em diferentes contextos de língua portuguesa no mundo.

O dossiê abre espaço a textos de linguística, linguística aplicada, tradução, estudos literários e culturais, que contribuam para aprofundar temas como:

Discussão do conceito de pluricentrismo: revisões e implicações teóricas e práticas;

Constituição histórica do pluricentrismo em português;

Difusão e promoção da língua portuguesa no mundo;

Ensino e formação de professores no contexto da diversidade da língua portuguesa;

Inovações tecnológicas e aplicações da inteligência artificial no ensino e na avaliação, orientados pelo/para o pluricentrismo;

Processos de avaliação e certificação de proficiência em língua portuguesa;

Políticas linguísticas;

Estudos identitários;

Literaturas em língua portuguesa;

Tradução e mediação intercultural;

Linguagem e poder: decolonialidade e preconceito linguístico;

Descrição do português pluricêntrico;

Outros temas e áreas aplicadas e teóricas que estudam a língua portuguesa, sublinhando a perspectiva pluricêntrica.

Os editores deste dossiê convidam os participantes das edições do PLURI-2022, 2023 e 2025 e interessados em geral a submeter as suas propostas.

Os editores deste dossiê convidam os participantes das edições do PLURI-2022, 2023 e 2025 e interessados em geral a submeter as suas propostas.

Mais informações: https://dadolinuntl.com/index.php/rev/announcement/view/5

 

 

Nome da Revista:  Revista Teresa - USP

Qualis (2021-2024): B1

Prazo:  11 de maio de 2026

Site: https://revistas.usp.br/teresa/pt_BR/announcement/view/2049

Tema: Tradução, Circulação e Recepção da Literatura Brasileira no Espaço Internacional

Organizador@s: Cilaine Alves Cunha, Jefferson Agostini Mello, Šárka Grauová.

Ementa: A revista Teresa, publicação do Programa de Pós-Graduação em Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo, espera receber contribuições para o seu próximo número, conforme especificações abaixo. Solicitamos aos autores e autoras que, ao enviarem os manuscritos, observem e respeitem rigorosamente as normas de publicação expostas neste site, na seção “Submissões”. O prazo para envio de trabalhos é 11 de maio de 2026. Aceitamos artigos e resenhas de doutores e doutorandos. Recebemos também resenhas de mestrandos.

O número 24 da revista Teresa dedica-se à investigação dos processos de tradução, circulação e recepção, no espaço internacional, da literatura produzida no Brasil ao longo de sua história. Roger Chartier afirma que a mobilidade das obras literárias no tempo e no espaço implica transformações em seus textos. Os diferentes suportes materiais, os contextos históricos e culturais de circulação, os modos de edição, organização e hierarquização do conteúdo, os públicos leitores e as adaptações para outros campos artísticos são fatores que, segundo o autor, incidem sobre a produção de sentido do texto literário. Chartier destaca ainda as desigualdades persistentes na circulação das traduções ao longo da história e em sua distribuição geográfica, bem como a impossibilidade de coincidência plena entre um mesmo enunciado na língua de partida e na língua de chegada. A tradução configura-se como uma relação de “hospitalidade linguística que acolhe o outro e ao mesmo tempo reconhece a diferença entre o próprio e o estrangeiro” (CHARTIER, Editar e traduzir: mobilidade e materialidade dos textos – séculos XVI-XVIII, 2022).

Ao tratar do “vínculo placentário” das literaturas latino-americanas canônicas com as literaturas europeias, Antonio Candido ressalta que a maior capacidade de difusão dos bens artísticos e culturais dos países economicamente dominantes, aliada ao poder de suas línguas, contribui para que estes exerçam maior força de ação sobre as literaturas dos países economicamente considerados periféricos. Na relação estabelecida com as literaturas europeias, as obras latino-americanas tendem, para ele, ora à imitação servil, ora à apropriação crítica ou ao refinamento de modelos artísticos importados (CANDIDO, “Literatura e subdesenvolvimento” in A educação pela noite & outros ensaios, 1993).

Em diálogo com essa reflexão, Pascale Casanova argumenta que, desde o século XVIII, o centro do espaço literário internacional deslocou-se da Espanha e da Itália para outras regiões da Europa, em especial a França, que passou a impor modelos, formas e procedimentos artísticos às literaturas dos demais países. O domínio europeu, embora marcado por rivalidades internas, foi legitimado por um capital simbólico fundado na antiguidade de sua tradição e na pretensão de universalidade, sustentado por diversos agentes do mercado mundial de bens culturais. Para Casanova, em contextos de descolonização conduzida por descendentes europeus – que tendiam, inicialmente, ao apagamento da cultura popular e da diversidade étnico-cultural –, as lutas por independência produziram rupturas com a metrópole baseadas na crítica ao Antigo Regime, ao mesmo tempo que preservaram heranças culturais, religiosas e linguísticas europeias. A autora observa ainda que os modelos literários europeus consagrados se autonomizaram das questões históricas e sociais de seus contextos de origem. Em contraste, as literaturas “dominadas” relacionam-se com esses modelos por meio de reações diversas, buscando a diferenciação local e privilegiando temas ligados às contradições sociais internas. Ao evidenciar as desigualdades na circulação de bens culturais e valorizar autores “ex-cêntricos”, essa perspectiva sustenta que tal processo possibilitou tanto o uso do patrimônio literário metropolitano quanto a emergência de revoluções literárias inesperadas (CASANOVA, A república mundial das letras, 2002).

Por meio da metáfora “literatura anfíbia”, Silviano Santiago propõe que, nos séculos XX e XXI, as obras mais significativas da literatura brasileira articulam os princípios das vanguardas estéticas europeias com a problematização das heranças do passado colonial e escravocrata, bem como dos regimes autoritários da vida republicana brasileira. Essas obras tendem a dramatizar os problemas estruturais da sociedade brasileira e sua inserção no contexto global. Contudo, segundo o autor, esse duplo movimento nem sempre desperta o interesse do leitor estrangeiro oriundo de países economicamente dominantes, mais habituado à separação entre estética e política. Tal leitor tenderia a privilegiar, de um lado, obras brasileiras que denunciam a miséria local em registro próximo ao jornalístico e, de outro lado, aquelas que formalizam uma hipotética “pureza estética”, tematizando dramas humanos, mas elidindo as tensões sociais e políticas do país (SANTIAGO, “Uma literatura anfíbia” in Alceu, v. 3, n. 5, 2002).

Diante desse quadro, a revista Teresa selecionará artigos que discorram sobre a tradução, a circulação e a recepção de obras da literatura brasileira no estrangeiro, considerando, entre outros, os seguintes aspectos:

1. Os interesses (ou desinteresses), motivações e ações de escritores da literatura brasileira voltadas para a promoção de suas obras no âmbito internacional, bem como os agentes envolvidos nesse processo.

2. Os gêneros, formas e procedimentos artísticos que favorecem ou dificultam a circulação internacional de obras da literatura brasileira.

3. Os modos pelos quais escritores brasileiros mobilizam o legado literário e linguístico nacional em articulação com heranças estrangeiras; e, em sentido inverso, se há e quais são os processos pelos quais obras e aspectos da literatura brasileira são apropriados por produções literárias ou pela crítica estrangeira.

4. Os valores predominantes nas culturas de recepção que contribuíram para a circulação de determinadas obras da literatura brasileira no exterior.

5. As traduções, adaptações ou transformações de textos literários brasileiros no espaço internacional, considerando, com Pierre Bourdieu, que a obra traduzida pode não transportar seu contexto histórico e social (BOURDIEU, “As condições sociais da circulação internacional das ideias” in Enfoques, v. 1, n. 1, 2002).

6. As marcas deixadas por críticos, editores, revisores, impressores, encadernadores e livreiros nos suportes materiais de obras literárias do Brasil e seus efeitos na recepção por leitores estrangeiros.

7. As condições materiais e as políticas institucionais que favorecem a circulação internacional da produção literária brasileira ontem e hoje.

 

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Letras Raras - UFCG

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: até 30 de maio de 2026

Site: https://revistas.editora.ufcg.edu.br/index.php/RLR/announcement/view/69

Tema: Entre Memória e Identidade: Reescritas do Passado na Literatura Portuguesa Contemporânea

Organizador@s: Profa. Dra. Ayanne Almeida - Universidade Estadual da Paraiba
Profa. Dra. Maria do Socorro Pereira de Almeida - Universidade Federal Rural de Pernambuco

Ementa: Este dossiê propõe uma reflexão crítica sobre as múltiplas formas como a literatura portuguesa contemporânea revisita e reescreve o passado, numa perspetiva de construção identitária, memória coletiva e reconfiguração do presente. Autores como Lídia Jorge, António Lobo Antunes, Valter Hugo Mãe e Dulce Maria Cardoso têm articulado, em diferentes géneros e estilos, narrativas onde o trauma histórico, a herança colonial, a ditadura e as transições democráticas emergem como temas centrais. A literatura torna-se, assim, um espaço de reinscrição crítica da história, mas também de resistência simbólica e de projeção utópica. Pretende-se reunir estudos que analisem como estes textos reconfiguram os discursos históricos, interpelam a noção de verdade e desafiam a linearidade temporal, contribuindo para uma compreensão plural da memória literária portuguesa.

 

 

Nome da Revista:  Revista Gragoatá - UFF

Qualis (2021-2024): A2       

Prazo: FLUXO CONTÍNUO

Site: https://periodicos.uff.br/gragoata/about

Tema:

Organizador@s:

Ementa: A partir do número 59, de 2022, a Gragoatá passa a publicar na modalidade de publicação contínua e, no número 60 inicia a seção Varia, com artigos de tema livre dentro dos Estudos de Linguagem e dos Estudos de Literatura, recebendo artigos em Preprint que, após aprovados, são publicados na modalidade de publicação contínua, integrando o número correspondente ao lado dos dossiês temáticos. A seção recebe submissões em fluxo contínuo, independentemente das chamadas para os dossiês temáticos, e os artigos seguem as normas gerais da revista.

 

 

Nome da Revista:   Revista de Estudos Acadêmicos de Letras - UNEMAT

Qualis (2021-2024): B3

Prazo: FLUXO CONTÍNUO

Site: https://periodicos.unemat.br/index.php/reacl/announcement

Tema:

Organizador@s:

Ementa: A Revista de Estudos Acadêmicos de Letras é, a partir de 2023, um periódico de publicação contínua, ou seja, assim que um artigo passa por todo o processo editorial e é finalizado, é publicado imediatamente. Deste modo uma única edição fica aberta no decorrer do ano vigente e se encerra no mês de dezembro.

 

 

Nome da Revista:  Revista SóLetras - UERJ

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: 1º de maio de 2026.

Site: https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/announcement

Tema: Dossiê Comemorativo – 10 anos do Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística

Organizador@s: Prof. Dr. Marcos Luiz Wiedemer (UERJ/CNPq/FAPERJ), Prof. Dr. Paulo César de Oliveira (UERJ/CNPq/FAPERJ), Prof. Dr. José Sueli de Magalhães (UFU/CAPES)

Ementa: O Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPLIN), vinculado ao Departamento de Letras da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ), celebra, em 2026, uma década de atividades acadêmicas. Para marcar essa trajetória, o presente dossiê temático é voltado à valorização do percurso acadêmico do programa, à consolidação de suas linhas de pesquisa e à projeção de seus caminhos futuros. A proposta tem como finalidade, ainda, contribuir para os processos de avaliação interna e externa, destacando a relevância científica, formativa e social do PPLIN. Este dossiê comemorativo propõe reforçar os eixos formativos e de pesquisa do programa, reunindo contribuições de docentes e discentes que reflitam a diversidade e a solidez dos estudos desenvolvidos ao longo da última década. Pretende-se, com isso, sistematizar parte da produção intelectual vinculada ao PPLIN e apresentar um panorama representativo da atuação de seus pesquisadores.

 

 

Nome da Revista:  A cor das letras - UEFS

Qualis (2021-2024): A3

Prazo:  Até 30 de abril de 2026.

Site: https://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/Chamadas

Tema: Argumentação Multmodal

Organizador@s: Isabel Cristina Michelan de Azevedo (Univesidade Federal de Sergipe) E Márcia Souza Maia e Araujo (Universidade Estadual de Feira de Santana, Instituto Federal da Bahia)

Ementa: Esta chamada para publicação de artigos para um número especial, pretende promover diálogo entre estudos sobre argumentação multimodal, considerando diversas perspectivas, de modo a se pensar a natureza da multimodalidade e promover a discussão teórica e a análise de práticas argumentativas em sociedade. As pesquisas no campo da argumentação multimodal apontam diferentes caminhos e impõem desafios essenciais para a reconstrução e a análise do significado construído por distintas modalidades. Nesse contexto, o esforço analítico perpassa posições teóricas e metodológicas, mobilizando várias articulações entre novas tendências e teorias tradicionais de argumentação e de interpretação verbal. Assim, são bem-vindos artigos que se orientam pelas correntes e tendências de pesquisa acerca da argumentação multimodal, bem como se debruçam sobre as ferramentas teórico- metodológicas de análise argumentativa nesse complexo campo.

 

 

Nome da Revista:  Signótica - UFG

Qualis (2021-2024): B1

Prazo: 30 de maio de 2026

Site: https://revistas.ufg.br/sig/announcement/view/1179

Tema: A educação literária no Brasil e em Portugal

Organizador@s: Flávio Camargo (UFG) e Carlos Ceia (UNL – Portugal)

Ementa: A proposta deste dossiê surge de inquietações diversas relacionadas à educação literária no Brasil e em Portugal, de modo a reunir um conjunto de reflexões que envolvam o ensino de literatura e a formação (inicial e continuada) de professores. Nesse sentido, o dossiê acolherá artigos que abordem questões relacionadas ao ensino de literaturas de língua portuguesa, com ênfase na recepção literária em contextos escolares e extraescolares; ao ensino e à formação de leitores; às práticas de leitura e/ou às abordagens metodológicas do texto literário em sala de aula; à formação inicial e continuada de professores de literatura, com foco nos processos formativos nos cursos de Letras e nos desafios enfrentados, decorrentes de uma formação considerada deficitária tanto no ensino básico quanto no ensino superior.

 

 

Nome da Revista:  Revista Brasileira de Linguística Aplicada - UFMG

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: 31 de outubro de 2026.

Site: https://periodicos.ufmg.br/index.php/rbla/announcement

Tema: EDUCAÇÃO LINGUÍSTICA EM LÍNGUAS ADICIONAIS NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO BÁSICO DA AMÉRICA LATINA: FORMAÇÃO DOCENTE, AVALIAÇÃO E POLÍTICAS LINGUÍSTICAS EM PERSPECTIVA CRÍTICA

Organizador@s: Juliana Reichert Assunção Tonelli (Universidade Estadual de Londrina, Brasil), Gladys Quevedo-Camargo (Universidade de Brasília, Brasil), Sandra Regina Buttros Gattolin (Universidade Federal de São Carlos, Brasil)

Ementa: Nas últimas décadas, a educação linguística na infância tem se consolidado como campo relevante de investigação e intervenção no âmbito da Linguística Aplicada. Ainda assim, a inserção de línguas adicionais nos anos iniciais do Ensino Básico permanece marcada por desigualdades de acesso, fragilidade de políticas públicas, lacunas na formação docente e tensões entre demandas sociais, econômicas e educacionais.

Historicamente, o ensino de línguas adicionais para crianças tem se desenvolvido de modo desigual, especialmente em sistemas públicos de ensino, frequentemente caracterizado por iniciativas isoladas, ausência de diretrizes oficiais consolidadas e necessidade de formação docente específica. Ao mesmo tempo, a crescente complexidade sociocultural das sociedades contemporâneas tem ampliado a demanda por formações linguísticas plurilíngues, interculturais e socialmente comprometidas.

No contexto latino-americano, tais desafios se articulam a processos históricos, políticos e sociais que impactam diretamente a implementação, a legitimação e a expansão do ensino de línguas adicionais na infância. Nesse cenário, torna-se fundamental promover debates que articulem educação linguística, políticas linguísticas e formação docente sob perspectivas críticas, plurilíngues e socialmente comprometidas.

Este dossiê tem como objetivo reunir artigos que discutam a educação linguística em línguas adicionais nos anos iniciais do Ensino Básico em contextos latino-americanos, contemplando diferentes abordagens teóricas e metodológicas e problematizando desafios contemporâneos da área. São especialmente bem-vindas contribuições que dialoguem com temas como formação inicial e continuada de professores, avaliação da aprendizagem em línguas adicionais, políticas linguísticas educacionais, educação bilíngue e plurilíngue, perspectivas críticas e decoloniais, multiletramentos, multimodalidade e práticas pedagógicas inovadoras.

A Revista Brasileira de Linguística Aplicada recebe artigos em português, espanhol ou inglês, priorizando aqueles que apresentem contribuições originais para a área de Linguística Aplicada. Para fazer sua submissão, fique atento às normas da revista e aos documentos suplementares exigidos, detalhadas e detalhados na aba “Submissão”.

 

 

Nome da Revista:   Revista literária Scripta Alumni - UNIANDRADE

Qualis (2021-2024): B2

Prazo: até 22 de abril de 2026

Site: https://revista.uniandrade.br/index.php/ScriptaAlumni/about/submissions

Tema: Arquivos do futuro — Escritas que antecipam o amanhã

Organizador@s:

Ementa: Para o v. 29, n. 1, serão aceitos artigos que atendam ao tema “Arquivos do futuro — Escritas que antecipam o amanhã”. Diante dessa temática, a Scripta Alumni acolherá textos críticos, ensaios teóricos e análises literárias que dialoguem com o arquivo como espaço de criação e antecipação, evidenciando como cartas, diários e registros — reais ou imaginados — atuam simultaneamente como testemunhos do presente e projeções do amanhã. A chamada é suficientemente ampla e aberta, buscando reunir diferentes perspectivas e abordagens que mostrem como a literatura, em sua dimensão documental e ficcional, é capaz de imaginar, problematizar e inscrever futuros.

O argumento é que a literatura não se limita a registrar o presente: ela projeta futuros, simula temporalidades e problematiza o que ainda não ocorreu. Portanto, o próximo número da Scripta Alumni propõe refletir sobre a escrita como arquivo do amanhã, investigando como textos literários e documentos pessoais — diários, cartas, agendas e registros de vivência, sejam reais ou ficcionais — atuam como dispositivos de antecipação temporal e invenção narrativa. O arquivo, nesse sentido, não deve ser compreendido apenas como depósito de informações, mas como instrumento estético, cognitivo e crítico, capaz de tensionar o tempo e abrir espaço para a imaginação de futuros possíveis. Convidamos contribuições que explorem a multiplicidade de formas pelas quais a literatura e a prática documental se tornam lugares de projeção e experimentação. Cartas e diários, por exemplo, podem ser lidos como espaços de inscrição de desejos, medos e projetos que ultrapassam o presente imediato, configurando narrativas do ainda não acontecido e produzindo formas singulares de subjetivação e memória. Obras como os diários de Franz Kafka ou as correspondências de Clarice Lispector, por exemplo, revelam como a escrita íntima pode se tornar um campo de antecipação, em que o futuro é imaginado, ensaiado ou mesmo temido.

Também interessam reflexões sobre arquivos ficcionais e experimentais, como aqueles criados por escritores que constroem inventários, listas ou relatórios para simular futuros possíveis. Basta lembrar Italo Calvino, em Se um viajante numa noite de inverno, ou Jorge Luis Borges, em seus catálogos e enciclopédias imaginárias, para perceber como o arquivo pode ser transformado em experiência narrativa, tensionando temporalidades e perspectivas. Esses dispositivos literários não apenas organizam o mundo, mas o reinventam, criando universos em que o futuro se torna matéria estética. Do ponto de vista teórico, o conceito de arquivo pode ser explorado em diálogo com autores como Michel Foucault, Jacques Derrida ou Giorgio Agamben, que problematizaram sua função como dispositivo de poder, memória e inscrição. Nesse sentido, uma referência é Derrida, com sua obra Mal de Arquivo, em que discute como o ato de tentar preservar informações é sempre atravessado por uma pulsão de futuro, uma promessa de continuidade e, ao mesmo tempo, uma ameaça de esquecimento. A literatura, ao reconfigurar o arquivo, transforma documentos do presente em metáforas, premonições ou experimentos temporais, abrindo espaço para leituras críticas que articulam estética e política. Nesse contexto, o futuro torna-se objeto crítico da literatura. Obras clássicas e contemporâneas, desde a ficção científica de Ursula K. Le Guin até as narrativas fragmentárias de W. G. Sebald, mostram como a escrita pode estruturar futuros possíveis por meio de formas híbridas, documentais ou imaginárias. Em suma, a literatura, ao articular passado, presente e futuro, revela que o amanhã é tão construído e problematizado quanto qualquer narrativa sobre o ontem, e que o arquivo, longe de ser estático, é um espaço de invenção temporal.

 

Outros temas, autores e conceitos, não citados aqui, também são bem-vindos, desde que sejam relevantes para o conceito de arquivo, conforme mencionado nesta chamada. Importante: No “Resumo” e no “Abstract” do artigo, o(a) autor(a) deve estabelecer um vínculo claro entre o tema do trabalho e o tema “Arquivos do futuro — Escritas que antecipam o amanhã”. 
Para ver as informações completas basta seguir o link:
https://revista.uniandrade.br/index.php/ScriptaAlumni/about/submissions

 

 

Nome da Revista:  Revista Aletria - UFMG

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 24 de junho de 2026

Site: https://periodicos.ufmg.br/index.php/aletria/announcement

Tema: RELAÇÕES MÚSICO-LITERÁRIAS NO REPERTÓRIO BRASILEIRO

Organizador@s: Andressa Nathanaildes (UFES), Cecília Nazaré de Lima (UFMG), Solange Ribeiro de Oliveira (UFMG) e  Thaïs Flores Nogueira Diniz (UFMG)

Ementa: Os trânsitos e as conexões entre Música e Literatura, entendidas como domínios conceituais distintos, se entrecruzam frequentemente, tornando a comparação entre textos literários e composições musicais um tema de investigação instigante e promissor. Entre as razões para as aproximações estabelecidas entre música e literatura destaca-se o fato de ambas se desenvolverem no tempo e terem o som como sua base material. A riqueza de seus campos permite inúmeras formas de interação, tanto na criação artística quanto na apreensão de seus significados, que, consequentemente, decorrem em diferentes tipos de abordagens e metodologias de análises.  Ainda assim, as três formas de interdisciplinaridade dessas áreas de conhecimento, conforme apresentadas pelo educador Steven Paul Scher (1936–2004), nos parecem uma base consistente que nos permite delimitar e agrupar mais satisfatoriamente as pesquisas nesta área. No primeiro caso, literatura e música, música e literatura fundem seus textos musicais e poéticos para criar o novo produto (Ex.: canção); no segundo caso, literatura na música, a mídia predominante é a música que, com seus códigos, poderá sugerir, evocar, imitar, reproduzir características formais, estruturais, entre outras, da literatura (Ex.: poema sinfônico); no terceiro caso, a literatura é a mídia dominante, que exclusivamente com seus códigos terá esta função de evocar, sugerir, reproduzir características da arte musical (Ex.: Jazz poetry).

Essas e outras conexões e processos interpretativas musicais acarretados por obras caracterizadas como ecfrases (Siglind Bruhn), transcriações (Haroldo de Campos) e intercâmbios nos levam a trocas simbólicas e possibilidades de performance.

O diferencial que pretendemos dar a esta chamada é o repertório, focado em produtos nacionais, produzidos por artistas brasileiros, sem, no entanto, delimitação de temáticas, gêneros, estilos ou épocas representadas pelos autores ou obras pesquisadas. No universo da canção, por exemplo, esperamos receber reflexões oriundas do campo da música popular, da canção de câmara, e também da fusão dos dois. Na literatura, pretendemos aglutinar as pesquisas que colocam em evidência, não apenas os autores brasileiros já consagrados que se utilizaram da música em suas formas expressivas, seja na prosa ou na poesia, tais como Machado de Assis, Manuel Bandeira, Mário Quintana, mas também novos nomes e as maneiras particulares de eles se utilizaram da música em seus escritos. Sobre a expressão da literatura na música, pretendemos dar destaque às análises e reflexões a respeito de peças instrumentais brasileiras que se inspiraram em textos literários, com foco nas maneiras encontradas pelos compositores de fazer referência a esses textos literários por meio dos próprios códigos musicais.

Dessa forma, ao propor para este volume a congregação de estudos que discutem produtos, processos, metodologias e conceitos no campo da interdisciplinaridade entre a literatura e a música a partir de produtos literários e musicais produzidos exclusivamente por artistas brasileiros, daremos um importante passo na organização de um vasto repertório nacional que servirá se subsídio para futuras pesquisas nesta área.

 

 

Nome da Revista:   Revsita Glauks - UFV

Qualis (2021-2024): A4

Prazo: até 20/05/2026

Site: https://www.revistaglauks.ufv.br/Glauks/announcement/view/36

Tema: Ensino e Pesquisa em Linguagens: Nós, Pesquisadores das Gerais

Organizador@s: Idalena Oliveira Chaves (UFV) e Glauber Heitor Sampaio (CEFET-MG)s

Ementa: A Revista GLÁUKS ONLINE (ISSN 2318-7131), publicação quadrimestral vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa (UFV), convida os participantes do SEPLing – Simpósio de Ensino e Pesquisa em Linguagens – a submeterem seus artigos para o volume 26, n. 2–mai./ago. 2026.   Este volume especial, intitulado “Ensino e Pesquisa em Linguagens: Nós, Pesquisadores das Gerais”, tem como objetivo materializar e amplificar o impacto das discussões acadêmico-científicas promovidas durante o evento, propiciando, assim, um espaço qualificado para a divulgação de pesquisas, projetos, práticas e experiências de ensino nas diferentes linguagens e suas múltiplas manifestações.  Os artigos selecionados para a publicação deverão ser inéditos e proporem contribuições teóricas e aplicadas que dialoguem com os debates contemporâneos no campo dos Estudos da Linguagem e estarem integrados aos eixos temáticos do Simpósio, os quais incluem: 

Políticas Linguísticas

Análise do Discurso Político (ou somente Análise do Discurso)

Ensino de Português – Língua Materna

Português como Língua de Acolhimento

Português como Língua Estrangeira

Linguagem, identidade e inclusão

Educação digital e práticas de linguagem

Formação docente e ensino de línguas adicionais na educação básica

 

 

Nome da Revista:  Letras - UFSM

Qualis (2021-2024):  A4

Prazo: 08 de abril de 2026.

Site: https://periodicos.ufsm.br/letras/announcement

Tema: Estudos sobre Shakespeare (Série Medievo & Modernidade)

Organizador@s: Lawrence Flores Pereira (UFSM), Régis Augustus Bars Closel (UFSM) e John Milton (USP)

Ementa: Esta edição da Revista Letras acolherá artigos sobre a dramaturgia, a literatura e a cultura do período de Shakespeare. São bem-vindas reflexões críticas sobre a obra do autor ou de seus contemporâneos, incluindo predecessores imediatos e sucessores, dentro do recorte temporal de 1559 a 1660. Também serão aceitos estudos sobre os mundos influenciados pela produção da primeira modernidade, como sua recepção  até os dias atuais, em diferentes línguas e contextos geográficos.

 

 

Nome da Revista:  Revista Confluência

Qualis (2021-2024):  A3

Prazo: fluxo contínuo

Site: https://revistaconfluencia.org.br/rc/about/contact

Tema:

Organizador@s:

Ementa: A revista Confluência (Qualis A3) recebe artigos e resenhas em fluxo contínuo. As submissões passam pelo sistema de avaliação duplo-cego e devem seguir rigorosamente as normas de formatação da revista, disponíveis no menu Diretrizes para Autores.

 

 

Nome da Revista:  Palimpsesto - UERJ

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 31/05/2026

Site: https://www.e-publicacoes.uerj.br/palimpsesto/announcement/view/2112

Tema: Arquiteturas do sentido em contextos de uso: descrições do português brasileiro na Linguística Cognitiva

Organizador@s: Mônica Nunes Carneiro (UFBA) e Raphael Alves de Oliveira (UERJ).

Ementa: Nesta edição, buscamos trabalhos que descrevam e analisem fenômenos do português brasileiro a partir de perspectivas cognitivo-funcionais baseadas no uso, concebendo a linguagem como prática simbolicamente estruturada, ancorada na experiência e socialmente situada. Interessam-nos investigações sobre léxico, gramática e discurso que explicitem como padrões forma-sentido se estabilizam, se generalizam e se reconfiguram no uso, mobilizando quadros como Gramática Cognitiva e de Construções, Semântica de Frames, Teoria dos Espaços Mentais e Teorias Conceptuais da Metáfora e da Metonímia, bem como discussões sobre variação, mudança e efeitos de frequência na emergência desses padrões. Serão especialmente bem-vindas contribuições com recorte empírico (qualitativo, quantitativo ou misto) e propostas metodológicas que tornem explícita a articulação entre modelo e dado, incluindo diálogos com campos afins — Pragmática Cognitiva, Sociolinguística Cognitiva, Psicolinguística e Linguística Computacional — quando pertinentes ao fenômeno descrito.

A Palimpsesto receberá, ainda, resenhas em português, espanhol, francês e inglês. Os artigos de tema livre estão temporariamente suspensos.

 

 

 

Nome da Revista:  Revista Muiraquitã: Revista de Letras e Humanidades - UFAC

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 30 de abril de 2026

Site: https://periodicos.ufac.br/index.php/mui/announcement/view/181

Tema: "Lingua[gens] e Diversidades em Movimentos: [trans]formar, [re]significar e [re]pensar antigos e novos desafios"

Organizador@s: Simone Cordeiro-Oliveira Pinheiro, Beatriz Protti Christino e Michel Ferreira dos Reis

Ementa: A Revista Muiraquitã: Revista de Letras e Humanidades, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade (PPGLI) da Universidade Federal do Acre (Ufac), tem a satisfação de anunciar a chamada pública para a submissão de artigos para o dossiê temático "Lingua[gens] e Diversidades em Movimentos: [trans]formar, [re]significar e [re]pensar antigos e novos desafios". Esta iniciativa é um desdobramento do "Congresso Nacional de Lingua[gens] e Diversidades: [re]pensando ensino, pesquisa e extensão", realizado em setembro de 2025 no Câmpus Floresta da Ufac, em Cruzeiro do Sul. O congresso fomentou um profícuo debate sobre diferentes práticas, sociais, políticas e culturais, bem como as diversas formas de narrar e traduzir que constituem as coletividades viventes. O Dossiê busca aprofundar essa reflexão, considerando o horizonte de inseguranças e incertezas que paira sobre o ensino público e seus agentes; em especial, no que tange à formação de profissionais docentes, diante da necessidade de mobilizar reflexões críticas, que promovam uma postura empática e de respeito às inumeráveis realidades socioculturais e seus modos de exprimi-las/exprimir-se nas diversas espacialidades “no aqui-lá do Todo-Mundo” locais, amazônicos, latino-americanos. Assim, a Revista Muiraquitã convida toda a comunidade acadêmica e científica, incluindo os participantes do Congresso, a submeter artigos completos que estabeleçam um diálogo direto e relevante com a proposta deste Dossiê Temático.

 

 

Nome da Revista:  Revista MOARA - UFPA

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: 30 de abril de 2026

Site:  https://periodicos.ufpa.br/index.php/moara/announcement

Tema: Narrativas Orais de Povos Originários: saberes, línguas e poéticas indígenas

Organizador@s: Prof. Dra. Angela F. A. Chagas (PPGL/UFPA), Prof. Dra. Izabela G. G. Leal (PPGL/UFPA) e Prof. Dra. Isabel M. Fonseca (INSIKIRAN/UFRR).

Ementa: A Revista MOARA – do Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Pará – abre chamada para a publicação de artigos sobre o tema “Narrativas Orais de Povos Originários: saberes, línguas e poéticas indígenas”, a fim de visibilizar e valorizar as diversas formas de manifestação das artes verbais dos povos originários, tanto as tradicionais como as produções contemporâneas, compreendidas não apenas como manifestações culturais, mas também como formas legitimas de conhecimento e pensamento crítico. Os saberes indígenas representam um importante contraponto ao sistema capitalista e às práticas desenvolvimentistas, baseadas na exploração da natureza, revelando epistemologias muito diversas das ocidentais que foram invisibilizadas pelo processo de colonização. Urgente se faz reconhecer os saberes indígenas como modos próprios de interpretar, narrar e transformar o mundo, promovendo espaços de escuta, reflexão e diálogo entre diferentes regimes de saber. O presente dossiê acolherá trabalhos que reflitam acerca das inquietações propostas acima.

Os trabalhos submetidos a esta edição integrarão o número 73 da Revista MOARA, com previsão de publicação para o segundo semestre de 2026. A submissão dos artigos deve ser realizada por meio do site da revista (https://periodicos.ufpa.br/index.php/moara/about/submissions#onlineSubmissions), até o dia 30 de abril de 2026. Os artigos submetidos para avaliação podem ser escritos em português, espanhol, francês ou inglês.

 

 

Nome da Revista:  Remate dos Males - UNICAMP

Qualis (2021-2024): A3

Prazo: fluxo contínuo

Site:

Tema:

Organizador@s:

Ementa: Remate de Males é uma publicação semestral do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da UNICAMP e tem por finalidade a divulgação de artigos, resenhas, entrevistas e fontes documentais relevantes para os estudos literários. A revista aceita colaborações vinculadas à teoria, à crítica e à história literárias. Dossiês temáticos e seus respectivos prazos para submissão de artigos serão periodicamente divulgados pela comissão editorial. Artigos de temática livre podem ser submetidos em fluxo contínuo.

 

 

Nome da Revista:  Domínios de Lingu@gem - UFU

Qualis (2021-2024):

Prazo: 01/01/2026 a 30/06/2026, 

Site: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/chamada

Tema: Lexicografia e Inteligência Artificial

Organizador@s:  Claudia Zavaglia (UNESP), Renato Rodrigues-Pereira (UFMS), Fábio Henrique de Carvalho Bertonha (UNESP).

Ementa: A Lexicografia tem sido estudada prática e teoricamente há muitos anos e tem se firmado cada vez mais como Ciência consistente e crítica, com objeto de estudo, princípios teóricos e metodológicos próprios, conferindo-lhe um grau de autonomia científica. Assim como outras ciências do léxico, a exemplo da Lexicologia, da Terminologia e da Onomástica, ela possui um caráter interdisciplinar, à medida que, a depender dos objetivos estabelecidos para a investigação ou o tipo de dicionário que se pretende, o pesquisador precisa buscar epistemologias de outras áreas do conhecimento. Nesse contexto, movidos por um cenário em que a Inteligência Artificial (IA) parece predominar de alguma forma todas as áreas do conhecimento, a Lexicografia parece estar em discussão. Questiona-se, por exemplo, se os dicionários continuarão a ser idealizados, elaborados e presentes em nossas vidas, uma vez que o “significado” de uma palavra é facilmente detectado em qualquer motor de busca na Internet. Lexicógrafos, desde o advento da Linguística de Corpus, empreitam importantes reflexões teóricas e metodológicas sobre como a tecnologia pode ajudá-los em sua tarefa, hercúlea, desde sempre, de repertoriar as palavras, defini-las, contextualizá-las e armazená-las em suportes impressos ou digitais. Interrogam-se ainda se seu papel será substituído por uma máquina, como parece estar acontecendo, há anos com algumas profissões, como tradutores, revisores e professores. Com efeito, como se percebe em diversos contextos, a IA tem influenciado diretamente o fazer lexicográfico, a partir do momento em que lexicógrafos têm se deparado com a possibilidade de usar a IA em diversos momentos na elaboração de repertórios lexicográficos. Com isso, dicionários passam a ter projetos editoriais mais requintados na medida em que podem utilizar recursos tecnológicos da IA, com propostas mais arrojadas e modernas. Nesse cenário, no entanto, lexicógrafos podem passar a ter suas funções redefinidas e redirecionadas para atividades mais técnicas e estruturais, o que tem gerado muitas reflexões. Considerando, portanto, o impacto que IA tem gerado em vários contextos da sociedade, a busca por epistemologias dessa área e suas contribuições para a Lexicografia pode ser de grande valia em várias atividades técnicas e científicas da sociedade. Instigados por essa realidade, propomos rever, analisar e debater os novos papeis da Lexicografia e dos lexicográficos na era da IA. Nesse sentido, buscam-se trabalhos enquadrados sob os mais diferentes vieses teórico-metodológicos, incluindo abordagens interdisciplinares. Para tanto, aceitam-se textos que versem sobre os seguintes tópicos:

Questões teóricas e práticas da Lexicografia na era da IA;

Questões teóricas e práticas da Terminografia na era da IA;

Questões teóricas e práticas da Fraseografia na era da IA;

Questões teóricas e práticas no tratamento lexicográfico de dados onomásticos na era da IA;

Tratamento lexicográfico da Libras na era da IA;

Pedagogia do léxico, dicionários e IA;

Lexicógrafo e IA.

 

 

 

Nome da Revista:  Domínios de Lingu@gem - UFU

Qualis (2021-2024): A2

Prazo: 01/01/2026 a 30/06/2026, 

Site: https://seer.ufu.br/index.php/dominiosdelinguagem/chamada

Tema: Trilhas, veredas e caminhos da pesquisa linguística do Brasil: uma homenagem a Ataliba T. de Castilho

Organizador@s: Marcelo Módolo (USP), Renata Ferreira Costa (UFS), Hélcius Batista Pereira (UEM)

Ementa: A presente seção temática tem como propósito prestar uma homenagem em vida a uma das figuras mais influentes da pesquisa linguística brasileira: o professor Ataliba Teixeira de Castilho. Ao longo de uma trajetória intelectual marcada pela generosidade acadêmica e pela inovação teórica, o professor Ataliba formou, direta ou indiretamente, gerações de docentes e pesquisadores, além de idealizar e liderar projetos que redefiniram os rumos da descrição linguística do português no Brasil. Entre as trilhas que ajudou a abrir e consolidar, destaca-se o Projeto Norma Urbana Culta (NURC), do qual participou desde a sua criação, em 1969, sendo responsável pela vertente paulista, inicialmente com Isaac Nicolau Salum e, posteriormente, com Dino Pretti (Castilho, 2006, p. 186). Tomando por objeto a oralidade culta em uso, o projeto produziu um acervo de transcrições e análises que alicerçou um volume impressionante de pesquisas sobre o português brasileiro falado, culminando, a partir de 1988, no Projeto Gramática do Português Falado (PGPF). Esses estudos transformaram a prática da pesquisa linguística no país, ao estabelecer procedimentos metodológicos rigorosos e adequados ao estudo da língua em uso, impactando também as investigações sobre o ensino e a aprendizagem da modalidade oral, como se observa em Castilho (2004). A contribuição do professor Ataliba manifesta-se igualmente no campo dos estudos funcionalistas. Obras como Castilho (2001), dedicadas à predicação sob uma ótica funcional, consolidaram sua atuação na interface entre gramática e uso. O interesse pelo fenômeno da gramaticalização (Castilho, 1997) levou-o a reformular o modo de compreender a dinâmica linguística, conduzindo-o à proposição de uma abordagem multissistêmica da língua. Nesse modelo teórico, desenvolvido em Castilho (2010), a língua é concebida como um sistema complexo, estruturado por um dispositivo sociocognitivo que organiza os subsistemas léxico, gramatical, semântico e discursivo, articulando processos de lexicalização, gramaticalização, semanticização e discursivização. Outra realização decisiva de sua trajetória foi a criação, em parceria com nomes como Rosa Virgínia Mattos e Silva e Dinah Callou, do Projeto Para a História do Português Brasileiro (PHPB). Idealizado em 1997, o PHPB reúne pesquisadores de diferentes linhas teóricas, organizados em equipes regionais, para investigar o passado do português brasileiro sob a perspectiva da linguística histórica e da história social da língua. A iniciativa, liderada em grande parte por Castilho, desempenha papel fundamental na constituição e no tratamento de corpora adequados à pesquisa histórica do português do Brasil, promovendo o diálogo entre teoria e empiria. Coerente com essas trilhas, veredas e caminhos que o professor Ataliba T. de Castilho percorreu e abriu à comunidade científica, este dossiê convida à submissão de trabalhos inseridos nos seguintes campos temáticos, todos marcados pela influência do homenageado:

Estudos sobre o português culto falado no Brasil;

Estudos a partir da abordagem multissistêmica;

Outros estudos funcionalistas de descrição linguística do português;

Estudos sobre a história do português brasileiro.

Assim, mais do que celebrar uma trajetória, esta seção temática pretende estimular o diálogo com um legado vivo, convidando os pesquisadores a revisitar, expandir e renovar as sendas teóricas e metodológicas abertas por Ataliba T. de Castilho — trilhas, veredas e caminhos que continuam a orientar a linguística brasileira contemporânea.

 

Nome da Revista:  Via Atlântica - USP

Qualis (2021-2024): A2

Prazo: 30 de maio de 2026.

Site: https://revistas.usp.br/viaatlantica/pt_BR

Tema: Literatura infantil e juvenil: leituras contemporâneas

Organizador@s: Diana Navas (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Brasil); Francisco Camêlo (Universidade de São Paulo, Brasil); Lígia Regina Máximo Cavalari Menna (Universidade Presbiteriana Mackenzie, Brasil); Paulo César Ribeiro Filho (Universidade de São Paulo, Brasil).

Ementa: Por se tratar de objeto de alta complexidade artística, “a literatura infantil e juvenil, como obra de Arte, implica o concurso de vários campos interdisciplinares” (Abdala Jr., 2014, p. 13). Entende-se, de partida, que a obra de arte de qualidade — pensada ou não tendo a criança e o jovem como destinatários prediletos — ancora-se não apenas na esfera da estética, mas também na esfera da ética, engendrando, pela língua — esta invariavelmente atravessada por discursos não isentos de ingerências de ordens sociais, históricas, culturais e políticas — e por recursos de diferentes linguagens, um objeto composto de experiências humanas que promove relações dialógicas ancoradas no discurso ficcional. Recorre-se, neste ponto, à ideia de Helena Carvalhão Buescu (1998, p. 25), de que um texto nunca é “autogerado”: ele sempre parte de um ser social, cultural e historicamente inscrito para outro, carregando consigo, de forma mais ou menos explícita, resquícios de consciências de mundo que lhe são próprias e podem ou não encontrar ressonância em leitores inscritos em outros sistemas.

A literatura infantil e juvenil — o que se expande à noção geral de Literatura enquanto Arte — afeta de maneiras profundas a divulgação de valores culturais que dinamizam uma sociedade ou uma civilização. Benjamin Abdala Jr. (2012) endossa tal posicionamento e é sintomático ao sugerir que é preciso “assumir atitudes mais ativas e prepositivas para criar ou desenhar, com matização mais forte”, tendências que embalam a noção de devir encapsulada na juventude (a infância como “sociedade em crisálida”, tal como proposto por Florestan Fernandes), apontando para a necessidade de uma literatura infantil e juvenil ao mesmo tempo “lúdica e lúcida”, engajada na gestação de novos paradigmas, os quais se engendram e se espraiam com muito mais alcance nesse gênero literário.

Numa perspectiva comparatista que considera as contribuições de diferentes campos do saber a fim de pilarizar reflexões mais profundas acerca das experiências de infância e juventude na arte literária, “o diálogo se inicia na obra e a ela retorna, após uma longa cadeia de associações com outros saberes e, nessa viagem, a pluralidade do leitor vai sendo construída, seja porque busca outros textos para esse diálogo, seja porque aprende a importância do próprio diálogo” (Gregorin Filho, 2014, p. 259).

Maria dos Prazeres Mendes (1994) afirma, que é necessário, antes de tudo, compreender a natureza da “boa literatura (sem adjetivações), repropondo a qualidade estética como dado de fruição”, visto que “almejar a criança é, ao final, desejar a fruição de uma mente que considera a criatividade e a imaginação como desígnios da Arte, as quais acabamos por perder ao longo de nosso aprendizado cartesiano”. Ao fim e ao cabo, trata-se do reconhecimento de que uma literatura que se pretenda destinada à infância exige “o trânsito entre o sensível, o inteligível, o imaginativo e a ação” para o desenvolvimento da criticidade e das novas consciências, tal como alega Maria Zilda da Cunha (2009, p. 19).

Neste sentido, este dossiê da revista Via Atlântica convida à submissão de trabalhos que evidenciem a complexidade estética, ética e política da literatura para crianças e jovens na contemporaneidade, colocando o livro infantil e juvenil em perspectiva que acentue tanto o diálogo e os trânsitos com outras áreas do saber (teoria literária, pedagogia, sociologia, filosofia, história, design) quanto a sua inserção no contexto mais ampliado e comparatista das práticas literárias e artísticas produzidas nos países de língua portuguesa.

Eixos temáticos sugeridos:

Figurações da personagem criança em livros ilustrados contemporâneos;

Diálogos interartes no livro contemporâneo de recepção infantil e juvenil;

Questões sociais e temas fraturantes na literatura infantil e juvenil contemporânea;

Autoria e representatividade feminina, negra, indígena, LGBTQIAPN+ e de corpos dissidentes na literatura infantil e juvenil contemporânea;

A literatura infantil e juvenil na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa;

Literatura infantil e juvenil contemporânea e os novos suportes midiáticos.

 

Nome da Revista:  Ilha do Desterro - UFSC

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: 15 de maio de 2026

Site: https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/announcement/view/2160

Tema: Inteligência Artificial para Linguística, Literatura e Tradução

Organizador@s: Lincoln P. Fernandes (Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil), Dimitris Asimakoulas (University of Surrey, Reino Unido) e Ewerton Gleison Lopes Branco (Universidade Federal do Pará, Brasil)

Ementa: A Inteligência Artificial (IA) está transformando rapidamente a paisagem da linguística, literatura e tradução. Ferramentas impulsionadas por IA estão sendo utilizadas para analisar a linguagem de maneiras inovadoras, gerar formatos criativos de texto e traduzir idiomas com precisão e fluência cada vez maiores. Esta edição temática da Ilha do Desterro busca explorar a interseção entre IA, linguística, literatura e tradução, proporcionando um espaço para acadêmicos e profissionais compartilharem seus conhecimentos e pesquisas sobre essa área emergente.

 

 

 

Objetivos

Esta edição especial tem como objetivos:

Investigar as aplicações teóricas e práticas da IA na linguística, literatura e tradução;

Fornecer um espaço para acadêmicos e profissionais discutirem suas descobertas, metodologias e melhores práticas;

Promover o desenvolvimento de ferramentas e metodologias baseadas em IA para pesquisa e prática profissional nessas áreas;

Fomentar a colaboração internacional e o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores e profissionais que trabalham com IA na linguística, literatura e tradução.

Escopo

Convidamos submissões sobre uma ampla variedade de tópicos, incluindo (mas não se limitando a):

Aprendizado de máquina para linguística, literatura e tradução;

Aplicações de processamento de linguagem natural (PLN) na linguística, literatura e tradução;

Geração e tradução de texto impulsionadas por IA;

Análise e interpretação de linguagem com IA;

Ensino e aprendizagem de idiomas assistidos por IA;

IA e a história da linguística, literatura e tradução;

IA e o futuro da linguística, literatura e tradução;

Considerações éticas do uso da IA nessas áreas.

Diretrizes para Submissão

Idiomas aceitos: Inglês e Português

Extensão do manuscrito: 6.000 – 8.500 palavras, incluindo referências.

Formatação: Os autores devem seguir as diretrizes da revista, disponíveis no site da Ilha do Desterro.

Plataforma de submissão: Todos os manuscritos devem ser submetidos via Open Journal System (OJS): Portal de Submissão da Ilha do Desterro.

 

 

Nome da Revista:  Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea - UnB

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: 31 de abril de 2026.

Site: https://submission.scielo.br/index.php/elbc/chamadas

Tema: Intertextualidade e produção literária atual

Organizador@s: Fernanda Barini Camargo (University College Cork) e Carlos Garrido Castellano (University College Cork).

Ementa: Os estudos literários já exploram de maneira robusta abordagens interextextuais. A intertextualidade (Allen, 2000) tem sido fundamental no desenvolvimento de debates no âmbito da crítica e análise literárias, adquirindo contornos e especificidades que complementam o trabalho fundacional de autor@s como Mikhail Bakhtin e Julia Kristeva. A intertextualidade tem sido problematizada e desenvolvida no contexto dos feminismos, dos estudos pós/decoloniais, apontando para falhas na consideração do meio literário enquanto espaço autônomo.

No entanto, é urgente continuar a analisar os entrecruzamentos que ligam o texto à realidade cada vez mais interligada e expandida dos nossos dias. Um possível ponto de partida para refletir sobre o assunto é o que Timothy Morton (2013) chama de hiper-objetos. Para Morton, cada vez mais coisas apontam para realidades que são “massivamente distribuídas no tempo e no espaço relativamente aos humanos. (nossa tradução)”. Um exemplo disso seria o plástico, que é mais do que um material e aparece hoje em dia enquanto meio que, através do despojo e da expansão do comércio e do consumo globais, pode ser encontrado      em escalas macro e micro na nossa realidade, inclusive no nosso corpo e no corpo dos demais seres. Outro exemplo poderia ser a atmosfera, cada vez mais influenciada pela produção humana/tecnológica, já não composta de elementos “naturais”, senão profundamente alterada. Morton defende que “o local” e o singular devem ser repensados, tendo em consideração o peso dos hiper-objetos na configuração da realidade atual.

A ideia de Morton resulta de interesse, se bem já existiam fortes críticas (no âmbito dos feminismos, por exemplo) à centralidade do sujeito autônomo e ao privilégio da espécie humana enquanto agente principal de mudança. Aliás, o conceito de hiper-objeto pode ser problematizado de múltiplas maneiras: em primeiro lugar, ignora o fato dos saberes/práticas indígenas já terem alertado para a unidade essencial de seres (humanos) e “coisas”; justifica a proliferação de hiper-objetos da mão da expansão do capitalismo, sem salientar suficientemente o papel que o colonialismo desenvolveu no mesmo processo; reduz a multiplicidade de cosmovisões e de maneiras de estar no mundo a uma espécie humana coesa. Ao mesmo tempo, contudo, os hiper-objetos apontam para uma viscosidade que, se bem já existia no passado, estaria hoje em dia a produzir uma maior proximidade entre seres, ideias, objetos e “coisas.”

Nesse sentido, este dossiê adota a discussão anterior como ponto de partida para uma revisão do papel da intertextualidade no contexto atual, sem concordar com todos os pressupostos oferecidos por Morton. Pensamos que a criatividade literária brasileira antecipa e oferece um excelente ponto de partida para examinar criticamente os limites e as possibilidades da intertextualidade em relação aos debates anteriormente mencionados. Assim, consideramos intertextuais as relações não apenas entre textos literários, mas também aquelas que contemplam outros meios tais como a publicidade, o cinema, a fotografia, a pintura, artigos de jornal, entre outros. Mais ainda, pensamos que a literatura brasileira das últimas décadas tem antecipado a “confusão” que Morton define no seu livro, apontando para o caráter inerentemente misturado e múltiplo da realidade, incluindo a da produção literária.

Reconhecendo a rica diversidade de temas e intersecções contemplados pela literatura brasileira contemporânea, aceitamos ensaios que abordem essa problemática através da análise das seguintes questões:

-Intertextualidade e feminismos

-Intertextualidade e estudos decoloniais

-Relações interartes

-Intertextualidade e ecologia

-Intertextualidade e estudos interseccionais

 

 

Nome da Revista:  Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea - UnB

Qualis (2021-2024): A1

Prazo: fluxo continuo

Site: https://submission.scielo.br/index.php/elbc/chamadas

Tema: tema livre

Organizador@s:

Ementa: A revista conta também com uma seção de tema livre, onde são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea e são recebidos na modalidade FLUXO CONTÍNUO. Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.

Os artigos e resenhas do dossiê e de tema livre devem ser submetidos SOMENTE por meio plataforma da revista no SCIELOhttps://www.scielo.br/j/elbc/.

Qualquer dúvida pode ser esclarecida por meio do endereço eletrônico revistaestudos@gmail.com.

 

 

 

CHAMADAS PARA PUBLICAÇÃO

 

Nome da Revista: Revista Letras de Hoje

Qualis: A1

Prazo: 31 de julho de 2025.

Site: https://revistaseletronicas.pucrs.br/fale/announcement/view/769 

Tema: Submissão de artigos de sua seção livre (Linguística e Literatura).


 

Nome da Revista:  Revista SEDA - UFRRJ

Qualis: B2

Prazo: 01 de junho de 2025.

Site: https://revistaseda.org/index.php/seda/announcement/view/6

Tema: Violências em dramaturgias feministas de autoria de mulheres

A Organização Mundial da Saúde define “violência” como “o uso de força física ou poder, em ameaça ou na prática, contra si próprio, outra pessoa ou contra um grupo ou comunidade que resulte ou possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico, desenvolvimento prejudicado ou privação”. Jinee Lokaneeta, em The Oxford Handbook of Feminist Theory (2016), parte dessa definição para explicar ainda que, apesar de abrangente quanto ao escopo dos males causados pela violência, essa definição não leva em conta as vítimas, os agressores, nem a motivação para o exercício da violência. Para isso, importa, por exemplo, compreender como esse fenômeno tão diversificado ocorre, suas origens e efeitos discursivos e materiais, e também examinar como a violência se relaciona a processos de racialização e de gênero. Lokaneeta aponta três principais tipo de violência: (i) violência estrutural, como aquela que é provocada por forças políticas e econômicas; (ii) violência simbólica e estrutural, que seriam construções discursivas que desumanizam e reificam alguns seres humanos em detrimento de outros; (iii) violência epistêmica, que seriam formas de produção de conhecimento que negam ou desautorizam a agência e subjetividade de algumas populações. Nesse contexto, este Dossiê busca reunir artigos cujos objetos de estudo sejam o texto teatral escrito por mulheres e seus desdobramentos como traduções, interpretações, produção e recepção. Nosso enfoque será a retratação e a discussão de violências praticadas contra mulheres e crianças em textos teatrais escritos nos séculos XIX, XX e XXI. São esperadas discussões relacionadas às tradições teatrais lusófonas e anglófonas, dando ênfase a produções brasileiras, portuguesas, irlandesas e norte-irlandesas, mas não exclusivamente. Com este Dossiê, pretendemos ampliar a compreensão das relações que se dão no teatro a partir do texto, da palavra, mirando as novas escritas dramatúrgicas em sua estrutura rapsódica, compreendida conforme Jean-Pierre Sarrazac em Léxico do drama moderno e contemporâneo (2012). Temos, assim, particular interesse em congregar discussões sobre dramaturgas-rapsodas cujas escritas voltam-se para o ato de dialogarem com narrativas da História oficial, e o de se narrarem em sua condição de mulheres, abrindo a cena teatral para a auto ficção dramatúrgica. Com este Dossiê, pretendemos iniciar diálogos comparatistas de modo a propor políticas de ação por meio do teatro e do texto teatral na resistência e no combate à violência contra mulheres e crianças.

Organizadoras:

Alinne Balduino Pires Fernandes (PPGI e PosDesign – DLLE - UFSC)

Claudia Barbieri (PPG-LETRAS – DLC - UFRRJ)

Valéria Andrade (CDSA-UFCG e PPGLI-UEPB)

 

 

 

 

Nome da Revista: Revista de Estudos de Cultura (REVEC) - UFS

Qualis: A4

Prazo: 30 de junho 2025.

Site: https://periodicos.ufs.br/revec/announcement/view/518

Tema: Práticas e experiências na formação de professores em tempos de resistência cultural

O dossiê intitulado Práticas e experiências na formação de professores em tempos de resistência cultural objetiva contribuir com o atual debate sobre os desafios formativos dos/das docentes no contexto das realidades local, nacional e internacional. Em tempos de crise na governança global e nas relações sociais, as culturas se apresentam como um lastro de resiliência dentro e fora dos muros da escola, tendo os professores e as professoras ressignificado as suas práticas pedagógicas em resposta às rápidas transformações no e com o uso de tecnologias, nas formas de comunicação e no mundo do trabalho. Nesse sentido, a formação docente alcança uma amplitude que extrapola os limites da sala de aula, quando este/esta profissional assume a legítima responsabilidade de preservar uma educação voltada à formação inclusiva e plural, frente às questões ideológicas e aos interesses do mercado.

Organizadores:

Carlos Alberto de Vasconcelos - Universidade Federal de Sergipe

Erinaldo Ferreira do Carmo - Universidade Federal de Pernambuco

 

 

Nome da Revista: Revista Nau Literária - UFRGS

Qualis: A4

Prazo: 28 de julho de 2025.

Site: https://seer.ufrgs.br/index.php/NauLiteraria/announcement/view/1998

Tema: Literatura, Natureza e Cultura

Embora as relações entre cultura e natureza sejam frequentemente postuladas como tema afim ao campo das Ciências Sociais, o objetivo deste Dossiê da Revista Nau Literária é o de assinalar como a Literatura e seus desdobramentos críticos e teóricos são um lugar de grande riqueza para se pensar as múltiplas implicações de tal relação. As entradas são muitas: poderíamos começar lembrando da importância dos Estudos Literários e Linguísticos para a conformação do Estruturalismo francês – além de suas refrações naquilo que se habituou a designar como Pós-estruturalismo –, notadamente a importância de Roman Jakobson para a antropologia de Claude Lévi Strauss, para a qual natureza e cultura era um nó decisivo. Regressado um tanto, poderíamos, num sentido radicalmente diverso, relembrar do comumente papel moralizante atribuído à literatura, segundo o qual sua função seria a de realizar uma passagem unívoca da natureza à cultura via domesticação, isto é, a assim chamada purificação dos afetos ou superação do sensível. Isso, inclusive, em muito se assemelha ao posterior ímpeto de correção da natureza a que se propunha o Realismo-Naturalismo, tal como consta nas palavras de Émile Zola em seu fatídico Manifesto, cujo projeto, diga-se de passagem, parece ganhar um trato contestador nas narrativas de Machado de Assis. Pois nelas, diferentemente, não raro se ironiza o modo pelo qual a objetificação dos animais – ou dos irracionais, como os loucos – para experiência (que, no caso, muitas vezes se torna um mero sinônimo para tortura), pedra de toque do naturalismo, acaba se voltando contra o sujeito da manipulação, o qual se torna objeto de sua própria objetificação.  Logo, somos remetidos ao debate sobre o inumano, com especial recorrência nas assim chamadas literaturas de testemunho e nas quais os processos de zoomorfização indicam a expropriação da humanidade do outro por meio da violência. Processo no qual as fronteiras entre natureza e cultura, bíos e zoé, igualmente são borradas, no entanto, como objeto de uma decisão soberana sobre se determinada vida merece ou não ser vivida – um exemplo seria a racialização. Mas, se como alertaram os críticos da separação entre bíos e zoé, a domesticação dos corpos e da vida biológica, assim como sua redução à animalidade para fins de punição e correção, sempre esteve no cerne da política moderna, especialmente como condição de acesso ao próprio do humano, caberia pensar a Literatura na forma de crítica a tais processos. Pois, se certa filosofia atribuiu à Literatura uma função moralizante e domesticadora, ela, ao contrário, revela-se frequentemente como o espaço por excelência no qual se produz uma continuidade entre sujeito e objeto, e, logo, uma reversibilidade entre natureza e cultura – seja pela figuração do erotismo, do dionisíaco, da vida sensível, seja pelas diversas formas de rarefação do princípio de individuação, do eu que se multiplica em outros, da confusão deliberada entre real e imaginário, concreto e abstrato, sensível e inteligível etc. Ou seja, não raro a Literatura elabora um apagamento positivo das fronteiras entre cultura e natureza e suas correlações, como, por exemplo, linguagem (lógos) e voz (phoné), na qual o homem recupera sua animalidade de maneira afirmativa. Da mesma forma, pensou-se a Literatura como uma despesa improdutiva por princípio, uma força de resistência à redução à objetificação, contínua e imanente que, ao contrário, produz um reencantamento do mundo circundante por meio do qual ele adquire linguagem e tudo fala: coisas, plantas, animais. Os estudos literários de origem norte-americana têm nos apresentado interessantes enquadramentos: animal studies, ecocriticism, entre vários outros. Mas escolas já consolidadas, como o marxismo, também entram no debate com grandes contribuições, tais como a dos ecossocialistas que, a partir noção marxiana de ruptura metabólica, pensam uma saída ao Capitaloceno: aqui, lembraríamos do notável estudo sobre a dicotomia campo e cidade na literatura, de Raymond Williams. Paralelamente, aqui no Brasil, intelectuais como Raúl Antelo e seu trabalho sobre o primitivismo nas vanguardas;  Maria Esther Maciel, a partir de um olhar sobre a presença dos animais na literatura; e Evando Nascimento, sublinhando o protagonismo vegetal, dão dimensão da riqueza da literatura brasileira frente ao tema a partir de autores como Clarice Lispector, João Guimarães Rosa, Machado de Assis, Graciliano Ramos, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e tantos outros. Convidamos todos à submissão de artigos que investiguem as relações entre natureza e cultura, nas suas diferentes e criativas articulações, especialmente em textos literários de língua portuguesa.

Organizadores: João Guilherme Dayrell e Antonio Barros de Brito Jr.

 

 

Nome da Revista:  Revista Via Atlântica - USP

Qualis: A4

Prazo:  24 de maio de 2025.

Site: https://revistas.usp.br/viaatlantica/announcement/view/1803

Tema: Literaturas Africanas de Língua Portuguesa no século XIX e início do XX

Para este dossiê da revista Via Atlântica, portanto, esperamos receber contribuições reveladoras de objetos de estudo e metodologias inovadoras, que busquem olhar para além dos binarismos instituídos pelos liames do paradigma euro-ocidental, voltadas para a circulação de textos literários em língua portuguesa entre o século XIX e início do XX, antes do período de 1947–1955, responsável pela grande inflexão nacionalista. Quais são os escritores e escritas e linhas de força mais representativas daqueles períodos? Quais são os ajustes teóricos e metodológicos necessários para observar essas produções? Sob quais paradigmas e pressupostos conceituais tais produções podem ser analisadas? Quais são as contribuições interdisciplinares e transdisciplinares necessárias para seu estudo e compreensão?

Eixos temáticos:

Desafios à crítica textual das literaturas africanas de língua portuguesa no século XIX: edições e variações;

Em busca do corpus: autores e obras africanas de língua portuguesa publicadas entre o século XIX e as primeiras décadas do XX;

A imprensa periódica e as literaturas africanas de língua portuguesa no século XIX e as primeiras décadas do XX: meios de edição e publicação;

Convenções literárias, padrões e rupturas estéticas nas literaturas africanas de língua portuguesa no século XIX e as primeiras décadas do XX;

Para além da inflexão nacional: questões teóricas e críticas acerca das literaturas africanas de língua portuguesa entre o século XIX e as primeiras décadas do XX;

Leituras sociais e políticas das literaturas africanas de língua portuguesa entre o século XIX e as primeiras décadas do XX.

Organização

 

Ubiratã Souza (Universidade de São Paulo, Brasil); César Braga Pinto (Northwestern University, Estados Unidos da América); Helena Wakim Moreno (Universidade Federal Fluminense, Brasil).

 

Nome da Revista: Revista Media & Jornalismo - Instituto de Comunicação da NOVA (Portugal)

Qualis: A4

Prazo: 15 de setembro de 2025.

Site: https://impactum-journals.uc.pt/mj/announcement/view/309

Tema: Audiências e Interseccionalidades

O tema desta chamada centra-se, em primeiro lugar, nos estudos sobre a receção das audiências no que diz respeito a diversas interseccionalidades, incluindo pessoas LGBTIQ+, com deficiência, idosas, racializadas, com diversidade corporal e mulheres, entre outras. Pretende-se analisar como estes grupos sociais interpretam e se relacionam com as representações de diversos formatos mediáticos (telejornais, imprensa, reality shows, séries de televisão, longas-metragens, redes sociais, plataformas de criação de conteúdos, etc.). É igualmente relevante analisar de que forma as audiências generalistas interpretam os discursos mediáticos sobre estas interseccionalidades. Desta forma, pretende-se explorar tanto o “efeito espelho” como o “efeito janela” nas audiências.Por um lado, consideramos as audiências num sentido amplo, isto é, como todas as pessoas que veem e interagem com conteúdos mediáticos (Ha, 2020). Além disso, propomos que as audiências não sejam vistas apenas como meras consumidoras de conteúdos culturais e mediáticos, mas como agentes ativos, com um papel fundamental na interpretação dessas mensagens (Livingstone, 2015). Por essa razão, é relevante conhecer e explorar como estas audiências se relacionam com os conteúdos mediáticos e que usos fazem deles, tal como mostram investigações recentes sobre a interpretação que pessoas trans fazem da sua própria representação em séries de televisão (Villegas-Simón et al., 2024). Por outro lado, tal como a própria sociedade, as audiências são diversas e heterogéneas (Kristensen & From, 2015). Historicamente, grupos sociais minoritários têm sido sub-representados ou então alvos de representações construídas com base em estigmas e preconceitos negativos (Sánchez-Soriano, 2023), como no caso das pessoas com deficiência (Page et al., 2024) ou das pessoas com diversidade corporal (Collins et al., 2024). Nesse sentido, as pesquisas têm-se centrado sobretudo na análise discursiva de representações antigas e emergentes (Ventura et al., 2024). No entanto, consideramos fundamental direcionar a atenção para a última fase do circuito mediático: a forma como as audiências interagem com estas representações, analisando as suas relações e reações a esses conteúdos. Acresce que as redes sociais possibilitaram o surgimento de novos conteúdos e representações que, apesar de promoverem discursos aparentemente mais diversos, também competem com a disseminação de discursos de ódio (Miranda et al., 2024). Torna-se, assim, essencial desenvolver novas investigações que, sob a perspetiva da interseccionalidade, analisem a receção de conteúdos provenientes de qualquer meio de comunicação e formato, desde a imprensa, rádio e cinema até às redes sociais ou plataformas de criação de conteúdos, sempre com um olhar atento ao atual contexto cultural e mediático.

Tópicos possíveis:

Metodologias centradas nas audiências e suas interações com os conteúdos culturais e mediáticos. Reflexões e ética na sua aplicação;

Audiências pertencentes a minorias e o seu consumo cultural: mulheres, audiências LGBTIQ+, pessoas com deficiência, pessoas idosas, pessoas racializadas, pessoas com diversidade corporal, entre outras;

Perceções, interações e respostas das audiências generalistas aos conteúdos que abordam a diversidade e a interseccionalidade;

Literacia mediática. Aprendizagens formais e informais sobre diversidade e interseccionalidade através dos media;

Fandom e interseccionalidade;

Juventude, interseccionalidade e consumo cultural e mediático;

Audiências digitais e interseccionalidade. Interação, consumo e respostas aos conteúdos gerados nas plataformas digitais;

Meta investigação centrada na produção académica sobre audiências e interseccionalidades.

Período de submissão de propostas (textos integrais): 15 de setembro de 2025

Período de publicação: edição contínua (abril de 2026)

Os artigos podem ser submetidos em inglês, espanhol e português.

Editores temáticos:

Juan José Sánchez Soriano - Universidad de Murcia, España

Rafael Ventura - Universitat de Lleida, España

Isabel Villegas Simón - Universitat Pompeu Fabra, España

 

 

Nome da Revista: Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea - UnB

Qualis: A1

Prazo: fluxo contínuo

Site: https://www.scielo.br/j/elbc/

Tema: Tema Livre

 

A revista conta também com uma seção de tema livre, onde são publicados artigos de diversas abordagens sobre a literatura brasileira contemporânea e são recebidos na modalidade FLUXO CONTÍNUO. Há ainda espaço para resenhas de obras de ficção, poesia, crítica literária e teoria literária publicadas nos últimos 24 meses.

 

 

Nome da Revista: Revista Estudos de Literatura Brasileira Contemporânea - UnB

Qualis: A1

Prazo: 31 de julho de 2025.

Site: https://www.scielo.br/j/elbc/

Tema: Poesia brasileira: cenário crítico, trânsitos, silêncios

Talvez por desprestígio comprovado pela narrativa como expressão literária preferencial para o mercado de livros, talvez pela rarefação da experiência poética como uma fatura ou ainda pelo silêncio em torno de uma produção que pouco circula seja nos meios especializados, seja na vida pública, a recente poesia brasileira é motivo de reflexão por parte da crítica. Alguns produtos desta reflexão apontam para o afastamento da herança modernista, para a busca por uma confluência entre lírica e prosa, para a frivolidade do apego à tradição como também para a independência na produção de poesia feita por indivíduos e grupos que produzem e publicam nas circunstâncias que lhe são possíveis (nas redes sociais, por meio de coletivos de criação literária, em comunidades periféricas) sem maior adesão à publicação por meio de editoras reconhecidas. Nesse conjunto dispersivo, resta no ar um questionamento: o que há de originalidade e desafio na poesia brasileira contemporânea? Se por um lado há uma crise da poesia e do poético pela convergência com a prosa, como também há certa expressão poética cuja adesão à tradição parece se dar de maneira frívola, ocorre simultaneamente a produção de poesia em diferentes pontos do Brasil sem que isto passe pelo crivo da crítica especializada. Essa produção plural, diversa e ampla nem sempre se torna visível, mas cumpre um papel humanizador e civilizador na medida em que dá voz a indivíduos em lugares dos quais não se suspeitaria haver produção literária consistente e, a contrapelo do que se acredita, essa produção existe por meio dos movimentos de autopublicação, do fomento editorial independente, do discurso poético como performance e da atitude de algumas poucas editoras que se colocam como medium para novos autores e autoras. Decorre daí a necessidade de mapear e avaliar essa produção que ocorre à revelia dos centros de produção cultural. As distinções geográficas pedem reflexão porque o silêncio em torno da produção literária e poética sem apelo comercial tem nuanças bem curiosas uma vez que não estamos mais lidando com a literariedade, mas com diferentes vozes que afloram em diferentes pontos do Brasil. As possibilidades de explorar uma geografia da poesia e da poética no Brasil seguem em várias direções, sendo produto da vivência urbana, de sua presença nos espaços públicos (ruas, teatros, centros culturais, bibliotecas comunitárias) como manifestação performática ou, para além de sua realização performática, como obra impressa, dando visibilidade a autores e autoras cuja produção não está na mirada crítica das mídias e na previsão de ganhos por parte mercado editorial.

 

Feitas estas considerações, o dossiê se propõe a acolher artigos cujo escopo aponte para:

1) a reflexão sobre o trânsito que a poesia faz para a prosa, valendo-se dos elementos discursivos desta última;

2) avanços e recuos no diálogo entre a recente poesia brasileira e as tradições poéticas modernas;

3) o caráter experimental da poesia em sua confluência com a performance (teatral, de rua, comunitária etc);

4) a poesia impressa a partir de experiências editoriais (independentes ou não) tendo por fim dar visibilidade a novos autores e novas autoras, ampliando o campo geográfico da recente produção poética brasileira;

5) o lugar da recente produção poética brasileira como expressão de resistência e humanização.

Organizadores: Gabriel Arcanjo Santos de Albuquerque (UFAM) e Maria de Fátima Nascimento (UFPA)

 

Nome da Revista: Revista Entretextos - UEL

Qualis: A4

Prazo: 30 de junho de 2025.

Site: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/entretextos/announcement/view/571

Tema: Lusofonia, pluricentrismo, internacionalização: cenários da língua portuguesa no mundo

Diversas pesquisas acadêmicas apontam para a necessidade e os variados processos de internacionalização das línguas em um mundo globalizado (Luna, 2016; Meyer; Albuquerque, 2015), discutindo ainda como esse cenário impacta nas línguas e nos espaços que elas ocupam. Em um cenário de maior interação entre os países, trocas em diferentes âmbitos, organismos internacionais e supranacionais, as línguas ocupam um papel que, embora perene, nem sempre recebeu atenção nas pesquisas do mundo acadêmico, fato que vem sendo modificado nos últimos anos, com um crescimento inconteste dessas discussões. Portanto, inúmeras são as demandas da sociedade moderna que fazem com que a língua seja elemento de destaque no cenário mundial e as políticas linguísticas (Evaristo, 2022; 2021) sejam um elemento a ser fortemente considerado. Nesse sentido, é fundamental compreender a língua portuguesa dentro das perspectivas da Lusofonia (Cerrone; Carbone, 2020; Rizzo, 2019; Bagno, 2017; Brito, 2013), da pluricentralidade (Albuquerque, 2022; 2021; Wilson, 2021; Silva, 2018) e/ou da internacionalização (Diniz, 2020; Carvalho; Schlatter, 2011), uma vez que esses são cenários prementes desta língua e que impactam de maneira indelével em seus múltiplos aspectos. Em nosso dossiê, aceitaremos propostas de trabalho que considerem a língua portuguesa em uma de suas faces que esteja inserida em algum(ns) (dos) conceito(s) de nosso tema. Assim, trabalhos em PLE, PL2E, PLA, PLAc, PLH, PLNM, PBE e outros, por exemplo, são interessantes, considerando-se ainda os aspectos da Lusofonia, da CPLP, do IILP, do VOC, do PPPLE e outros. As abordagens podem envolver descrição, ensino, formação de professores, certificação, curricularização, difusão, diferenciação, variação, materiais didáticos, experiências docentes, internacionalização, documentos oficiais, políticas linguísticas ou outro aspecto relevante para a discussão acerca do papel internacional da língua portuguesa e da nova presença desta língua no mundo.

Comissão organizadora: 

Davi Borges de Albuquerque - Universidade de Nankai, China

Jefferson Evaristo - UERJ

Luciane Boganika - Université Rennes 2, França 

Monique Carbone Cintra -  Università per Stranieri di Siena (Unistrasi), Itália

 

 

Nome da Revista: Revista Scripta – PUC/Minas

Qualis: A3

Prazo: 15 de maio de 2025

Site: https://periodicos.pucminas.br/scripta/announcement/view/541

Tema: A alteridade nos estudos da enunciação e do discurso

1. reflexões intrateóricas e interteóricas, em torno de autores como Humboldt, Saussure, Volóchinov, Bakhtin, Jakobson, Coseriu, Benveniste, Culioli, Ducrot, Carel, Meschonnic, Authier-Revuz, Pêcheux, Foucault, Maingueneau, Charaudeau, dentre outros;

2. reflexões teórico-analíticas e teórico-aplicadas, em torno de fenômenos mais estritos (como os índices de pessoa, espaço e tempo, a pressuposição, a negação, o humor, a ironia, o discurso transverso, o pré-construído, as glosas, as incisas, os modalizadores verbais e fraseológicos) e de fenômenos mais amplos (como a argumentação linguística, a ação ao dizer, a polifonia linguística, a interação, o dialogismo, a identidade, a aquisição e os distúrbios de linguagem, a tradução, a literatura, o letramento, os discursos de ódio).

Organizadores:

Dr. Filipe Almeida Gomes (PUC Minas)

Dr. Giovane Fernandes Oliveira (UNICAMP)

Dr. Lauro Gomes (FURG)

 

 

Nome da Revista: Revista Leitura - UFAL

Qualis: A3

Prazo: 26 de maio de 2025.

Site: https://www.seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/

Tema: Produção Textual Colaborativa e Atividades Metalinguísticas

A compreensão dos processos de escritura em contexto de sala de aula é fundamental para o ensino e a aprendizagem da língua escrita, destacando-se a importância do diálogo entre os atores envolvidos. Este tema explora como alunos e professores interagem durante situações de produção textual colaborativa, iluminando aspectos verbais relacionados ao manuscrito escolar em construção.

Os artigos podem abordar os três eixos indicados abaixo ou ainda algum outro tema relacionado essa proposta.

Eixo 1: Perspectiva histórica dos estudos sobre escrita colaborativa na sala de aula: atividade metalinguística em foco. Este eixo examina a evolução histórica das pesquisas sobre escrita colaborativa no ambiente escolar, com ênfase na atividade metalinguística. Analisa-se como, ao longo do tempo, os estudos têm abordado a verbalização dos diferentes objetos textuais e as múltiplas camadas dos processos de escritura pelos alunos.

Eixo 2: Atividade metalinguística de alunos em processos de escrita colaborativa: abordagens recentes Neste eixo, exploram-se as abordagens contemporâneas sobre a atividade metalinguística dos estudantes durante a produção textual colaborativa. Investiga-se como os alunos expressam comentários sobre a própria escrita, oferecendo insights valiosos sobre seu conhecimento linguístico, consciência metalinguística e estratégias para solucionar problemas textuais. Essas atividades são cruciais para compreender o desenvolvimento da capacidade de autoavaliação e autorregulação na escrita.

Eixo 3: Papel do professor na produção textual colaborativa: as interações e relações com atividade metalinguística Este eixo foca no papel do professor durante o processo de escrita colaborativa, examinando como suas intervenções e orientações se relacionam com a atividade metalinguística dos alunos. Analisa-se como o acompanhamento docente influencia o compartilhamento de ideias e a revisão de aspectos linguísticos pelos estudantes durante a linearização do texto. A produção textual colaborativa oferece uma rica oportunidade para investigar como as falas dos escreventes e do professor interferem no manuscrito em construção. Este número temático visa não apenas ampliar o conhecimento acadêmico sobre produção colaborativa em contexto escolar, mas também fornecer interpretações que possam otimizar os processos de ensino e aprendizagem da escrita. Convidamos artigos que discutam pesquisas empíricas, diferentes abordagens metodológicas e análises teóricas que contribuam para uma compreensão mais ampla e profunda desses fenômenos no âmbito educacional, considerando os três eixos propostos ou outros aspectos alinhados com o tema desse número temático.

Os artigos podem ser enviados em inglês, francês, espanhol ou português.

Organizadores/as:

Eduardo Calil - Universidade Federal de Alagoas

Cristina Felipeto - Universidade Federal de Alagoas

Luís Felipe Barbeiro - Instituto Politécnico de Leiria

Veronique Paolacci - INSPE Jean-Jaùres – Toulouse II

 

Nome da Revista: Revista Lusotopie -

Qualis: B3

Prazo: 9 de junho de 2025.

Site: https://journals.openedition.org/lusotopie/

Tema: Escritos do lugar, lugares do escrito na lusotopia

A revista Lusotopie está com chamada aberta para o número temático "Escritos do lugar, lugares do escrito na lusotopia (do século XIX aos nossos dias)", codirigido por Gautier Garnier e Pedro Cerdeira. O prazo para apresentação de propostas (em francês, inglês ou português) decorre até ao dia 9 de junho de 2025.

O calendário será o seguinte:

  • Chamada: iniciada
  • Envio de propostas (resumo de 500 palavras) para gautier.garnier@hotmail.fr e Pedro.Cerdeira@unige.ch: 9 de junho de 2025
  • Notificação de aceitação ou rejeição: 1 de julho de 2025
  • Envio dos artigos (primeira versão): 1 de outubro de 2025
  • Publicação: primeiro semestre de 2026

Consulte a chamada completa em anexo.

 

 

Nome da Revista:  Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários - UFRJ

Qualis: A3

Prazo: 10 de maio de 2025.

Site: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/announcement/view/1089

Tema: Margens e travessias na produção poética de mulheres

O exercício de análise crítica transdisciplinar, como forma de emancipação social e cultural de nossas universidades, parece atrair mais estudiosas/os da ficção do que da poesia produzida por mulheres, embora hoje não se possa mais contestar o número de publicações de poesia de autoria de mulheres que vêm de encontro ao discurso hegemônico dos modos culturais dominantes, segundo as ideologias patriarcais, sexistas e racistas, e colocam em pauta, além dos problemas de gênero, as questões que se inter-relacionam com classe, raça, etnia, idade e orientação sexual. Sobre a produção poética de mulheres, incluindo a de mulheres negras e indígenas, pode-se afirmar que ela provoca a intensa experiência de reconstrução de referências. Na leitura interpretativa e investigativa dessa produção, dois campos de interesse passam a ser mobilizados e impactam não apenas como temas de pesquisa, mas também como metodologia: o pensamento acerca da literatura negra e indígena e os estudos sobre branquitude e história literária. Isso implica pensar a leitura de poesia como etapa importante da formação e autoatualização docentes. Lembramos, por exemplo, a ferramenta conceitual da “escrevivência” (Conceição Evaristo), importante referencial teórico de estudo e pesquisa para se fazer uma leitura mais completa de obras literárias escritas por mulheres negras. A respeito da poesia, os elementos constitutivos da linguagem literária não devem ser trabalhados em si, descontextualizados da história e da sociedade ou mesmo da própria leitura de uma obra poética, de modo a-histórico ou abstrato, mas como momento de formação da leitura literária que também poderá ser recurso de uma prática didática consequente e com intencionalidade pedagógica. Nos termos de bell hooks, “hoje em dia, quando a ‘diferença’ é tema quente nos círculos progressistas, está na moda falar de ‘hibridização’ e ‘cruzar fronteiras’, mas raramente encontramos exemplos concretos de indivíduos que realmente ocupem posições diferentes dentro das estruturas e partilhem ideias entre si, mapeando seus terrenos, seus vínculos e suas preocupações comuns no que se refere às práticas de ensino”. Por isso, faz-se necessário o aprofundamento da crítica literária em poesia de autoria de mulheres, e propomos, neste dossiê, discutir como a produção de autoria de mulheres, das fronteiras e nas margens, quebra os círculos viciosos das hierarquizações. Recriações de mundos, alteridades em movimento, falácias da unidade, saberes do/em processo, parcialidades de universalidades, possibilidades de (des)encontro, desierarquização de gêneros, acentricidades, multilinguismo, cruzamento de fronteiras linguísticas, travessias interculturais, dinamicidades entre oralidade e escrita, oralitura, preservação da biodiversidade, paisagens ecológicas, ecopoesia, ecologia da palavra, ecologia linguística – estes são alguns dos aspectos temáticos e formais recorrentemente alinhados à dicção da poesia contemporânea, de várias línguas, culturas e nacionalidades, que culminam, quase sempre, no enfrentamento dos sistemas de saber e de poder cristalizados, deslocando, atravessando, rasurando, abolindo fronteiras e, ao mesmo tempo, estabelecendo atravessamentos entre a literatura e a busca da decifração do real e da experiência estética. Nosso objetivo precípuo é, portanto, pensar com a linguagem poética e observar como ela lida com essas questões sob o viés crítico feminista contra as colonialidades da mente, do gênero, da língua, do espaço, do saber e, mesmo, da própria história e crítica literárias. Para isso, serão bem-vindas a este dossiê análises sobre poemas isolados e/ou obras completas de diferentes gêneros poéticos (poemas líricos, épicos, curtos, longos, prosa poética, poema em prosa), produções poéticas orais ou escritas, em uma única língua ou multilíngues, individuais ou coletivas, com abordagem comparativa (interlínguas, interartes, interautoras, intermídias) ou não.

Editoras convidadas, Dossiê de literatura:

Anélia Pietrani, Universidade Federal do Rio de Janeiro (Brasil)

Adriana Barbosa, Universidade de Brasília (Brasil)

Daiana Nascimento dos Santos, Universidad de Playa Ancha (Chile)

 

 

Nome da Revista:  Diadorim: revista de estudos linguísticos e literários - UFRJ

Qualis: A3

Prazo: 10 de maio de 2025.

Site: https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim/announcement/view/1089 

Tema: Fonética, Fonologia e Prosódia: uma homenagem ao Professor João Moraes

As áreas de Fonética, Fonologia e, especialmente, Prosódia tiveram, no Português do Brasil, grandes contribuições advindas dos trabalhos do Professor João Moraes, homenageado no V Seminário Internacional de Fonologia, que aconteceu em novembro de 2024, na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Assim, propomos aqui um número especial da Revista Diadorim (volume 27), que celebre sua trajetória científica.

Este volume especial receberá contribuições de publicações nas seguintes macrotemáticas:

(1) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia: Teoria, Descrição e Uso;

(2) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia e Interfaces;

(3) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia e Línguas em Contato;

(4) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia Experimentais;

(5) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia Forenses;

(6) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia na Fala Atípica;

(7) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia e Aquisição da Linguagem;

(8) Fonética, Fonologia e/ou Prosódia e Ensino/Aprendizagem;

(9) Estudos da Entoação, do Ritmo, do Acento e da Qualidade de Voz;

(10) Prosódia Multimodal e Expressiva.

Os artigos poderão ser redigidos em Português e Inglês.

Editoras convidadas, Dossiê de língua:

Manuella Carnaval, Universidade Federal do Rio Janeiro (Brasil)

Carolina Gomes da Silva, Universidade Federal da Paraíba (Brasil)

 

 

Nome da Revista: Fronteira Z – PUC/SP

Qualis: A3

Prazo: 10 de julho de 2025.

Site: https://revistas.pucsp.br/index.php/fronteiraz/announcement/view/737

Tema: O Insólito na Literatura: Vertentes e Territórios Plurais do Surpreendente

As Literaturas, em suas diversas manifestações, frequentemente exploram o terreno do inesperado, do imprevisível e do incomum. Erguem-se sobre a tênue linha que separa o real do imaginário, convidando o leitor a questionar as fronteiras da percepção e a mergulhar em narrativas que desafiam a lógica e a ordem estabelecida. Consideramos, à luz das reflexões de García (2012), que o insólito circunscreve o campo semântico das estratégias de construção narrativa e poética presentes em produções do Maravilhoso (Le Goff, 1989), do Fantástico (Todorov, 1992, Bessière, 2001), do Realismo Mágico (Roh, 1927), do Realismo Animista (Pepetela, 1997), do Absurdo (Ribeiro, 1996), e de todos os modos e gêneros da Literatura que lidam com a irrupção do inesperado, imprevisível, incomum, como é o caso das narrativas que tematizam o medo, a ficção científica, as histórias de mistérios, as tramas policiais, dentre outros. García (2012) destaca que a fenomenologia de latitude, traço fundamental das modalidades literárias supracitadas, pode se manifestar em qualquer uma das categorias da narrativa – na ação, nos personagens, na construção ficcional do tempo e do espaço – isolada ou conjuntamente, interferindo na consecução discursiva verossímil por parte da construção de sentidos do leitor. O insólito, para Prada Oropeza (2006), refere-se aos elementos da discursivização, distribuídos por temporalização, espacialização e actorialização, assim como níveis de relação pragmática entre autor, leitor e narrativa. Nessa perspectiva, o insólito é uma categoria que corresponde a uma arquiestrutura sistêmica semiótico-narrativo-literária. Compreendemos, nesse sentido, que a condição do desenvolvimento do insólito em uma narrativa é estabelecer o real como premissa que será corrompida por uma dimensão imaginária. Em meio ao real representado ficcionalmente, o insólito assume função de estimular o absurdo entre a relação do sujeito com o mundo, carregando consigo e despertando no leitor um sentimento do (in)verossímil. O insólito tem, assim, atributo desestruturador da ordem, com força de ruptura frente ao conhecimento empírico, oriundo do senso comum, ancorado nas convenções socioculturais determinantes.

Nesta chamada da Revista FronteiraZ, encorajamos o envio de propostas que abordem temáticas como:

• O insólito presente na Literatura Fantá

• O insólito nas narrativas e poéticas que tematizam o medo, a ficção científica, a fantasia, as tramas policiais, dentre outros.

• Os elementos de discursivização do insólito, enquanto arquiestrutura sistêmica semiótico-narrativo-literária marcada na temporalização, espacialização e actorialização nos diversos discursos literários dos séculos XX e XXI.

• O insólito e a dialética com as convenções socioculturais determinantes em uma determinada época.

Esperamos receber contribuições que explorem as múltiplas facetas do insólito na Literatura, aprofundando nossa compreensão sobre suas manifestações, seus efeitos e seu potencial transformador.

 

 

Nome da Revista: Revista A Cor das Letras - UEFS

Qualis: A3

Prazo: 31 de julho de 2025.

Site: https://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/Chamadas

Tema: Literatura e Epistemologias dissidentes

Esta chamada para publicação de artigos para um número especial, pretende promover interlocuções com estudos autoproclamados e/ou interpelados como “epistemologias dissidentes”, os quais impulsionem a (re)pensar nosso modo de conhecer o que se denomina por Literatura. Na contramão de uma visão de mundo mecanicista e determinista, linear e objetiva, acolhe crítica e análise em torno da produção dos saberes, dos pensares, dos fazeres e dos sentires em literatura. No limiar entre literatura e filosofia, literatura e desconstrução, literatura e estudos comparados, literatura e estudos feministas e transfeministas, literatura e estudos sexo-dissidentes, trata-se de chamada sobre literatura-que-pensa, sobre o pensamento em literatura, sobre literatura e pensamento, literatura e formação da subjetividade, pensamento negro, indígena, cuir, feminista, trans, das gays, das sapas, das monstras erráticas e das anarquistas de gênero. Posicionando-se contra toda pretensa superioridade cognitiva, implica em política do (des)conhecimento sobre formas de escritura, autoria, arquivamentos, silenciamentos e exclusões. É uma chamada que ao passo que pretende estranhar o próprio conhecimento e seu meios de produção no mundo que se quis moderno-ocidental, o faz nutrindo-se de investiduras teóricas como “literatura pensante”, “saberes localizados”, “saberes periféricos”, “saberes encarnados”, “descolonização do saber”, “pensamento complexo”, “pensamento arruaceiro” e “vagabundagem epistêmica”. Logo, se interessa por pesquisas que problematizem mudanças na compreensão da noção de literário e de crítica literária, que rasure saberes estanques sobre autoria, referente e cânone. Experimentações epistemológicas, diálogos com e entre epistemologias negras, cuir, sexo-dissidentes, descolonial, travesti, saberes ecossistêmico-holísticos, fronteiriços, ciências da complexidade e da auto-organização, estudos de literatura em campo expansivo, cujos enfoques rompam com hierarquias e pensamentos lineares-positivistas-cartesianos, contribuindo para produção de conhecimento dissidente em literatura, são bem-vindos. 

ORGANIZADORES 

Alexandre de Oliveira Fernandes (IFBA/Porto Seguro)

Valéria Amim (UESC)

Juliano Casimiro de Camargo Sampaio (UFT)

Marcelo de Jesus de Oliveira (UESC)

 

 

Nome da Revista: Revista A Cor das Letras - UEFS

Qualis: A3

Prazo: Fluxo Contínuo

Site: https://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/Chamadas

Tema: Estão abertas em fluxo contínuo até 30 de julho de 2025.

Número 1: Estudos Linguísticos e Filológicos 

Número 2: Estudos Literários 

Número 3: Ensino de Línguas e Literaturas 

 

 

Nome da Revista: Revista Letras - UFPR

Qualis: A3

Prazo:  31 de maio de 2025

Site: https://revistas.ufpr.br/letras/announcement/view/811

Tema: Mente e narrativa

Ao final do primeiro quarto do século XXI, vemos que o termo “narrativa” tem sido cada vez mais integrado à descrição e à explicação de fenômenos diversos, desde fenômenos psicológicos até sociológicos, filosóficos e históricos; as narrativas organizam a experiência humana e como são usadas para explicar e dar sentido a fenômenos diversos.. Na produção acadêmica recente, Robert Shiller (2019), por exemplo, argumenta que as estórias que contamos uns aos outros sobre a economia e o papel que nela desempenhamos geram resultados de larga escala, sugerindo que mitos e narrativas populares, ao veicularem ideias e crenças capazes de influenciar eventos, instituições, políticas e concepções da realidade, devam ocupar um lugar central na análise econômica. Antes dele, ao argumentar que o juízo moral determina o self e a socialização humana, Christian Smith (2003) defendera que essa condição nos torna excelentes contadores de estórias, como instrumento de disseminação de valores morais capazes de estruturar a vida coletiva. Mais tarde, Jonathan Haidt (2012) proporia, a partir de pressuposições semelhantes sobre o papel fundamental da moralidade na estruturação da vida social humana, que certas narrativas dão fundamento a discursos de legitimação de campos políticos colocados em oposição na modernidade. Enquanto isso, narrativas recebiam saliência nas ciências da natureza, com Richard Dawkins (2009) indicando a condição narrativa de explicações evolutivas, Marcelo Gleiser (1998) propondo um abordagem narrativa da história do universo e das teorias astronômicas, Ilya Prigogine (1996) defendo a irreversibilidade do tempo – a articulação temporal dos processos – como inerente aos fenômenos físicos, que assim adquiriam historicidade. Partindo desse quadro geral, esta chamada da Revista Letras convida a comunidade acadêmica a trabalhar a interface entre a narratividade e a mente humana, dentro do amplo espectro de possibilidades que ela oferece. Serão bem-vindas contribuições que tratem a narrativa como produto – texto, fala, filme, relato… – ou como processo – compreendendo a narrativização como um modo específico de estruturação da informação. Da mesma maneira, estimulamos que as abordagens mentalistas do fenômeno narrativo transitem entre a neurociência, a psicologia cognitiva, a filosofia da mente, a pragmática linguística, e as teorias da evolução cultural humana, dentre outros campos possíveis da produção intelectual não abarcados por essa listagem. Em suma, convidamos a comunidade acadêmica a contribuir para a discussão a partir de diferentes perspectivas e áreas de pesquisa, energizando a transdisciplinaridade que costuma caracterizar a discussão sobre o tema proposto.

Organizadores: Leonardo Ferreira Almada (UFU), Pedro Dolabela Chagas (UFPR)

 

 

Nome da Revista:  Letras (UFSM)

Qualis: A3

Prazo: 20/01/2026

Site: https://periodicos.ufsm.br/letras/about

Tema: Dossiê temático especial: Perspectivas críticas para os estudos dos Quadrinhos

Esta edição da revista Letras busca acolher artigos de abordagem multidisciplinar que introduzam as principais discussões em torno da pesquisa em e sobre quadrinhos para construir um conjunto que sirva de referência para novos pesquisadores que queiram construir seus trabalhos utilizando a linguagem dos quadrinhos como objeto. São desejáveis textos que explicitem ou discutam correntes teórico-críticas da pesquisa sobre quadrinhos, e que, para isso, tragam análises de obras ou conjunto de obras.

A motivação para o surgimento desse dossiê deu-se pela percepção de que há um descompasso entre a produção disponível para introduzir os diversos eixos de pesquisa em quadrinhos e o fluxo de pesquisadores que se interessam por esse campo de pesquisa.

Para essa proposição, espera-se que os textos apresentem um acervo de quadrinhos fora do eixo europeu e estadunidense, levando em conta as produções latinoamericanas,  africanas e, principalmente, brasileiras. Assim, para além de uma apropriação de repertório teórico de outras áreas, espera-se contribuir para a consolidação de um repertório crítico acessível e específico da pesquisa sobre quadrinhos. Submissões que abordem o processo de criação e a interpretação crítica dos quadrinhos são altamente incentivadas, considerando a importância de se pensar o quadrinho como um objeto de linguagem em constante construção.

Nesse sentido, espera-se que o conjunto dos artigos possa auxiliar responder às seguintes questões, sem se restringir a elas:

 

Quais são as principais correntes teóricas da pesquisa em quadrinhos hoje?

Quais as especificidades teórico-críticas dessa linguagem?

Quais os principais autores desse campo, em diferentes contextos de produção?

Que questões formais são fundamentais para se pensar esse objeto de pesquisa?

Como a forma dos quadrinhos é pensada por diferentes abordagens teóricas?

Como os quadrinhos são abordados em outros campos de estudo específicos, tais como a História, a Pedagogia, a Sociologia, os Estudos de Linguagem, as Artes Visuais, entre outros?

Quais as distinções entre a pesquisa em quadrinhos e a pesquisa sobre quadrinhos, levando em conta o lugar do quadrinista-pesquisador?

Como a importância do processo criativo, sendo um ato dinâmico, experimental e interativo, pode ser compreendido sob uma perspectiva teórica?

Quais as contribuições da semiótica, da semiologia, da análise do discurso, dos estudos das intermidialidades, da teoria de gênero e outras correntes teóricas para os estudos da linguagem dos quadrinhos?

Além de artigos, também são aceitas resenhas e entrevistas sobre a temática.

Organizadores:

Maria Clara da Silva Ramos Carneiro (UFSM)

Lielson Zeni (UFRJ)

Valter do Carmo Moreira (COGNA EDUCAÇÃO/UEL)

 

 

Nome da Revista: Linguagens - Revista de Letras, Artes e Comunicação - FURB

Qualis: A4

Prazo: quadrimestral (contínuo)

Site: https://ojsrevista.furb.br/ojs/index.php/linguagens/issue/view/567

Tema: Tema livre dentro do foco e escopo da revista

 

 

Nome da Revista: Cadernos de Letras – (UFF)

Qualis: A3

Prazo: 6 de junho de 2025

Site: https://periodicos.uff.br/cadernosdeletras/about

Tema: Dossiê de Estudos Clássicos  - v. 36 n. 71 - dez. 2025

A revista Cadernos de Letras da UFF convida pesquisadores, estudiosos e acadêmicos de Estudos Clássicos e áreas correlatas (História, Filosofia, Religião, Retórica, Recepção dos Clássicos, entre outras) a submeter seus trabalhos para publicação em dezembro de 2025.

Aceitam-se propostas de artigos, resenhas e traduções para a língua portuguesa que promovam o diálogo interdisciplinar entre as ciências humanas, com ênfase nas línguas, literaturas, filosofias e culturas da Antiguidade greco-romana.

Organização:

Glória Onelley (UFF/ PPGLC-UFRJ)

Greice Drumond (UFF/ PPGLC-UFRJ)

 

 

Nome da Revista:  Remate dos Males (Unicamp)

Qualis: A3

Prazo: 17 de agosto de 2025

Site: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/remate/

Tema: Dossiê Temático: Surrealismos: das origens literárias aos prolongamentos transnacionais

Em 2024, muitas comemorações ocorreram por ocasião do centenário do Manifesto do Surrealismo. O texto redigido por André Breton em 1924 pode ser tido, de fato, como texto fundador do movimento surrealista. Mas é importante lembrar que o movimento tem seus inícios anos antes, quando o mesmo André Breton, juntamente com Louis Aragon e Philippe Soupault, lança a revista Littérature, ainda inspirada pelo influxo dadaísta que deságua em Paris com a chegada de Tristan Tzara. Associado no imaginário atual a uma poética da imagem, o surrealismo tem seus primeiros passos, na verdade, como criação literária. E é na experimentação literária conjunta que Breton e Soupault descobrem a escrita automática, com a qual produzem Les Champs magnétiques em 1919. Primeiro escrito propriamente surrealista, é em boa parte graças a essa experiência que Breton sustentará, alguns anos depois, quando redige o Manifesto, que o surrealismo pode ser definido como “automatismo psíquico puro”.

Com o automatismo psíquico os surrealistas não buscavam apenas uma nova forma de escrita. Muito além disso, procuravam desmontar o controle da razão e da moral, buscando uma forma de pensar e agir que fosse radicalmente distinta daquela da civilização ocidental, cuja barbárie da Primeira Guerra muitos de seus membros conheceram de perto. A aposta tinha suas raízes, como se sabe, nas descobertas da psicanálise recém-criada por Sigmund Freud. O surrealismo mergulhava no inconsciente e o descobria como um depositário inusitado de imagens poéticas. Não à toa, um jovem psicanalista próximo aos círculos surrealistas, Jacques Lacan, revolucionaria mais tarde a psicanálise ao propor que o inconsciente seria estruturado como linguagem. Os surrealistas encontravam indícios dessa linguagem do inconsciente nas associações inusitadas na escrita de Lautréamont, escritor que retiram do esquecimento. O surrealismo é pródigo em criar uma lista de precursores, e seu impacto estende-se sobre a história literária também em retrospecto.

Enquanto movimento de vanguarda, o surrealismo distingue-se de tantos outros “ismos” que marcaram os anos heroicos do modernismo ocidental. Se esses foram em sua maioria exemplares de uma teleologia eurocêntrica, hoje redescobre-se cada vez mais a dimensão anticolonial e transnacional do surrealismo, um movimento especialmente interessado por formas de pensar não-europeias e, portanto, rapidamente aclimatado em diferentes cantos do globo. Exposições recentes, como Surrealism Beyond Borders (Nova York e Londres), destacaram o internacionalismo do movimento, fortemente presente em locais distintos como o México ou o Egito. No Caribe, Édouard Glissant, conhecido escritor e teórico literário pós-colonial, mantém também relações com o movimento. No Brasil, o surrealismo não deixou marcas menores. Visitado em mais de uma ocasião pelo poeta Benjamin Péret, o país viu laços se estabelecerem desde cedo com o movimento. As colaborações de Péret com o grupo da Revista de Antropofagia são disso um exemplo. Ismael Nery e, através deste, Murilo Mendes, também se aproximam das ideias surrealistas. Mais tarde, Maria Martins, que conviveu com os surrealistas exilados nos EUA durante a Segunda Guerra, desenvolveu uma escultura ao mesmo tempo surrealista e amazônica, constituindo um novo elo do surrealismo no país, que finalmente contará com um grupo surrealista instituído nos anos 1960, constituído em torno de Sergio Lima e a revista A Phala.

Convidamos pesquisadores a submeterem artigos que abordem a multiplicidade do surrealismo em suas relações com a literatura. Em consonância com as reflexões mais recentes sobre a história do movimento, encorajamos artigos que abordem sua dimensão transnacional e indiquem prolongamentos do surrealismo para além do território europeu. Estudos da presença surrealista no Brasil serão particularmente bem-vindos. Apesar do foco prioritário da revista no âmbito literário, serão aceitas submissões referentes ao campo das artes visuais, sobretudo quando postularem reflexões relativas à linguagem.

Editores convidados: Gisela Bergonzoni (IEL-Unicamp) e Gabriel Zacarias (IFCH-Unicamp)

 

Nome da Revista: Dadolin: línguas e literaturas (UNTL)

Qualis: sem qualis

Prazo: até 31 de agosto de 2025

Site: https://dadolinuntl.com/index.php/rev

Tema: TEMÁTICA LIVRE Dadolin: línguas e literaturas, ISSN 30078261, é uma publicação semestral do Departamento de Ensino de Língua Portuguesa e Departamento de Ensino de Língua Tétum, da Faculdade de Educação, Artes e Humanidades (FEAH), da Universidade Nacional de Timor Lorosa'e (UNTL), Timor -Leste.

A revista está recebendo textos científicos em língua portuguesa, língua tétum e língua inglesa, com temática livre, de autores mestrandos, em coautoria com mestres ou doutores.

O período de submissão de textos para o Vol. 2, N. 2, Dez. 2025 é até 31 de agosto de 2025